4711 Original Eau de Cologne, Maurer & Wirtz

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Falar da conhecidíssma colônia 4711 é falar da história da perfumaria! Nasceu na cidade de Colônia, Alemanha, na rua Glockengasse, nº 4711, propriedade da família Mülhens.

E tem polêmica também. Quer saber do golpe sofrido pelo fundador da marca, o Wilhelm Mulhens, dá uma lida aqui. A questão é que em 1804 ele adquiriu os direitos da já renomada perfumaria Farina e passou a usar o nome a torto e a direita em suas criações. Tudo isso sem saber que o tal Farina que vendeu os direitos nem sequer era da família famosa. Era só um homônimo aproveitador mesmo.

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Demorou, mas em 1840 ele teve que parar de usar o nome do coleguinha famoso… Outras fontes dizem que só em 1881, o sobrinho Ferdinand Mülhens foi sentenciado a não usar o nome Farina na companhia.

Voltando…

A 4711 foi criada em 1792 pelo perfumista caraquetentousedarbemecaiunumgolpe Wilhelm Mülhens, em Colônia. O número 4711 surgiu quando, durante a ocupação francesa na cidade, um comandante francês ordenou uma nova numeração das casas. A casa de Mülhens recebeu o número 4711.

Passado muito tempo e muitas transações comerciais, em 2007 a 4711 passa a ser propriedade da Mäurer & Wirtz.

O 4711 é uma das colônias mais conhecidas do mundo, e mantém sua formula inalterada há mais de 200 anos! E espero que continue assim!

Aos eternos buscadores de ‘projeção e fixação’ no mundo dos perfumes, 4711 pode ser uma grande decepção. Aos que entendem que uma colônia é um prazer, um luxo volátil e revigorante, 4711 pode ser o paraíso.

É refrescante, vigorosa e todas as vezes que usei senti a real sensação de vivacidade, limpeza e frescor. Tem notas cítricas e herbáceas na saída, um delicado e sutil coração floral e a base é amadeirada e verde.

Muitos o comparam ao caríssimo Neroli Portofino do festejado Tom Ford.

4711 é refrescante, tônica e elegante. Um prazer íntimo, para si e para os que chegam bem perto.

Notas de saída: óleo de laranja, pêssego, manjericão, bergamota, limão siciliano.

Notas de coração: ciclamen, lírio, melão, jasmim, rosa búlgara.

Notas de fundo: almíscar, vetiver, patchouli, sândalo, musgo de carvalho, cedro.

 

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Fontes:

http://www.perfumart.com.br/resenhas/4711-original-eau-de-cologne

http://www.porquenaotravels.com/2013/09/colonia-e-a-guerra-dos-perfumes-casa-farina-ou-4711.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/4711

E não deixe de visitar o site do Museu do Perfume da Casa Farina, aquela que foi sacaneada por décadas…

http://farina.org/bem-vindo/

 

 

 

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A História do Banho – Parte III (post republicado)*

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*(Post original de 13/03/2013)

Nas minhas buscas por artigos sobre perfumaria e afins na internet, deparei-me com isso:  O banho foi enredo do Carnaval da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis no ano de 2009. É de lá que tiramos as informações do texto a seguir:

http://www.galeriadosamba.com.br/carnavais/beija-flor-de-nilopolis/2009/5/

6- Pasteur – Corpo Limpo, Corpo São

Louis Pasteur (1822-1895) foi um cientista francês que fez descobertas que tiveram grande importância tanto na área química como na medicina.

O conceito de higiene surge no século XIX, depois das descobertas de Pasteur e dos seus trabalhos sobre a importância da higiene na saúde. Assim, os hospitais e outros locais de contato com doenças passaram a ser limpos regularmente. Cabe frisar que as noções de assepsia por ele implantadas no âmbito da medicina foram fundamentais para que muitas vidas se salvassem.

Constante defensor da adoção de medidas profiláticas para evitar doenças contagiosas causadas por agentes externos, realizou uma obra científica notável, que não só abriu caminhos aos estudos sobre a origem da vida, como contribuiu de forma decisiva para a evolução da indústria. Sua contribuição foi essencial ainda na evolução da medicina preventiva, dos métodos cirúrgicos (com a prevenção das infecções), das técnicas de obstetrícia e dos hábitos de higiene.

Mas, após anos de religiosos dizendo o contrário, não foi todo mundo que voltou a tomar banho, mesmo com insistentes conselhos médicos. Quando a célebre rainha Vitória subiu ao trono, em 1837, ainda não havia local para banho no palácio de Buckingham, sede da coroa inglesa. Até os anos 1870, eram raras as casas ocidentais que tinham um cômodo para seus habitantes se lavarem.

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Em Paris, criou o primeiro Instituto Pasteur (1888), que se tornou um dos mais importantes centros mundiais de pesquisa científica, com filiais em vários países, inclusive no Brasil (Rio de Janeiro).

Os banhos rotineiros reapareceram definitivamente nas grandes cidades ocidentais apenas por volta dos anos 1930. Mas, no começo, eles não eram lá tão freqüentes. Eram tomados aos sábados, dia em que também eram trocadas as roupas de baixo das crianças. Nessa época, navios ofereciam cabines de banho e barcos delimitavam áreas em rios que serviam como piscinas naturais. Após o fim da Segunda Guerra, em 1945, quando boa parte das casas européias teve que ser reconstruída, elas ganharam banheiros, abastecidos com a cada vez mais comum água encanada. A França foi a pioneira nas inovações sanitárias, seguida pela Inglaterra e pela Alemanha.

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7- O Banho Vira Moda: de Sol, de Lua, de Gato, de Loja e de Cheiro. Dançando na Chuva e Cantando no Chuveiro

Ao longo da História, o banho já foi considerado sagrado e profano, artigo de luxo e diversão das massas, receita de saúde e até causador de doenças e mortes. Este ritual, tal como o conhecemos hoje, é resultado de uma mescla dos costumes de diferentes povos ao longo dos tempos.

Atualmente, o banho é associado ao cuidado com a pele e ao bem-estar em todo o mundo. Além de deixar o corpo limpo e cheiroso, as composições dos sabonetes, sais e óleos são enriquecidos com essências que podem transmitir sensações diferentes como relaxamento ou vigor que, associados às diferentes temperaturas da água, têm seu efeito potencializado.

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Ou seja: refrescar, seduzir, relaxar e estimular são apenas algumas das variadas finalidades dos mais diferentes tipos de banho, que propiciam vastos benefícios para o corpo e para a mente das pessoas.

Muitas são as delícias que esta experiência é capaz de proporcionar; são efeitos estimulantes, afrodisíacos e relaxantes, dentre outros. Com isso, o banho terminantemente virou moda: no chuveiro, em banheiras, e ofurôs. Banho de cheiro, de sol e de sais, de mar e de piscina; banho de cachoeira e banho de lua, banho de loja e banho de gato; dançando na chuva, cantando no chuveiro!

8- Quem Banha o Corpo, Lava a Alma – Banho dos Orixás (o blog não manifesta apoio ou repúdio a nenhuma manifestação religiosa, respeitamos todas. A questão é, como dissemos no primeiro texto dessa série, tiramos a maioria as informações do enredo da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis de 2009, e seria injusto omitir tal parte, que faz parte da cultura brasileira).

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Os rituais de diferentes tipos de banho também são práticas religiosas, uma vez que o ato de banhar-se foi e ainda é visto em muitas religiões como um rito de purificação do corpo e da alma. Tal fato é observável no espiritismo, por exemplo, pois acredita-se que quem banha o corpo, lava a alma, afastando as energias negativas e atraindo a positividade.

Os banhos de cunho litúrgico podem ter finalidades diversas: defesa, sacudimento, defumação, cura, regeneração, elevação espiritual, auxílio no desenvolvimento de novos médiuns.

A benção e a proteção dos orixás abrem os caminhos através de sessões de descarrego, limpeza da aura, energização e purificação; com a utilização, inclusive, de utensílios tais como a pipoca, ervas e sal grosso, dentre outros.

No Brasil, país onde grande parte da população é praticante do sincretismo religioso, tais práticas afro-descendentes são bastante usuais.

Fontes: https://www.greenme.com.br/viver/saude-e-bem-estar/2989-banhos-de-ervas-tradicao

http://www.galeriadosamba.com.br/carnavais/beija-flor-de-nilopolis/2009/5/

Recomendação de Leitura: https://www.estantevirtual.com.br/livros/katherine-ashenburg/passando-a-limpo-o-banho-da-roma-antiga-ate-hoje/587388735

A Historia do Banho – Parte II (post republicado)*

*Post original de 07/03/2013.

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Nas minhas buscas por artigos sobre perfumaria e afins na internet, deparei-me com isso:  O banho foi enredo do Carnaval da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis no ano de 2009. É de lá que tiramos as informações do texto a seguir:

http://www.galeriadosamba.com.br/carnavais/beija-flor-de-nilopolis/2009/5/

Parte II:

3 – Idade Média –  A Proibição do Banho

A condenação do inferno, tão comum na Idade Média…

Durante a Idade Média, os ocidentais abandonaram os sofisticados rituais de limpeza da Antiguidade e mergulharam numa profunda sujeira. A maneira de ver o banho mudou. As idéias religiosas foram levadas ao exagero e as saunas passaram a ser consideradas locais de pecado, porque as pessoas se viam nuas umas às outras e tudo poderia acontecer. Era um convite às tentações da carne…

Ui, podia acontecer…

Não é exagero afirmar que a Idade Média foi o período em que a cristandade varreu da Europa as termas e demais atividades em que as pessoas se expusessem demais. Com tantos pudores, o prazer de tomar banho de corpo inteiro passou a ser visto como um ato de luxúria. Lavar as mãos e o rosto bastava, às vezes nem isso. Quando muito, era aceitável tomar um só banho por ano.

Os banhos foram totalmente proibidos, aumentando as doenças, em especial a peste. Dizia-se que a água “amolecia” a alma. Dizia-se ainda, que o fato de a água quente dilatar os poros da pele facilitava a entrada de doenças no corpo. Desta forma, nesta época, a higiene basicamente resumia-se em vestir uma roupa limpa e usá-la até ficar suja, pois acreditava-se que a roupa funcionava como uma espécie de “esponja”, absorvendo a sujeira. Sendo que muitas vezes a roupa sequer era lavada, apenas sacudida.

Os banhos eram escassos, quase inexistentes. Em famílias pobres, quando eles aconteciam, a água servia para banhar a família inteira em uma tina. Primeiro os homens, depois os filhos e por último as mulheres.

Iniciou-se um período de imundície com conseqüências desastrosas para a Europa. Segundo os sanitaristas, as constantes epidemias que assolaram o Velho Mundo durante a Idade Média foram provenientes da total ausência de higiene por parte da população. As necessidades fisiológicas eram “despejadas” pelas janelas!

Esta falta de asseio pessoal, aliada às condições de vida insalubres, contribuíram sobremaneira para as grandes epidemias da Idade Média e, em especial, para a Peste Negra do século XIV.

Com os grandes surtos epidêmicos instala-se a convicção de que a água, por efeito da pressão e sobretudo do calor, abria os poros e tornava o corpo receptivo à entrada de todos os males. A água seria o veículo transmissor das doenças… e devia ser mesmo, com tantos dejetos despejados em rios e córregos.

Desde o século XV, os médicos condenavam a utilização dos balneários públicos e das estufas. Defendiam a teoria que, “depois do banho, a carne e o hábito do corpo amolecem e os poros abrem-se, e assim, o vapor empestado pode entrar prontamente no corpo e provocar a morte súbita”.

A ideologia cristã instaurou preconceitos e impôs uma nova moral e conseqüentes novos costumes. A Igreja temia pela sujidade das almas, pois os hábitos promíscuos eram uma porta aberta para o pecado. Havia assim, que se evitar os banhos públicos, locais “propícios à devassidão e ao amolecimento dos costumes”.

Mas há controvérsias quanto a higiene do período medieval, recomendo a leitura do s artigos: https://www.megacurioso.com.br/historia-e-geografia/36876-6-mitos-sobre-a-idade-media.htmhttp://www.ohistoriante.com.br/higiene-medievo.htm

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4- Renascimento – Dos Maus Odores ao Banho de Civilização

No século XIII, frades dominicanos iniciaram as atividades farmacêuticas relativas à produção de essências, pomadas, bálsamos e outras preparações medicinais. Muitas dessas fórmulas, produzidas até os dias de hoje, foram estudadas durante a corte de Catarina de Médici, nobre florentina que se mudou para a França em 1533, para se casar com o Rei Henrique II.

Os perfumes de Catarina de Médici eram feitos em Grasse, uma pequena cidade ao sul da França, localizada aos pés dos Alpes mediterrâneos. Grasse era então um centro da indústria de couro e perfumação do mesmo, especialmente o das delicadas luvas das senhoras.

Aos poucos, a era das águas perfumadas, as famosas águas de colônia, foram cedendo espaço para a composições à base de almíscar. A preocupação com a higiene e os cuidados com o corpo permanecia. Também se considerava importante o cultivo de jardins, capazes de repelir os odores pestilentos comuns na época.

Diz-se que Luis XIV, o “Rei Sol”, era muito sensível a odores, e tinha um perfume para cada dia da semana. Em sua corte, rosas e flores de laranjeira eram usadas para perfumar luvas, e os sabonetes de óleo de oliva faziam parte da higiene diária. As fragrâncias apreciadas por Luís XIV eram produzidas no sul da França.

No Renascimento, a idéia de manter o corpo limpo foi abandonada e os “banhos de água” foram substituídos por “banhos com fortes perfumes e essências”, sendo Catarina de Médici a grande responsável pela difusão do perfume na França.

A fomentação da expansão marítima conduz os europeus ao descobrimento de novas terras, denominadas de ‘Novo Mundo’ e a realidade da Europa (o ‘Velho Mundo’) mostrava-se paradoxal aos costumes demonstrados pelos habitantes dos territórios localizados na atual América do Sul.

A chegada dos brancos impressionou aos índios, devido à aparência suja e grotesca dos europeus, chamados de “mal cheirosos e porcos”.

Observando os hábitos dos indígenas, nativos das terras recém-descobertas, os europeus aprenderam diversos conhecimentos sobre limpeza e higiene, pois era comum e que os nativos se banhassem em rios, lagos, lagoas e cachoeiras. De modo que os indígenas em muito contribuíram para o progresso nos costumes dos europeus, promovendo um verdadeiro banho de civilização.

5- Corte de França – Banho de Cheiro Disfarçando a Sujeira

A fundação da primeira boutique de perfumes em Paris impulsionou a produção e a comercialização de produtos aromáticos. A opulência, o esplendor, a extravagância e o refinamento surgiam nas famílias aristocratas e dominavam a corte européia.

A moda dos banhos estimulou a difusão dos perfumes por toda a Europa. A “Corte Perfumada”, fiel ao estilo Rococó, bem como toda a nobreza francesa, habitualmente se utilizavam de bálsamos e perfumes – nas roupas, nos corpos e nos cabelos – para disfarçar a sujeira e amenizar o mau cheiro.

“Por fora bela viola, por dentro, pão bolorento…”

Outras fontes: http://stravaganzastravaganza.blogspot.com.br/2011/03/historia-do-sabao-e-da-higiene-corporal.html

http://gehspace.com/arte26a30.htm

A História do Banho – Parte I (post republicado)*

*Post original de 06/03/2013.

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Nas minhas buscas por artigos sobre perfumaria e afins na internet, me deparei com isso:  O banho foi enredo do Carnaval da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis no ano de 2009. É de lá que tiramos as informações do texto a seguir:

http://www.galeriadosamba.com.br/carnavais/beija-flor-de-nilopolis/2009/5/

Os primeiros registros do ato de se banhar individualmente ocorreram por volta de 3.000 a.C., e pertencem ao antigo Egito. Os egípcios realizavam rituais sagrados na água e banhavam-se diariamente, dedicando os banhos a divindades como Thot e Bes.

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Thot era o Deus do conhecimento, da sabedoria, da escrita e da medicina, considerado a melhor divindade para cuidar das pessoas que se banhavam. Depois dele, vinha Bes, o Deus da fertilidade e do casamento, que cuidava do parto e do banho das crianças e mulheres.

Mais do que limpar o corpo, os egípcios presumiam que a água purificava a alma, e esta crença era válida tanto para a realeza – cortejada com óleos aromáticos e massagens aplicadas pelos escravos, quanto para as populações mais pobres, que recorriam inclusive a profissionais de rua quando não conseguiam tratar da própria beleza. Os egípcios foram os inventores dos primeiros cosméticos.

2- Termas – Luxúria Líquida

Babilônia, Turcos, Gregos, Romanos

A Grécia foi um dos locais em que o banho prosperou, sendo possível encontrar bem preservados palácios de 1700 a.C. a 1200 a.C. que, mesmo nos dias atuais, surpreendem devido a avançadas técnicas de distribuição da água.

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Apollon and the Nymphs, 1666-73, Apollo Grotto, Versailles

Na Grécia, o banho também era uma extensão necessária da prática de ginástica, e comumente os gregos antigos invocavam a proteção de Hera, a mulher de Zeus (também conhecida como Deusa Juno), durante o banho.

Os gregos tomavam banhos por prazer e para ter uma vida saudável, motivados pela higiene, espiritualidade e práticas desportivas, sendo que os médicos da época louvavam as virtudes ocasionadas em função dos diferentes tipos de banho, aconselhando o uso de óleos na água para untar o corpo antes de as pessoas se secarem.

Embora os gregos tenham iniciado a prática dos banhos públicos no Ocidente, os pioneiros nos balneários coletivos foram os babilônios.

Materiais saponificantes anteriores a 2.800 a.C. foram encontrados em cilindros escavados nas ruínas da antiga Babilônia. As inscrições indicam que aquele material era utilizado para a limpeza dos cabelos e para auxiliar na confecção de penteados.

Por volta de 650 a.C a cidade da Babilônia, na Mesopotâmia, tornou-se o centro comercial de especiarias e perfumes da época.

Já no século II a.C., os romanos construíram enormes complexos de banho para homens, sendo que os romanos foram o povo da Antiguidade que mais se importaram em transformar o banho num evento, construindo suntuosas termas públicas onde seus cidadãos podiam desfrutar dos prazeres proporcionados pelo banho. O banho referia-se à ideia de repouso e de convívio, pois era uma prática social e um ritual simbólico.

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Os romanos herdaram muito da cultura grega, incluindo a adoração pelo banho. Porém, entre eles, esse hábito adquiriu proporções inéditas. As visitas diárias às termas tinham fundo religioso, visto que o banho público era um ato de adoração à deusa Minerva.

Os romanos consideravam Minerva, a deusa do comércio, da educação e do vigor, especialmente bem dotada para cuidar do banho. Fortuna, a deusa do destino, também era representada nas casas de banho, para proteger as pessoas quando estavam mais vulneráveis. Além disso, havia incontáveis ninfas e espíritos associados a fontes e poços locais, venerados como guardiões do banho.

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E o costume não era restrito somente às classes mais abastadas: boêmios, prostitutas, imperadores, filósofos, políticos, velhos e crianças, todos se banhavam no mesmo espaço, sem constrangimento.

Os gregos e os romanos mantiveram o hábito de reunir-se em “banhos públicos”, que eram verdadeiros locais de discussões e decisões políticas e sociais. As termas eram um ponto de encontro e de troca de informações e que se tornaram símbolos de luxo.

Os romanos e os gregos – precursores de sistemas hidráulicos que canalizavam águas pluviais e fluviais, conduzindo-as para as residências e termas – fizeram do banho um ritual de luxo e influenciaram o mundo com suas criações de óleos, ungüentos e maneiras prazerosas de banhar-se.

O rito do banho romano podia ser descrito da seguinte forma, segundo informações de outa fonte (http://algarvivo.com/arqueo/romano/termas-romanas.html):

O banhista devia começar por untar o corpo com óleos e praticar alguns exercícios de ginástica, desporto ou luta livre.

Entrava depois numa sala muito aquecida, o sudatorium, onde transpirava abundantemente.

Passava então ao caldarium, sala aquecida, onde podia lavar-se e retirar os restos de óleo.

Depois de uma curta passagem pelo tepidarium, mergulhava na piscina do frigidarium, cuja água fria lhe revigorava o corpo, sendo em seguida massajado e untado de óleos aromáticos.

Em geral, as manhãs eram reservadas às mulheres e as tardes aos homens.

As mais antigas termas romanas de que há conhecimento datam do século V a.C. em Delos e Olímpia, embora as mais conhecidas sejam as de Caracala.

Normalmente, as termas romanas eram constituídas por diversas salas:

apodyterium – vestiário

tepidarium – banhos tépidos

praefurnium – local das fornalhas que aqueciam a água e o ar.

caldarium – banhos de água quente

palaestra frigidarium – banhos de água fria

sudatorium – uma espécie de sauna.

O apodyterium era a entrada principal, constituída por um quarto comprido ou largo, dotado de compartimentos ou estantes, nos quais os cidadãos guardavam suas roupas e pertences, enquanto tomavam seu banho.

Escravos particulares, ou funcionários das termas (capsarius), cuidavam dos pertences, enquanto os cidadãos desfrutavam dos prazeres do banho.

Um manual escolar romano ensinava ao jovem aprendiz da nobreza que, ao entrar nos banhos, deixando para trás seu escravo no apodyterium, a lembrar-se de dizer-lhe: “Não durmas, por causa dos ladrões”.

Os homens livres ricos e suas mulheres traziam habitualmente vários escravos até o apodyterium, como forma de exibir suas posições sociais. Estes escravos levavam toda uma parafernália de banho: acessórios e artigos de vestuário para banho, sandálias, toalhas de linho, e ainda óleos para unção, perfumes, esponjas, e strigilis – instrumentos de metal recurvados para raspar o excesso de óleo, suor e sujeira dos corpos.

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Voltando as informações da Beija-Flor….

Os árabes não só compreendiam e apreciavam os prazeres dos perfumes, mas também possuíam conhecimentos avançados de higiene e medicina. Muito celebrados por suas maravilhosas descobertas, eles ofereceram à humanidade o primeiro alambique, e a partir desta invenção foi possível destilar as matérias-primas e preparar a primeira água de rosas do mundo, isolando o perfume de pétalas em forma de óleo.,

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Associar os famosos banhos turcos a rituais amorosos é uma das primeiras reações dos ocidentais ao imaginar as sofisticadas casas dos muçulmanos. O hamman, a cerimônia islâmica do banho, estimulava a imaginação dos europeus, ao descrever dezenas de belas mulheres se banhando e se embelezando em um ambiente ricamente ornamentado.

Mas o hamman supera essa carga erótica. É um preceito da fé islâmica lavar e perfumar o corpo para a oração. E os banhos em conjunto, demorados, são a melhor maneira de se purificar para a prece. O hamman serve, então, como meditação entre os pecados do corpo e a limpeza do espírito.

Na Europa, somente no século XVII houve a introdução das casas de saunas e banhos turcos.

Em breve a parte II…

Outras fontes:

http://www.arquitetonico.ufsc.br/vamos-tomar-banho

http://www.wga.hu/frames-e.html?/html/g/girardon/index.html

http://www.livingdesign.net.br/2011/11/%E2%80%9Ckitchen-bath%E2%80%9D-%E2%80%93-a-historia-do-banheiro.html

http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2014/01/os-banhos-publicos-na-roma-antiga.html

Recomendação de leitura:

https://www.estantevirtual.com.br/livros/katherine-ashenburg/passando-a-limpo-o-banho-da-roma-antiga-ate-hoje/587388735

Para ver o desfile da Beija Flor:

https://www.youtube.com/watch?v=xLArf9QJdJI

 

 

MAIS anúncios antigos de perfume?

Quanto mais melhor! Quem não gosta de ver propagandas antigas e imaginar como seriam esses perfumes de priscas eras? Então venha se deliciar, hoje temos nada mais nada menos que 22 preciosidades em exposição!

Pode entrar e ver a vontade, freguesia! Moça bonita não paga! Moço bonito também não, aqui praticamos a igualdade.

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Magia da Floresta, Natura

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“Chove todo dia na floresta amazônica. O céu escurece de uma hora pra outra, a brisa vira ventania, a atmosfera fica densa e pesada até que o céu despenca, violento. Então de repente as nuvens se dispersam. O vento cessa e a magia da floresta acontece. A luz do sol invade e aquece outra vez o verde da mata. O ar se imunda com uma deliciosa névoa misteriosa e surpreendente. É uma mistura de madeiras, folhas, raízes e cipós. A quintessência da floresta, que atravessa galhos e copas, subindo em direção ao céu. Ela é semente de nuvem. Amanhã vira chuva outra vez”. 

Esse belo texto não é meu não, veio no material que recebi junto com o mais novo perfume da linha Ekos, o Magia da Floresta. E que lindo! Se você deixar a imaginação solta, tirar da cabeça as preocupações cotidianas e o barulho da rua, vai conseguir sentir o cheiro!

Sempre fui fascinada por plantas e a magia que provém delas! Moro em apartamento, mas tenho uma infinidade de vasos. São cheiros, sabores, formas e cores magníficos. Por isso o nome Magia da Floresta logo encantou o coraçãozinho desta que vos fala, leitora de livros de fantasia, jogadora de RPG, fã de mitologias… E a brasileira é tão rica, os mitos indígenas são incríveis e tão pouco divulgados. É uma pena!

Magia da Floresta é encantador! Enquanto o Flor do Luar é amanteigado, o Flor da Manhã é úmido e morno, o Magia é amendoado e feiticeiro!

Me fez lembrar de uma plantinha que tempos atrás, comprei como sendo um patchouli, mas não era. O nome dela é Macassá, erva usada nas religiões africanas como poderoso atrativo para o amor, apaziguadora, fortemente ligada ao sagrado feminino. É só mexer mas folhas que o perfume se desprende, todo faceiro.

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Mas tal erva não é listada no perfume, coisas da minha cabeça! Logo na saída Magia da Floresta tem breve tonalidade aquosa, água doce, margem de rio. Tem frutas secas também. Logo aparecem a priprioca, flores brancas. Dessas pequeninas no tamanho, gigantes no cheiro… algo como jasmim-dos-poetas.

Mais ao fundo tem o cheiro ‘verdoso’ do vetiver, madeiras úmidas, fava tonka, notas balsâmicas, ambarinas. Pura floresta, são árvores de copas frondosas, plantas rasteiras, sementes, resinas dos troncos!

Nessa hora Magia da Floresta fica amendoado, achocolatado, terroso! E a chuva passou, deixando no berço da terra a fertilidade de tudo que se desprendeu das plantas com a tempestade… Isso sim, eu que escrevi.

Quem gosta do Gaultier 2, Joop! Le Bain e até mesmo do Hypnotic Poison, vai se encantar!

Notas de saída – damasco, pimenta rosa, flor de lótus.

Notas de coração – priprioca, peônia, jasmim.

Notas de fundo – vetiver, cedro, notas balsâmicas, fava tonka, copaíba.

Deixem nos comentários se querem que eu fale do Flor do Luar e do Flor da Manhã!!!

 

Les Parfums Mythiques – Organza Indécence, Givenchy

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Em 2007 a Givenchy resolveu lançar uma releitura de de seus ‘Perfumes Míticos’. Que bom, pois muitos desses descontinuados deixaram uma saudade…

Eu virei grande fã do Organza Indécence de 1999, quando ganhei uma amostra da Vanessíssima. Conhece o blog dela? Não sabe o que está perdendo!!!! A preciosa amostra acabou e veio uma outra amiga muito amada, a Adriana e me presenteou com um decant do Organza Indécence em sua versão Les Parfums Mythiques.

Tive a ilusão de que seria o mesmo perfume, mas a cor do líquido no frasquinho já anunciava que eu ia me frustrar. E aí reflito que somos criaturas muito resistentes a qualquer mudança, o novo assusta e por isso o atacamos com tanta veemência. Então, tentando ser uma pessoa melhor, não falarei mal do novo Organza Indécence.

O perfume começa com toneladas de canela. Picante, adocicada, exótica! Ela é adornada por frutas maduras, tem aí cítricos doces e uma tonalidade ‘apessegada’ macia e suculenta. Em alguns momentos tem até uma atmosfera retrô que me fez lembrar do Opium.

E aí vem toda faceira, uma flor de aspecto melífluo, brevemente defumado e que me trás a sensação de estar mastigando uma casquinha de caramelo ainda morno, que gruda no dente: mimosa! .

Dançando em volta da canela ainda temos um patchouli achocolatado e âmbar macio e envolvente, muito do sexy! Diria ainda que tem um almíscar reforçando essa aura sensual e próxima.

É desses perfumes que fazem você grudar o nariz na pele e querer cada vez mais, fazer o cheiro dele ‘entrar’ em você e te transformar. Te fazer vivenciar, através do olfato, uma sensação física e imagética.

Apesar de ser delicioso, ele passa bem longe do Indécence criado em 1999. Mas não reclamo. Na vida tudo se transforma, tudo ganha nova roupa. Te aceito, te admiro e te amo, Les Parfums Mythiques Organza Indécence!

Notas de saída: canela, tangerina.

Notas de coração: ameixa, mimosa.

Notas de fundo: âmbar, patchouli.