Krasnaya Moskva (Red Moscou), Novaya Zarya

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Antes de tudo, um pouco da rica história da marca e do perfume:

Krasnaya Moskva (ou Red Moscou) foi a primeira fragrância ‘soviética’ e certamente a mais popular. De acordo com os perfumistas que trabalham para Novaya Zarya (a fábrica de cosméticos em Moscou, Rússia), a fragrância foi criada por Auguste Michel, mas a data em que foi lançada a fragrância permanece obscura: ou aconteceu em 1913, ou em 1917. De acordo com os arquivos do Osmotheque, Krasnaya Moskva foi criado em 1925.

Krasnaya Moskva é conhecido por todos os cidadãos da ex-União Soviética e seu nome é repleto de associações emocionais. A fragrância é um exemplo clássico de um chypre floral suave, com uma nota fresca de cabeça (bergamota, coentro, neroli, aldeídos), um coração floral picante, com base no cravo, rosa, jasmim e ylang-ylang e uma nota de base, composta de madeiras, notas balsâmicas, íris e tonka.

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Novaya Zarya era antes a fábrica de Henri Brocard em Moscou (antes da Revolução, em 1917) e mais tarde foi nacionalizada e recebeu um novo nome soviético – Novaya Zarya.

Henri Brocard foi para a Rússia após a tentativa fracassada de seu pai, Athanase Brocard, de desenvolver cosméticos e sabão na França e depois nos EUA. A concorrência lá era muito forte, mas a Rússia, com a aristocracia e a emergente burguesia ávida de luxos, parecia ser um vasto e atraente mercado.

Henri Brocard começou sua própria fábrica em Moscou, em 1861: ele começou produzindo cosméticos baratos, tais como sabão e pó dentifrício para a classe mais baixa. Seu sabão foi um sucesso instantâneo, devido ao seu preço atraente baixo e a boa qualidade.

Sua mercadoria foi apoiada por publicidade inteligente e bem-humorada: as pessoas nos cartazes da marca eram civis ou camponeses e as cenas retratadas eram muitas vezes bastante cômicas. Acabou por adotar o slogan: ‘O Sabão Nacional’.

O mercado de cosméticos da Rússia já existia muito antes da chegada de Brocard: a enorme fábrica francesa, A.Rallet & Co. (um dia conto sobre a polêmica entre um dos perfumes da Rallet e o Chanel °5), fundada por Alfonse Rallet em 1843. No entanto, a fábrica da Rallet produzia principalmente pomadas e perfumes caros. Após a Revolução, a fábrica foi nacionalizada e ganha um novo nome, Svoboda (‘Liberdade‘), e ainda está em funcionamento.

Brocard, feliz com seu sucesso inicial na Rússia, começou a produzir cosméticos de alta qualidade, acrescentando óleos essenciais e glicerina na esperança de ganhar uma clientela de mais alto nível. Logo a mercadoria de Brocard despertou o interesse da família real e muito em breve a fábrica tornou-se a fornecedora oficial de Sua Alteza Real, Alexandra Fiódorovna, a esposa do último czar russo Nicolau II. O sabonete de luxo que ele começou a produzir não era simplesmente de alta qualidade, também foi muito atraente: oval ou redondo, com letras esculpidas em cada um. É altamente provável que a esposa de Brocard, Charlotte Ravey, que cresceu e estudou na Rússia (mas era na verdade de origem belga), o ajudou muito, já que ela conhecia a cultura e costumes russos.

A fábrica mais tarde acrescentou fragrâncias a sua lista de produtos. A marca ganhou vários prêmios em diversas mostras e feiras, como as realizadas em Nizhny Novgorod, Rússia e até mesmo Paris, na França. Henri Brocard morreu em Cannes, França, em 1900.

A fábrica foi nacionalizada em 1917, depois da Revolução Comunista, e foi atribuído um nome sem sentido ‘ fábrica de Sabão # 5’. Só mais tarde, em 1922, foi dado o nome do novo Novaya Zarya, que ainda perdura. Curiosamente, Polina Zhemchuzhina, a esposa do famoso político soviético Molotov (e amigo íntimo de Stalin esposa Svetlana Allilueva), foi CEO da fábrica por dois anos ( 1930-1932).

Durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica, como muitas outras, foi transferida para Sverdlovsk (anteriormente e recentemente Ekaterinburg ), na área de Ural.

Novaya Zarya tem aproximadamente 64 perfumes criados. O nariz que trabalhou nas fragrâncias é Auguste Michel. (fonte: http://www.fragrantica.com/designers/Novaya-Zarya.html)

Atualmente a casa tem novo nome, agora atende pelo nome de Nouvelle Etoile. Uma velha-nova estrela que sempre brilhará no céu da história da perfumaria!

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Por tudo isso, acabei comprando o Red Moscou. Pelo contexto histórico.

Ele é um floralzão extremamente datado, com um quê de Guerlinesco. É sim, tem algo das fragrâncias antigas de Guerlain. Acho que é a tonalidade atalcada.

O melhor dele? E pura história! Gente, é o perfume que assistiu as mudanças sociais da Revolução Russa! Isso me emociona e me faz viajar aos invernos rígidos e aos palácios rebuscados dos czares (vamos falar a verdade: o povo na Rússia de tal época mal podia comprar pão, quanto mais perfume. Então é coisa de czar mesmo…).

Notas de saída: bergamota, flor-de-laranjeira, coentro.

Notas de coração: jasmim, rosa, cravo (flor), ylang-ylang. E digo: tais flores somadas ao coentro são a verdadeira alma do perfume. Reinam sobre as demais notas olfativas… O cravo e o jasmim imperam!

Notas de fundo: íris, baunilha, fava-tonka. A íris é soberana nesse tríade. A baunilha e a fava-tonka só fazem figuração…

O perfume é intenso, ‘carregado’ demais. Mas quer saber: sou uma profunda admiradora do Red Moscou. Ele atravessou um século, assistiu duas guerras mundiais, resistiu às mudanças da sociais e econômicas da Rússia, do Comunismo, da Guerra Fria, da Perestróika. Nunca deixou de ser produzido.

É um monumento russo!

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Una Senses, Natura

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Antes de tudo, perdoem meu sumiço. Tive (e tenho) algumas questões familiares pendentes. Maaaas – como diz a Aracy – vamos falar de coisa boa, Iogurteira TopTherm.

Mentira, vamos falar do Una Senses, lançamento da Natura. A linha Una já é bem conhecida e bem sucedida, tanto os perfumes quanto a linha da maquiagem.

Senses foi criado por Veronica Kato e pelos perfumistas da Firmenich Yves Cassar e Pascal Gaurin. Une a força da terra e o calor do fogo, inspirado nas sensações dos elementos da natureza. O frasco tem as cores bronze e verde, belíssimo olhado contra a luz. Tenho essa mania, adoro ver os frascos contra a luz, as cores se revelam…

A saída do Una Senses vem frutada, levemente picante e coberta de caramelo. Parece que vai ser um perfume enjoativo, mas longe disso…

Logo aparecem flores. Jasmim e tuberosa de pétalas carnudas, macias. Tem uma textura deliciosa! Sabe aquelas flores cerosas que dá vontade de arrancar uma pétala e passar no rosto, sentir sua suavidade, umidade e fazer com que o perfume se transfira para nossa pele? Essa!

As notas de fundo descritas pela marca me deixaram confusa. Sim, pois elas não são exatamente de fundo. Elas estão aí bem antes disso, rodeiam o perfume, trazem sensações. O acordo gourmand caramelado e picante existe desde o início, o sândalo e as madeiras lactônicas vão e vem em ondas, o tempo todo! Tem o toque achocolatado da fava tonka de mãozinha dada com a baunilha bem culinária, coisa de extrato para doces e bolos mesmo.

Mais pra frente percebemos um toque resinoso, doce e quase místico. Benjoin! O âmbar e o almíscar trazem conforto, aquela sensação de calor e aconchego que transformam alguns perfumes em uma ‘casaco líquido’. Ouvi uma vez esse termo e ele nunca saiu da minha cabeça. Temos pouco vocabulário para o sentido do olfato, e esse termo emprestado do tato parece cair como uma luva!

Bem no final tem um toque polvoroso e achocolatado que eu juraria ser heliotrópio. Mas pela descrição oficial é patchouli.

Una Senses é quente como o fogo, acolhedor como a terra!

Um perfumão!

Notas de saída – mandarina, blackcurrant.

Notas de coração – tuberosa, jasmim, floral transparente.

Notas de fundo – sândalo, cedro, baunilha, musk, cashmeran, benjoin, âmbar, patchouli,  acorde gourmand lactônico, fava tonka.

Mitsouko, Guerlain (post republicado)

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Mitsouko foi criado por Jacques Guerlain em 1919. Foi inspirado na heroína do romance de Claude Ferrièrre, ‘La Bataille’, uma história de um amor entre Mitsouko, a esposa do japonês almirante Togo, e um oficial britânico. A história se passa em 1905, durante a guerra entre a Rússia e o Japão. Ambos os homens foram para a guerra, e Mitsouko, escondendo seus sentimentos com dignidade, aguarda o resultado da batalha para descobrir qual dos dois homens vai voltar para ela e ser seu companheiro.

Uma especulação: o nome pessoal “Mitsouko” no uso dos caracteres chineses na língua japonesa é Mitsuko. O “Mitsu-” significa “mistério” ou “misterioso”.

Possui o mesmo frasco de L´Heure Bleue (1912). De maneira simbólica, esses dois frascos abrem e fecham os parênteses entre o início e o fim da guerra.

Mitsouko é fragrância misteriosa, não permitindo que todos possam ver a sua beleza. A abertura é longa, como um jogo de todas as belas notas, e, é claro, esta fragrância não é para uso diário comum. Na pele soa como se ele começa de longe, sem qualquer alusão à sua intensidade e do lado sensual. Mitsouko é um dos aromas bem conhecidos do grupo olfativo chypre com notas de cabeça frescas e musgo de carvalho na base. Mas também tem uma nota de um pêssego suculento, o que dá uma nuance clara e bastante gourmand. Possui bergamota, pêssego, jasmim, rosa de maio, especiarias (canela), musgo de carvalho, vetiver e madeira. A fragrância é exuberante, incomum e elegante, não muito doce, nem pesado, é bem equilibrada. Eau de Toilette é muito mais nítida, enquanto a Eau de Parfum é mais quente e agradável. A riqueza total da composição, no entanto, é revelado apenas na concentração de perfume” (Fonte: Fragrantica).

Lançado 2 anos depois do mítico Chypre, da Coty (1917) – que deu nome a toda uma família olfativa – Mitsouko é o chypre perfeito! Diz-se que foi um dos primeiros a utilizar o acento sintético de pêssego – aldeído C14.

Mais uma vez a “Guerlain antiga” me confunde e me atordoa… E nem sou fã número um da família chypre… Por que não consigo distinguir as notas com tanta facilidade como consigo com a maioria das elaborações atuais? A resposta é tão simples: maestria, boa elaboração, boas matérias primas, inspiração! Bem como Shalimar, Jicky e Habit Rouge, Mitsouko abre portais. Permite-nos viajar a uma época onde perfumaria era arte, e não comércio. É um dos perfumes mais completos, bem feitos, ricos e atemporais que conheço. Muitos poderão dizer que “cheira a coisa velha”, ou que “é o perfume da avó”, mas por favor, mais uma vez eu digo: não falem isso! Abstraiam essa questão do que “cheira a novo” e do que “cheira a velho”, substitua por ‘cheira a clássico” e “cheira a moderno”, ou qualquer outra terminologia menos chucra, por favor… Mitsouko, apesar de ser inabalável, entristece quando alguém o rotula como perfume de velha…

Mitsouko é perfeito. Ao mesmo tempo leve e pesado, sutil e impactante, delicado e agressivo, conservador e transgressor. O aspecto “guerlinade” é suave e com pouco do atalcado característico desta época da perfumaria Guerlain. Mitsouko é seco, é frio, mas não distante. É reservado, é misterioso, como seu nome sugere. Passou sim por reformulações ao longo dos anos para substituição dos componentes ditos alergênicos, mas não acredito que seu aroma tenha sofrido alterações drásticas.

Poderia ficar horas falando bem dele, mas acho que seria redundante… Mitsouko é beleza e refinamento. Mas digo: se você está acostumada (o) a formulações modernas, frutadinhas, docinhas e gourmands (e quem não está? É a maior parte dos lançamentos comerciais…), ele vai te agredir, te fazer torcer o nariz e espirrar, vai te despertar certa aversão. Nesse momento, por favor, lembre-se que estará na frente de um dos maiores clássicos da perfumaria, um verdadeiro monumento. Solenemente, curve-se e preste reverência…

Notas de saída: cítricos, jasmim, bergamota, rosas.

Notas de coração: pêssego, lilás, jasmim, ylang-ylang, rosas.

Notas de fundo: especiarias, âmbar, canela, musgo-de-carvalho, vetiver.

Abre com jasmim e rosas fortemente aldeídicos, deixando logo o pêssego adornado pelo ylang-ylang sobressair e dominar a composição. As rosas sempre presentes tornam a composição mais feminina e dócil. As especiarias (sinto uma leve ardência: seria cardamomo? Cominho? Pimenta?) mais especificamente a canela são exóticas e ariscas! O musgo-de-carvalho que é parte obrigatória de um perfume chypre é profundo. O vetiver torna a base do perfume menos pesada, parece que faz as demais notas ‘levantarem’…

E no final das contas, com quem Mitsouko, heroína resignada e indecisa ficou? Não sei, confesso que não li o livro. Quanto ao Mitsouko perfume, espero que ele fique comigo, que não me falte…

E se grandes sucessos musicais fossem perfumes?

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Olha só que projeto bacana! Grandes sucessos da música mundial foram transformados em perfumes!

David Redon (também conhecido como Ads Libitum) é um artista francês admirador da cultura pop e de cartazes publicitários antigos. Em sua série ‘Perfume’, ele tornou grandes álbuns e grandes sucessos musicais em anúncios de perfumes, com aquela estética retrô que nós amamos!

Dá uma olhada na galeria aqui neste link: http://www.fubiz.net/2016/05/31/famous-albums-revisited-as-vintage-perfumes-ads/

Reconheceu algum frasco nas propagandas idealizadas por Redon? Olha só aí em cima se não é a carinha do Arpège, da Lanvin? E o ‘Nirvana’, não é igualzinho ao Mitsouko e ao L’ Heure Bleue da Guerlain?

Detalhe: só eu achei um pouco mórbida a propaganda abaixo, de uma pessoa com esse tamanho de cabelo e em uma posição ‘desacordada’, justamente quando se atribui o perfume ao icônico e suicida Kurt Cobain?

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Orchid Soleil, Tom Ford

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Da série ‘amostras que amei ganhar mas também odiei porque o perfume é maravilhosíssimo e também caríssimo e eu agora to desejando ele loucamente...’ Quem nunca passou por isso não é mesmo, amiguinhos?

Orchid Soleil nasceu oficialmente em 2016 assinado por Sonia Constant. O líquido é alaranjado e o frasco cobre nos trás a impressão de algo quente mesmo! Radiante!

Que evolução linda ele tem! Logo ao passar na pele senti uma lufada de flores brancas inebriantes. Mas espera, antes delas triunfarem temos notas picantes e agrestes de pinheiro e pimenta rosa. Daquelas que fazem far um breve frêmito na ponta do nariz.

Aí chega a Rainha Tuberosa! Animalesca, plástica, narcótica, tão natural quanto possível! Junto dela tem um lírio cremoso e angelical (parecido com o do Murmure, da Van Cleef & Arpels). Engraçado como são antagônicos: a tuberosa profana e luxuriosa, o lírio aveludado e virginal. Que brincadeira é essa, Sr. Tom Ford?

E depois? Cobre tudo com chantilly de baunilha! Isso mesmo! Deixa ainda mais cremoso, texturizado e lambível (acabei de inventar. Traduz-se para ‘o que se pode lamber‘). Polvilha ainda uma nota achocolatada que não sei se veio do patchouli, da orquídea ou da castanha descritas nas notas olfativas oficiais.

Agora passa o resto do dia se cheirando… Tom Ford, Tom Ford, seu safadinho..

Belíssimo e sensualíssimo o Orchid Soleil. É como as Deusas Solares devem cheirar.

A propósito, seja bem vinda Primavera, bem vinda fértil Ostara!

Notas de saída: pimenta rosa, cipreste, laranja amarga.

Notas de coração: tuberosa, lírio vermelho.

Notas de fundo: baunilha, patchouli, castanha, chantilly, orquídea.

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Curtidas de Humor, Natura

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Não sei vocês, mas eu tenho guardadas comigo amoras imaginárias. Sim, amoras imaginárias! Um pé frondoso de frutinhas roxas, pretas e azuis, azedinhas no primeiro contato com a língua e doces e sumarentas ao serem mordidas. Todas elas são grandinhas e quanto mais próximas do negro mais doces!

Mas vamos voltar pra realidade e confirmar que atualmente tá difícil achar no meio do caminho um pé de amora carregadinho. E quando tem elas são raquíticas e azedas. Mazelas das grandes capitais…

Aí me chega o Curtidas de Humor e cheira exatamente do jeito que o meu pé de amoras imaginárias! Que alegria!

Até a cor do frasco se assemelha ao meu ideal-amora, azul e roxo!

Curtidas de Humor começa com as tais amoras imaginárias já citadas acima. Tem um lado brevemente picante vindo da pimenta rosa. Acompanhando as amoras tem alguns mirtilos e meia dúzia de framboesas só para acrescentar doçura.

Na sequência temos notas cremooooooosas! Heliotrópio, baunilha, orquídea e um quê de jasmim.

As notas de fundo são doces e exóticas. Tem praliné (que confesso, já está me cansando), patchouli, sândalo, tonka e aquela base amadeirada tão conhecida dos perfumes da Natura.

Mas na verdade, o que me importa no Curtidas de Humor são as amoras! Todas as outras notas estão ali para sustentá-las e permitir que elas façam o show. Tenho usado ele com frequência e aqui as amorinhas nunca decepcionam!

Notas de Saída: pimenta rosa, framboesa, mandarina, amora negra.

Notas de Coração: jasmim,heliotrópio, orquídea negra, frésia, acorde avelã.

Notas de Fundo: vanila, malton, cedro, praliné, sândalo, patchouli, coumarina, musk, madeiras ambaradas.

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Especially Escada Delicate Notes, Escada

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Sim, sim, eu sei: quando o perfume tem ‘delicate’ no nome quer dizer que ele é uma versão suavizada do original. As vezes acho até que é um flanker bobinho para quem não gosta de perfume…

O tal Especially Escada Delicate Notes (a partir de agora EEDN) é bem gostoso, mas não durou mais de 1 hora na minha pele.

É extremamente feminino, juvenil, vaporoso, muito bom para dias quentes e passeios ao ar livre.

Eu tô rodeando, rodeando e enfim vou falar: se ele não fosse tão efêmero, tão discreto e tão sem personalidade, seria um bom perfume para borrifar no vestidinho das daminhas de honra de um casamento diurno ao ar livre…

Começa com pera e rosa aquosas. Me fez pensar em uma garrafona daquelas águas aromatizadas que estão na moda sabe? Daquelas suqueiras com torneirinha e cara hipster? Dentro dessa tem rosas, fatias de lima da pérsia e peras.

Na sequencia surgem notas florais desmaiadas e descoradas. São flores ao longe… Senti mais rosas e peônias. Flores que estavam na geladeira para ficarem mais tempo viçosas e perderam a graça do perfume…

No fundo EEDN tem aquela dose de almíscar com pinta de sabão em pó e roupa recém lavada que muitas criações usam porque é seguro, agrada a gregos e troianos… agrada até a quem não gosta de perfume, olha só!

Eu não gastaria dinheiro com o EEDN. É bonitinho mas me entedia…

EEDN foi criado em 2012 por Jean-Michel Duriez. É um flanker do Especially Eacada.

Notas de saída: toranja, pera, rosa japonesa.

Notas de coração: rosa, ambrette, ylang ylang.

Notas de fundo: madeiras, almíscar.