2019, o ano em que aniversariam perfumes icônicos!

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Saiu no Fragrantica uma matéria sobre o jubileu de perfumes icônicos, eternos! Aloucadosperfumes já falou de alguns deles, então seguem aqui os links das postagens, bem como o link da matéria citada!

Vamos celebrar?

Mitsouko

Calandre

Cabochard

 

 

 

 

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Amethyst, Lalique

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Teve um época que eu comprava muitas pedras e cristais, não exatamente pela onda mística e por suas propriedades energéticas. Eu achava bonito mesmo a rusticidade das pedras brutas e um dos meus sonho por anos foi ter uma daquelas drusas imensas, verdadeiras cavernas de cristal.

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Segundo site especializado, a pedra auxilia na purificação do corpo físico, ajudando na eliminação de qualquer tipo de malefício que esteja tomando conta dele. A cor violeta garante a presença de energia protetora capaz de melhorar a nossa captação de energia vital.  Outro poder importante, é a capacidade de despertar os chakras superiores e fortalecer a intuição. 

Enfim, chegamos no bonito, roxo e lapidado frasco do Amethyst. Os volteios em seu frasco são inspirados no objeto Epines (Thorns), de 1920, desenhado por Ralf Lalique.

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O perfume é assim: imagina que você tem na mão um punhado de frutinhas roxas e vermelho-escuras, todas frescas, maduras, doces. Sem se importar se vai manchar a roupa e a pele, você sucumbe ao impulso de as espremer nas mãos, deixar o sumo doce escorrer e o cheiro dessas belezinhas, dessas frutinhas de fada se espalhar no ambiente.

Têm a tonalidade natural de uma geléia, o toque plastificado de bala mastigável.

Passada a invasão das frutinhas, existem flores, são rosas frescas, peônias repolhudas, um tiquinho de ylang-ylang pra encorpar e dar maturidade a toda esta estrutura.

No fundo de tudo tem almíscar, uma nota de madeira delicadíssima e polida.

Amethyst é elegante, fresco, jovial. Perfume para todas as horas e eventos, é doce na medida, frutado na medida, almiscarado na medida. É tão certinho, tão dentro dos padrões que as vezes me entedia.

Mas é bonito. Coisa de fada!

Criado em 2007 por Nathalie Lorson, suas notas são:

Notas de saída: cassis, mirtilo, amora, groselha, morango.

Notas de coração: peônia, rosa, ylang-ylang, pimenta.

Notas de fundo: almíscar, baunilha bourbon, notas amadeiradas.

Diamonds and Sapphires, Elizabeth Taylor

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Os perfumes da Liz Taylor… Só para lembrar que perfume de celebridade não é coisa recente, não é coisa que veio com as cantoras pop e que entregam ao público em sua maioria aguinhas adocicadas/floralzinhas/genéricas.

Lá em 1988 a atriz Elizabeth Taylor lançou em parceria com a Revlon seu primeiro perfume, o Passion. A marca está ativa até os dias atuais, e seu último lançamento foi esse ano mesmo, 2019.

Mas hoje vamos falar do Diamonds and Sapphires.

Ele foi criado em 1993 e claro, é a cara dos anos 90! Um floral frutado com aquele melãozão que fazia sucesso naquela época! Era isso ou o cheiro gelado de ar condicionado dos perfumes da linha do CK One, tô mentindo? Estão aí seus contemporâneos Eden, Escape, L’eau d’Issey, Sunflowers para comprovar a onipresença do melão nos perfumes noventistas.

Diamonds and Sapphires começa nos apresentando um frasco simples e ao mesmo tempo opulento. É elegante, mas tem pinta de antigo.

Num primeiro momento nos mostra melão, lírios, pêssego e um toque herbal brevemente amargo e verde. Anota bem esse melão e esse lírio, pois eles estarão presentes até que o perfume desvanecer.

Por baixo desta camada 90’s, ao som das bandas grunge ou das boy-bands da época (escolhe aí, vai do seu gosto), existem flores. São rosas, jasmim, ylang-ylang. Tem também o azedinho/docinho/crocante do ruibarbo, que para mim é um talo de folha de beterraba com cheiro amorangado.

As notas de fundo são tão ‘mais do mesmo’ que nem vou me prolongar falando delas.

É um perfume que traz muitos elogios heim! As pessoas se tornam nostálgicas, se você está na faixa dos 35/45 anos, ele vai te fazer sorrir e lembrar de uma época já longínqua e saudosa! Pois é, os anos 90 acabaram há praticamente 20 anos…

Além do mais, é um perfume muito barato se comparado aos blockbusters atuais. Vale a pena conhecer – ou reencontrar – caso esbarre nele por aí!

Notas de saída: melão, frésia, gálbano, pêssego, lírio do vale.

Notas de coração: especiarias, ruibarbo, rosa, jasmim, ylang-ylang.

Notas de fundo: âmbar, sândalo, vetiver, almíscar.

Para aumentar o saudosismo e a dose de melão:

Xuxa Meneghel, Jequiti

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Aham, Claudia, senta la“. (Meneghel, Xuxa)

Eu gosto da Xuxa. Cresci assistindo o Xou da Xuxa, tive a boneca dita possuída, vi as gafes que ela cometeu em sua carreira e que hoje viraram memes, usei a fatídica botinha branca de amarrar na perna.

A finalmente conheci o perfume Xuxa, da Jequiti, pelas mãos de uma querida amiga.

E sim, me senti dentro de uma máquina de lavar, batendo e sacolejando, envolta de sabão em pó e amaciante. Que delicinha, que cheiro limpo, que elegância asséptica!

Logo no primeiro momento o perfume trás a sensação de desinfetante, algo adstringente lotado de cítricos, mas essa sensação passa em segundos. Eu, como sou dessas que vai no mercado e passa um tempão abrindo e cheirando todos os tipos de limpadores multiuso e desinfetantes, gostei.

Logo em seguida chegam notas florais limpas, despidas de toda e qualquer parte animálica, melíflua e sexual que uma flor possa ter. Deixaram ali somente a maciez das pétalas, o luminoso e aconchegante aroma floral. Até aí bem comum, nada inovador.

Daí você é assaltado, envolto por uma nuvem de almiscarada que te faz lembrar de sabão em pó, de amaciante, no conforto, na carícia feita na pele por uma roupa recém lavada, perfumada e macia! E você de repente fica com vontade de abraçar o vidro do perfume, abracar a sim mesmo, inclinar a cabeça pro lado e suspirar: “ahhhh…”

É um perfume inovador? Nada. Mas é um dos perfumes que mais me abraçou na vida! Dá quase uma sensação tátil, purificadora, apaziguadora.

Quem estava procurando um perfume coringa, elegante, gentil e acolhedor, toma aqui o Xuxa!

Tem ainda umas notas amadeiradas indistintas, mas que intensificam o prazer e o fazer perdurar na pele.

Combina mais com a Xuxa atual do que com a Xuxa dos anos 80/90, que era elétrica, erotizada, espevitada. Pra aquela dos tempos idos, que perfume você imagina?

Notas de saída: tangerina, hortelã, bergamota, erva doce, toranja.

Notas de coração: rosa, jasmim-manga, flor de laranjeira.

Notas de fundo: almíscar, canela, cedro, âmbar, sândalo.

Perfumes no Antigo Egito: em vida e na morte, do sagrado a sedução – parte 5 – Final

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Diz-se a primeira greve da história da humanidade foi protagonizada em 1330 a.C. pelos soldados do faraó Seti I, que pararam de receber unguentos aromáticos. Pouco depois (1300 a.C.), coube ao faraó Ramsés II enfrentar uma revolta de trabalhadores em Tebas, que estavam indignados com a escassez de rações, de comida e de unguentos.

Uma invenção muito original foi a dos cones de gordura e resinas aromáticas, chamados de cones tebanos, que eram apoiados no centro da cabeça antes dos banquetes; com o calor no transcorrer da festa, as resinas se dissolviam aos poucos e escorriam sobre os ombros das pessoas, exalando desse modo fragrâncias refinadas.

O perfume era então utilizado como oferta aos Deuses, na medicina, na higiene pessoal e como atrativo também! Como não se deixar seduzir por um delicioso aroma?

Não poderíamos deixar de falar sobre Cleópatra: última rainha do Egito, símbolo do poderio feminino, de beleza questionável, dona do coração de dois imperadores romanos e de fim trágico! Fazia de seus rituais perfumados símbolos da sedução.

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Conquistou o coração do general romano Marco Antônio e conseguiu dele uma aliança com Roma. Pelo que vemos através das descobertas arqueológicas, ela era muito mais atraente do que propriamente bonita, inteligente, ótima estrategista e sabia usar cosméticos e perfumes para aumentar seus encantos.

Diz-se que Cleópatra usava babosa para conservar a beleza da pele e dos cabelos. Sobre seus lendários banhos de leite de cabra (ou de burra), especula-se a rainha fazia banhos de imersão em leite com mel, lavanda, ou pétalas de rosa. Seus rituais diários de beleza durante o banho chegavam a durar 6 horas. Usava sal do Mar Morto misturado ao mel para esfoliar a pele.

Cleópatra possuía seu próprio ateliê de perfume. Dizia-se que ela esfregava perfume sólido na boca antes de beijar um amante, para que o cheiro o obrigasse a pensar nela depois do encontro. Para melhorar o hálito, Cleópatra mastigava pastilhas de kyphi, ervas ou resinas perfumadas.

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Tinha preferência pelo óleo de rosas, em sua célebre visita a Roma, a rainha do Egito deixou um rastro de rosas por onde passou e fez com que tal aroma entrasse na moda por lá!

As velas do barco de Cleópatra eram impregnadas de essência de rosa com isso, ao navegar era percebida antes mesmo de visualizarem as embarcações! Além disso, o trono de seu barco era envolto em nuvens de incenso. Sua presença tornava-se quase mística, era uma deusa em forma humana, exalando perfumes e deslizando sobre as águas.

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Apaixonada que era pelo perfume das rosas, Cleópatra usava as pétalas das flores para forrar a cama e o chão do quarto enquanto aguardava a chegada de seu amado, Marco Antônio. Em sua derradeira noite, antes de morrer, banhou-se e perfumou-se com as mais ricas essências.

E com a presença da célebre Cleópatra terminamos nossa viagem ao Egito Perfumado da antiguidade. Espero que tenham gostado!

Fontes:

Sites:

http://www.touregypt.net/egypt-info/magazine-mag03012001-mag4.htm

https://aloucadosperfumes.com/2013/05/22/kyphi-o-perfume-dos-deuses-no-antigo-egito/

Livros:

ASHCAR, Renata, BrasilEssência: a Cultura do Perfume, 1.ed, São Paulo: Nova Cultural, 2001, 201p.

CORAZZA, Sonia, Aromacologia: uma ciência de muitos cheiros, 1.ed, São Paulo: Editora SENAC, 2002, 412p.

AFTEL, Mandy, Essências e Alquimia, 1.ed, Rio de Janeiro: Rocco, 2006, 236p.

Kaiak Ultra, Natura

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Sim, chegou o outono mas o calor continua intenso, infelizmente.

A parte boa é que recebi esses dias o lançamento da Natura, Kaiak Ultra, mas versões feminina e masculina. E encontrei um oásis! Começa pelas embalagens, que dão a sensação de algo gélido, mineral, metálico.

Segundo a marca e a perfumista criadora, Verônica Kato: “Suas estruturas têm um metálico que vem da combinação de anis, estoraque, menta e hortelã. Sua composição conta ainda com um ingrediente especial, um aldeído natural, que proporciona um verdadeiro frio na barriga. Tentamos traduzir aquela sensação que você tem quando cria coragem e mergulha com tudo em uma água supergelada nos dias quentes”.

Pura verdade, dona Verônica! É isso mesmo! Assim que borrifei (as duas versões), tive essa sensação. Parecia que um borrifo gelado invadia minhas narinas, a versão masculina ainda mais! Aliás, ela tem um quê do Bvlgari Aqva Marine.

Mas tem uma diferença importante: Aqva é mar, Ultra é cachoeira! É queda d’agua rodeada de samambaias, pedras. A versão feminina também trás essa sensação, mas é mais terna. Lá no fundo, bem no fundo me lembra a sensação que o Thaty do Boticário me trazia: um conforto, um carinho na pele. Ah, já sei, é a lavanda!

Então vamos lá, tentar dar uma ordem a essa descarga de sensações:

Ultra Feminino: notas iniciais de especiarias frias, aquáticas e cítricas. A sensação gelada passa aos poucos, como se fosse uma roupa que está secando na pele. Aí surgem o jasmim e a lavanda, acariciando, trazendo conforto e ternura. As notas finais são almiscaradas. Apesar do perfume despertar boas sensações, acho que a sua permanência na pele deveria ser maior.

Notas olfativas: cítricos, notas aquáticas, anis, estoraque, jasmim, lavanda.

Ultra Masculino: esse dá até um siricutico no nariz! Gelado que só, é água, é pedra, é vento! Depois de algum tempo surgem notas herbais e amadeiradas que atenuam o aspecto aventureiro e trazem elegância e lugar-comum ao perfume. Explico: depois da explosão das notas de saída, o perfume não é nenhuma grande novidade.

Notas olfativas: anis, notas aquosas, acorde metálico, estoraque, bergamota, hortelã, pimenta-rosa, laranja, limão, alecrim, cedro, patchouli, âmbar.

Ah, a marca sugere que para potencializar a sensação, os perfumes podem ser deixados na geladeira! Isso deve de fato refrescar a alma!  Vou experimentar!

Kaiak Ultra foi meu momento ‘lerigou‘ em meio a esses dias horrendamente quentes!