K, Natura

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Eis que a Natura apresenta uma nova versão de um dos perfumes mais amados da marca, o Kaiak. K é um deo parfum potente que só, vem em um frasco pesado, bonito e tem o slogan ‘sinta sua força’.

Foi criado por três perfumistas: Sonia Constant, Claudio de Deus e Veronica Kato.

Nem perguntem se ele parece algum importado pois não saberei responder. Mas sei dizer que o K é uma surpresa, viu! Bem construído, tem uma miríade de notas olfativas bem interessante!

Segundo o site da marca, K tem a ‘mistura de nove matérias primas naturais de altíssima qualidade, conhecidas como OrPur ou Ouro Puro, o resultado é uma fragrância multifacetada, única e verdadeiramente intensa. Perfeita para o homem que não abre mão da sofisticação, durabilidade e sensação de frescor.’

Começa com notas cítricas, frutadas, aquáticas e nuance verde herbal. Aqui tudo muda muito rápido, as notas aquáticas com pinta de pós-barba são bem breves, as notas frutais são adocicadas e suculentas. Os tons cítricos e a nuance verde – que em minha percepção parece uma bela mistura de hortelã com tomilho limão – dá equilíbrio e deixa o perfume fresco e vivaz!

Depois de algum tempo surgem notas opulentas: violeta, lavanda, alecrim, pimentas e gerânio. K agora cresceu, ficou mais sério e elegante. Deixou pra lá a descontração de suas notas de saída.

As notas de fundo são cremosas e confortáveis, daquelas que fazem a gente aspirar fundo e fechar os olhos. Engraçado, sempre acho que fechando os olhos vou sentir melhor o perfume. Acho que é menos um sentido para prestar atenção e distrair…

Aqui tem notas ambarinas, almíscar, sândalo, madeiras, patchouli mentolado, uma pitada de baunilha!

K é aquele cara cheio de disposição e alegria de viver: pela manhã pratica esportes, trabalha a tarde em ambiente corporativo e a noite se dedica a família (tenha ela a configuração que for)…

Notas de saída: acorde fresco, folhas verdes, bergamota, noz moscada, maçã, abacaxi, notas aquosas, limão, mandarina.

Notas de coração: lavanda, violeta, rosa, sálvia, pimenta preta, pimenta rosa, zimbro, alecrim, ruibarbo, gerânio.

Notas de fundo: complexo de âmbar. cedro, sândalo, complexo de musk, patchouli, notas balsâmicas, fava tonka, baunilha, musgo.

 

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Floratta Flores Secretas, O Boticário

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Minha controversa história com o Boticário… de um lado o amor eterno aos perfumes Thaty, Lavanda Pop e Innamorata. Por outro a antipatia pelos últimos cinquenta lançamentos e achar que na verdade quase tudo ali é contratipo disfarçado…

Enfim, me inscrevi no site para ganhar uma amostrinha do Flores Secretas, novidade da tradicional linha Floratta – que está toda repaginada – com belos frascos! Mais uma coisa, a linha toda agora tem 75ml no frasco, não mais 100ml. O preço continua na faixa, não reduziu…

O perfume tem como estrela principal o figo! O polêmico figo… que na verdade, não é uma fruta, é uma flor cheia de histórias para contar.

Segundo o site da marca, o perfume tem como notas olfativas: “O topo abre com uma cesta suculenta de frutas com Figo, Grapefruit, Maçã e Laranja. O coração segue com um buquê floral vibrante com Cashmere, Freesia e Flor de Figo, enquanto o fundo tem um toque aveludado com Framboesa, Musk, Pêssego Aveludado e Âmbra.”

O que eu achei? É um perfume gostoso, mas o figo ficou tão tímido… Devia ter presença mais marcante. Começa com notas frutais suculentas e maduras: figo, cítricos, pêras. Na sequência temos notas florais intensas, frescas e com cara de sempre. Como assim? Já senti esse cheiro em outros perfumes da marca… Mas espera, aqui o perfume ganha ‘volume’ e projeção, fica exuberante e alegre! Aquele perfume que vai agradar muita gente, sabe? O pêssego é bem presente, sumarento, macio e de espontânea sensualidade.

Lá no fundo tem notas amadeiradas/almiscaradas que dão uma aura limpa/confortável ao perfume e a já batida combinação de framboesa com notas ambarinas, que deixam lá no fundo mais uma sensação de déjà vu, aquela coisa brevemente gourmand que temos visto com frequência.

Em outras palavras, Flores Secretas é, teoricamente, um perfume ousado e feito com ingredientes exóticos. Aliás o nome é muito bem empregado, uma vez que o figo é uma espécie de flor invertida que floresce internamente, dando origem ao pseudofruto. Mas na realidade, o perfume transita dentro da margem de segurança, foi feito para agradar as massas e vender aos litros. E não é essa a intenção da marca? Sendo assim, parabéns, será um êxito!

 

Patchouli Anos 70, Atelier Segall & Barutti

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Antes de mais nada, esse perfume foi um presente da querida amiga Rosângela. Percebeu que eu andava tristinha, desanimada… e o que é melhor pra levantar o meu astral do que um perfuminho novo?

Sendo assim, esse perfume me é mais do que especial! Maaaaas, se você acha que por causa do apreço sentimental eu vou fazer uma resenha puramente elogiosa, você

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Vamos começar pelo frasco. Levanta a mão aí quem já viu o perfume Inoubliable Elixir Patchouli, da Reminiscence? Não viu? Eu mostro:

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Agora veja a apresentação do perfume do Atelier Segall & Barutti e tire suas conclusões…

O perfume é um pouco oleoso, a marca afirma que em sua composição estão óleos essenciais de patchouli da Índia, Malásia e Indonésia. Eu sou fã confessa de patchouli e suas muitas facetas. Esse aqui tem aquele jeito de casa de produtos esotéricos, daquela fase em que você usava roupas saias indianas e era meio riponga. Passou por isso? Eu tenho ‘revivals’ até hoje…

E agora vem o engraçado… usei o perfume algumas vezes, algumas prestei atenção a faceta adocicada do patchouli, outras dei mais bola a seu lado herbal e ‘raizento’, priminho do vetiver. Sempre juro que o perfume não dura uma hora sequer na pele. Fico cheirando os braços e os locais onde apliquei buscando o cheiro do patchouli – não sinto nada. Aí de repente sinto uma nuvem perfumada exalando do meu corpo. Que coisa louca! Não o sinto na pele mas o sinto ao meu redor, como se uma nuvem delicadamente perfumada me seguisse e protegesse das mazelas do cotidiano.

Um desses dias cheguei a compará-lo a uma dessas colônias vendidas em lojas de artigos religiosos. Nesse dia fiz a comparação, assumo, de forma pejorativa. Hoje faço a mesma comparação, porém de forma sorridente e agradecida. Que melhor escudo posso querer perante um dia cheio de percalços, do que o carinho da amiga que me presenteou, e do aroma mágico do patchouli que me rodeia?

Imagem retirada do site da marca: http://ateliersegallbarutti.com.br/produtos?olsPage=products/parfum-patchouli-anos-70-oleo-da-indonesia&olsFocus=false

Orchid Soleil, Tom Ford

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Como o nome sugere, é o representante veranil da grande família Black Orchid. E gente… que perfume bonito!

Usar esse perfume te conta a história de uma flor branca. Te convida a repousar dentro dela em botão e desfrutar dos primeiros raios de sol no momento de seu desabrochar. Nossa, como ficou bonito isso!

Bom, perfume é uma coisa muito pessoal, e vou falar dele sem grandes pretensões, exatamente como o senti. Ao passar na pele senti um amargor, algo verde. Me fez pensar na hora em um caule suculento de um copo-de-leite sendo mordido.

Logo depois desse momento veio a sensação de estar dentro do botão, da flor prestes a abrir. Era tão animálico, tão orgânico, pulsante!

E aí a flor, banhada do sol morno da manhã, desabrocha. Vai, espreguiça e respira fundo! A flor branca ganha a mesma nuance do jasmim presente e reinante no Alien da Thierry Mugler, se torna adocicada e brilhante. Mas olha, nada de espalhafato, o negócio aqui é ainda orgânico e vital, o cheiro serve para atrair polinizadores e cumprir sua função de flor: dar sequência à vida da planta.

Depois deste espetáculo todo o perfume ainda mostra que tem baunilha e algo cremoso e comestível. Sabe, achei que parece Nutella (a versão gourmet do nosso antigo ioio cream, não é?).

A aí, lá no finzinho tem algo de orquídea nele. Aquela orquídea de cheiro cremoso e exótico, dessas flores que só aparecem uma vez por ano (quando bem cuidadas) e talvez seja por isso tão preciosa.

Lindo, o Orchid Soleil, lindo!

Lançado em 2016 e criado por Sonia Constant.

Notas de saída: pimenta rosa, cipreste, laranja amarga.

Notas de coração: tuberosa, lírio vermelho.

Notas de fundo: baunilha, patchouli, castanha, chantilly, orquídea.

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Black XS, Paco Rabanne*

Sabe, eu nasci em 1980. E acho que é um mal de toda a geração 80 ser saudosista. Ou talvez porque de fato, os anos 80 foram os últimos que permitiram a fantasia e a real demonstração do que de fato somos. Depois que vieram os perfumes de ar-condicionado dos anos 90 (entre tantas outras inovações tecnológicas), essa ‘fantasia’ acabou se perdendo…

Fato é que esses dias assisti o trailer do que deveria ser a personificação de um dos desenhos preferidos das meninas da década mágica: Jem e as Hologramas! O desenho era tão, mas tão glam rock que acho que influenciou meu gosto musical para sempre! E tinha a ‘banda rival’, as Desajustadas (Urânia, Roxy, Electra e Jetta). Bom, para mais da história do desenho clica no link aí em cima!

O tal do filme NADA tem a ver com o desenho que em 1988 passava no SBT. Se passa nos dias atuais, não tem brinco de estrela, não tem computador holográfico, não tem cabelo de poodle, não tem glam rock. E eu que pensei que as ‘novas’ Hologramas e a própria Jem cheirariam a Black XS, me enganei. Não merecem o Black XS, não merecem… As meninas do desenho oitentista deviam usar o que? Opium pras Desajustadas e Poison pra banda da Jem?

Enfim, saudosismo, descontentamento e Jem a parte, vamos ao Black XS… O perfume tem uma campanha publicitária focada no rock, em atitude. Teve flanker com o Iggy Pop como garoto propaganda! Teve ‘Heart of Glass’, do Blondie!

Black XS tem um belo frasco e um cheiro bem bom! Começa com notas frutais adocicadas e com o patchouli marcando presença desde o primeiro momento, escuro e achocolatado. Passado algum tempo ele se cansa de doçura arrogante/misteriosa e parte para uma feminilidade mais segura, deixa aparecer as rosas e as violetas que me fazem lembrar de maquiagem e batom. O cacau disputa espaço com o patchouli, mas acabam por se entender e ficam bem bonitos juntos.Lá no final ainda aparece uma baunilha comedida, que vai reforçar a união do patchouli e do cacau. Tem mais coisa, tem uma nota amadeirada e leitosa, lembra um pouco o sândalo mas não é. Tem algo de coco, algo de noz-moscada…

O mais divertido é que o patchouli perceptível nas notas de saída dá uma pinta de macheza às frutinhas! E aí vem o cheirinho boudoir da maquiagem e se junta a descompromissada brincadeira… interessante isso!

Embora seja sim intenso, Black XS tem projeção mediana, se não usado em excesso não vai ferir o sentido alheio.

Foi criado em 2007 por Emilie (Bevierre) Coppermann e Mark BUxton.

Notas de saída: cranberry (oxicoco), pimenta rosa, tamarindo.

Notas de coração: rosa, violeta, cacau.

Notas de fundo: patchouli, baunilha, madeira massoia.

E um último desejo: Paco Rabanne, desejo um flanker que tenha a campanha publicitária estrelada pelo Def Leppard!!!!

*Post Republicado (original em setembro/2015)

Dahlia Divin Le Nectar De Parfum, Givenchy

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Que nome comprido! E engraçado, sempre que vejo algum perfume da família ‘Dahlia’ da Givenchy lembro do macabro e misterioso assassinato de Elizabeth Sort, conhecida como The Black Dahlia. O crime ficou eternizado não apenas pela brutalidade e principalmente por permanecer sem solução. Nem vou colocar links porque a coisa é pesada.

Bom, nada a ver o perfume com a moça esquartejada.

Rosângela, mais uma vez agradeço a generosidade pelo envio as amostras!

Dahlia Divin Le Nectar De Parfum – a partir de agora só Dahlia – é muito do bom, mas o nome promete mais do que entrega. Quando falam de ‘néctar de perfume’, penso em um extrato, aquela coisa oleosa e de durabilidade eterna na pele. Mas não. Dahlia se comporta qualquer outro perfume.

Taí um perfume que me enganou! Jurava que tinha muitas frutas maduras e suculentas, achei ali manga, pêssego, pêra. Oficialmente não tem nada disso.

Na verdade toda essa coisa doce, melíflua e frutada vem da mimosa. Florzinha lindeza, carrega em si toda a exuberância, brinca de ser outras coisas…

Logo na sequencia aparece um jasmim moderno, desse que está aparecendo em muitos perfumes, com tonalidade gourmand, brevemente picante e solar.

As notas finais de Dahlia são atalcadas e ‘fofas’, outra vez fui enganada, achei que tinha aqui uma porção de heliotrópio. Mas esse efeito deve vir da combinação da baunilha com a fava tonka e o montão de almíscar. Lá no fundinho sente-se o leitoso verde/doce do sândalo.

É um perfume potente, feito para as ‘femme fatales’ da atualidade, que emanam cheiros adocicados.

Notas de saída: mimosa.

Notas de coração: jasmim sambac e rosa.

Notas de base: vetiver, sândalo, baunilha, fava tonka, almíscar.

Criado por Francois Demachy em 2016.

 

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Todo mundo gosta! Vamos então viajar no tempo!

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Quer mais? Aqui temos um excelente apanhado de imagens de anúncios antigos não só de perfumes, mas de itens de higiene e beleza em geral. Ou você lembra ou já ouviu algum familiar de idade mais avançada comentar! Que tal conhecer o que deixava as pessoas de décadas passadas mais bonitas?