Ah, o cheiro do carro novo!

Não há perfume que resolva

Não precisa ser entusiasta dos lançamentos do mercado automobilístico para gostar do cheiro de uma carro novinho né?

Mas porque eles têm esse cheiro?

Leia no link abaixo de onde vem e como são os testes!

https://www.megacurioso.com.br/carros/90623-descubra-como-e-produzido-o-cheiro-de-carro-novo.htm

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Perfumes no Antigo Egito: em vida e na morte, do sagrado a sedução – parte 5 – Final

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Diz-se a primeira greve da história da humanidade foi protagonizada em 1330 a.C. pelos soldados do faraó Seti I, que pararam de receber unguentos aromáticos. Pouco depois (1300 a.C.), coube ao faraó Ramsés II enfrentar uma revolta de trabalhadores em Tebas, que estavam indignados com a escassez de rações, de comida e de unguentos.

Uma invenção muito original foi a dos cones de gordura e resinas aromáticas, chamados de cones tebanos, que eram apoiados no centro da cabeça antes dos banquetes; com o calor no transcorrer da festa, as resinas se dissolviam aos poucos e escorriam sobre os ombros das pessoas, exalando desse modo fragrâncias refinadas.

O perfume era então utilizado como oferta aos Deuses, na medicina, na higiene pessoal e como atrativo também! Como não se deixar seduzir por um delicioso aroma?

Não poderíamos deixar de falar sobre Cleópatra: última rainha do Egito, símbolo do poderio feminino, de beleza questionável, dona do coração de dois imperadores romanos e de fim trágico! Fazia de seus rituais perfumados símbolos da sedução.

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Conquistou o coração do general romano Marco Antônio e conseguiu dele uma aliança com Roma. Pelo que vemos através das descobertas arqueológicas, ela era muito mais atraente do que propriamente bonita, inteligente, ótima estrategista e sabia usar cosméticos e perfumes para aumentar seus encantos.

Diz-se que Cleópatra usava babosa para conservar a beleza da pele e dos cabelos. Sobre seus lendários banhos de leite de cabra (ou de burra), especula-se a rainha fazia banhos de imersão em leite com mel, lavanda, ou pétalas de rosa. Seus rituais diários de beleza durante o banho chegavam a durar 6 horas. Usava sal do Mar Morto misturado ao mel para esfoliar a pele.

Cleópatra possuía seu próprio ateliê de perfume. Dizia-se que ela esfregava perfume sólido na boca antes de beijar um amante, para que o cheiro o obrigasse a pensar nela depois do encontro. Para melhorar o hálito, Cleópatra mastigava pastilhas de kyphi, ervas ou resinas perfumadas.

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Tinha preferência pelo óleo de rosas, em sua célebre visita a Roma, a rainha do Egito deixou um rastro de rosas por onde passou e fez com que tal aroma entrasse na moda por lá!

As velas do barco de Cleópatra eram impregnadas de essência de rosa com isso, ao navegar era percebida antes mesmo de visualizarem as embarcações! Além disso, o trono de seu barco era envolto em nuvens de incenso. Sua presença tornava-se quase mística, era uma deusa em forma humana, exalando perfumes e deslizando sobre as águas.

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Apaixonada que era pelo perfume das rosas, Cleópatra usava as pétalas das flores para forrar a cama e o chão do quarto enquanto aguardava a chegada de seu amado, Marco Antônio. Em sua derradeira noite, antes de morrer, banhou-se e perfumou-se com as mais ricas essências.

E com a presença da célebre Cleópatra terminamos nossa viagem ao Egito Perfumado da antiguidade. Espero que tenham gostado!

Fontes:

Sites:

http://www.touregypt.net/egypt-info/magazine-mag03012001-mag4.htm

https://aloucadosperfumes.com/2013/05/22/kyphi-o-perfume-dos-deuses-no-antigo-egito/

Livros:

ASHCAR, Renata, BrasilEssência: a Cultura do Perfume, 1.ed, São Paulo: Nova Cultural, 2001, 201p.

CORAZZA, Sonia, Aromacologia: uma ciência de muitos cheiros, 1.ed, São Paulo: Editora SENAC, 2002, 412p.

AFTEL, Mandy, Essências e Alquimia, 1.ed, Rio de Janeiro: Rocco, 2006, 236p.