Ah, mas não me diga que já é Natal de novo…

Eu gosto do Natal, é a única época do ano que eu posso pendurar mil coisinhas brilhantes e coloridas pela casa sem que ninguém me julgue… Viva as luzinhas!!!

Motivos a parte para gostar ou não do festejo Natalino, todo ano aqui fazemos uma seleção de anúncios temáticos e antigos de perfumes. Segue a seleção deste ano!

Feliz Natal para todos!

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Scandal, Jean Paul Gaultier

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Estou muito feliz pois abriu uma loja de departamentos aqui perto do trabalho e lá tem muitos perfumes disponíveis para que os clientes conheçam. Só não cito nomes para evitar transtornos. Lá testei algumas vezes o Scandal.

A embalagem é belíssima, me lembra um outro que também tem as perninhas pra cima, o Head Over Heels, da Revlon, de 1994. Então até agora, nada novo no front, espero que o perfume me surpreenda.

Mas…

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Scandal é uma bomba adocicada de flor de laranjeira e mel, com base de caramelo.

Eu podia parar por aqui, mas vou prosseguir. Inicia com nota frutal cítrica bem discreta, que logo é suplantada com força pelo mel, flor de laranjeira, gardênia e jasmim. Uma bomba de flores brancas com sua faceta melíflua, adocicada e cremosa. Essa parte é deliciosa! Trás sensações quase táteis e maciez e luminosidade. Achei que tinha coco, mas não segundo as notas olfativas oficiais.

Quando surgem as notas de fundo, em minha modesta e dispensável opinião, Scandal perde o ritmo e se torna mais do mesmo. Chega uma forte onda de caramelo, aquele patchouli doce/ardidinho que já vimos até a exaustão e um breve toque licoroso que vem do alcaçuz.

No meio dessa mesmice tem um quê animálico e interessante que vem do mel e da cera de abelha, mas é tão, tão discreto. Quase nem aparece.

Pronto, acabou. Bem como minha empolgação em conhecer o Scandal.

Criado em 2017 por Daphne Bugey, Fabrice Pellegrin e Christophe Raynaud.

Notas de saída: laranja sanguínea, mandarina.

Notas de coração: mel, gardênia, jasmim, flor de laranjeira, pêssego.

Notas de fundo: patchouli, cera de abelha, alcaçuz, caramelo.

 

 

Essencial Supreme, Natura

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Então é Natal, lá vem dona Simone querendo saber o que você fez da vida no ano todo…

Veio também o lançamento com pinta natalina da Natura, o Essencial Supreme, de frasco vermelho e cheiro especiado, como a data pede! Essa é a parte boa, a ruim é a música da Simone.

O perfume foi desenvolvido por Verônica Kato, Jórdi Fernandez e Loc Dong. Vi por aí que muitos o comparam ao Insolence. Em algum ponto de fato eles se assemelham, vamos falar disso.

Supreme começa com notas frutadas que mostram muitas faces: mornas, doces, azedinhas, picantes, suculentas. São breves, logo as flores, verdadeiras soberanas deste perfume, pedem passagem e se estabelecem. São flores quentes, sensuais, polvorosas, e aí eu entendo a ponte entre o Supreme e o Insolence: o cheiro de maquiagem, de talco, ainda adoçado pelas frutas lá da abertura.

É rosa com violeta, com ylang ylang, com jasmim e com íris! Tinha como não ter o cheiro polvoroso e boudoir? Oras, é o supra-sumo da elegância e da feminilidade!!

Mas olha, sem o cheiro de jujuba do perfume guerlinesco. O caminho do Essencial Supreme é amadeirado.

As flores são o tempo todo invadidas por algumas das notas de fundo, são adoráveis essas participações nesse Especial de Natal! Ora é o patchouli, ora a mirra, ora a canela amazônica (ishpink), ora a baunilha.

É um perfume marcante, festivo, vibrante. Mais um acerto da Natura!

Notas de saída: bergamota, grapefruit, ameixa, pimenta rosa.

Notas de coração: ylang, violeta, rosa damascena, jasmim sambac, íris.

Notas de fundo: patchouli, sândalo, ishpink, musk, ambrette, baunilha, mirra, cedro.

Una Blush, Natura

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Que linda surpresa, o Una Blush! To completamente apaixonada por ele e vou contar como se deu essa história. Quando ele chegou em casa, eu estava gripada, toda entupida, anósmica. Deixei ele ali no cantinho, esperando o momento possível para nosso encontro.

Ele esperou. Chamava a atenção sim, mas soube aguardar a hora certa. Uma bela noite, fui a seu encontro. Admirei a embalagem metálica e sua cor magnifica, borrifei na pele. Oh, mas que familiar soou, que instigante! E aí eu fiquei uma hora o absorvendo, tentando entender o que nele me era tão conhecido e tão exótico. Quando dei por mim, estava entregue.

Como diria o pagode noventista, ‘a paixão me pegou’. Ok, essa foi horrível…

Blush começa com algo cítrico, adocicado, quente e ao mesmo tempo fresco e efervescente. Como pode? Tem casca de cítricos e sumo, suco doce e de cor radiante. Tem gengibre, mas tão diferente de tudo! É o gengibre fresco e recém cortado, picante, exótico.

Aí chegam flores brancas miúdas e brilhantes. Algo balsâmico e de breve tonalidade salina, em perfeita harmonia com o dulçor das flores.

A baunilha muito bem dosada, doce sem ser gourmand, sem flerte com a confeitaria. Tem âmbar e sândalo cremosos e texturizados, macios e acolhedores.

É um perfume de dualidades: fresco e quente, doce e salgado, exótico e sofisticado.

Uma lindeza, meu novo amorzinho! Se você gostou do Olympea, vai forte no Una Blush, acredite, ele é melhor.

Desenvolvido por Veronica Kato e Antonie Maisondieu, suas notas olfativas são:

Notas de saída: bergamota, gengibre, notas cítricas.

Notas médias: flor de laranjeira, muguet, breu branco.

Notas de fundo: vanila, âmbar, sândalo.

 

 

Lysval, Girard (post revisado)

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Nunca vi perfume mais gótico, mais trevoso, mais Penny Dreadful do que o Lysval.

Tal perfume tem cheiro de rosas mortas. ROSAS MORTAS! Não quando murchas, mas quando secas. Antes de comprá-lo, li em algum lugar que ele cheirava “como um funeral inglês”, fiquei tão curiosa que corri atrás do meu! Sua formulação original é de 1920, e evocaria a tranquilidade e riqueza de uma jardim britânico. Bom, deve ser o jardim de um sereno cemitério, em uma dia nublado, cinzento, no anoitecer…

Embora seja extremamente esquisito e inusitado, adoro suas flores melancólicas e elegantes. É frio, embora sua embalagem púrpura traga algum calor. A caixa é linda e o perfume vem delicadamente encaixado, como uma jóia. O frasco é decorado com uma “lacinho” preto. Como eu disse antes, é um perfume gótico. Pra acompanhar a leitura de Edgar Allan Poe e apreciar as noites brumosas e frias, para acompanhar um inebriante absinto, para usar com roupas de estilo vitoriano. Acompanha bem veludos, corsets, rendas, a Noiva Cadáver…

É essencialmente um perfume floral, e embora oficialmente tenha muitas notas olfativas, eu não as diferenciei. Preferi mergulhar na atmosfera que o perfume oferece. Nada melhor do que ele para acompanhar a atmosfera do Halloween: não a parte brincalhona do dia, mas a parte obscura, o momento em que o véu de torna mais fino e os mundos se aproximam e conseguem se tocar…

Highgate cemetery, London.

Notas de saída: jasmim, ylang-ylang, rosas e flor de laranjeira africana.

Notas de coração: íris, benzoim, sândalo, raiz de orris.

Notas de fundo: jacinto aquático, lírio-do-vale, frésia.

A Girard é uma grife inglesa que conta com 5 perfumes em seu portfólio, e a perfumista responsável é Beverly Bayne (mas não desde 1920, claro…).

Enjoy the Silence…

Pra quem gosta de imagens de fantasias antigas e assustadoras de Halloween, segue um link!

Tapputi-Belatekallimm, a primeira perfumista da História!

Antes de mais nada, obrigada Paulo pela envio do link e por me mostrar tão fascinante assunto!

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Taputti nasceu no século XII A.C. do ano 1200 A.C. É considerada a primeira química e perfumista da historia!

Há textos que trazem Tapputi como governanta numa casa da realeza na Mesopotâmia, no período de 1200 a.C.

A referência a seu nome, bem como à de uma pomada feita com flores, óleo e cálamo foi encontrada numa tábua cuneiforme do período. Nessa tábua também se viu a primeira menção a um alambique de destilação, usado por Tapputi na criação de seus perfumes.

E não é que faz sentido? Equipamentos para fazer perfumes, unguentos, pomada e óleos infusos estavam principalmente dentro das cozinhas e nessas épocas, era ali que as mulheres estavam. As cozinheiras eram também as especialistas em desenvolver, com os utensílios usados para preparar comida, além do fogo, que os remédios e os perfumes eram criados.

O tal tablete com as escritas cuneiformes lá de 1.200 a.C. também informa que ela adaptou equipamentos de cozinha e usou diferentes plantas para criar uma série de essências aromáticas.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tapputi

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/mulheres-que-marcaram-a-historia-tapputi/

http://mulheresnaciencia-mc.blogspot.com/2013/10/tapputi-belatekallim.html

https://casamay.com.br/2014/06/06/a-primeira-perfumista-que-se-tem-noticia/

 

Luna Rubi, Natura

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Rubi, o novo flanker da linha Luna! Vermelho, inspira-se na cor da sensualidade e das paixões. O legal é que ele é o primeiro chipre especiado da marca, convida quem o usa a afirmar sua força e a viver como bem se deseja, sem vergonha de suas escolhas, de seu estilo e de seu desejo (texto baseado no material recebido da marca).

Vamos agora às minhas impressões…

O frasco de Rubi me surpreendeu, sabem porque? Porque não é aquele vermelho carregado, fechado, misterioso e que faz alusão ao sensual. É vermelho luminoso, elegante, e aí já tive uma concepção dele: ele respeita a sensualidade de cada um que o usar, dá pra entender? Nada apelativo, nada forçado, nada estereotipado.

Borrifei o bonito. Assim que chegou na pele, senti uma explosão de especiarias envoltas em uma bolha de plástico cor de rosa. Explico… tem canela, tem pimenta, mas estão envoltas no ishpink, nota exclusiva da Natura que me faz pensar em uma mistura de canela, vetiver e bala mastigável de frutas vermelhas, daquelas que você morde e a sala inteira sente o aroma.

Abrem a cortina de plástico as flores, donas da festa: são rosas, peônia, magnólias. São frescas, elegantes, cremosas e dão a sensação tátil de ‘estar vestido de perfume’. Lindo isso né?

No final temos uma miríade de cheiros exóticos, onde destaco o vetiver e a priprioca, amadeirados, picantes, frescos.

Além disso, Rubi me fez pensar em batom. Cheiro de batom caro e novo, sabe?

Se ele estivesse em um teste as cegas, e me dissessem que era criação de alguma casa de nicho ‘hypada’ e que custava 200 dólares, eu acreditaria. Sim, isso foi um elogio!