Eau de Cologne du 68, Guerlain

Já faz uma tempo recebi uma amostra de tal colônia da adorável Srta. Anjos
E mais uma vez, tiro meu chapéu para a Guerlain! Que beleza de colônia heim? Que equilíbrio entre frescor e elgância, entre ervas, flores, frutos cítricos, especiarias e aromas exóticos difíceis de nomear!
Foi criada em 2006 por Sophie Labbe. Segundo o site da Guerlain, seu nome lembra o lendárioendereço de Guerlain, 68 Avenue des Champs-Élysées, em Paris, e se refere à sua composiçãocom base em 68 matérias-primas (http://www.guerlain.com/int/en-int/exclusive-collections/cologne-du-68/la-cologne-du-68-cologne-bottle.html).
Aliás, Srta. Anjos, copiei de seu blog as notas aromáticas da 68, pois não achei descrição completa em nenhum outro lugar:
 
Cabeça:
Bergamota, Mandarina Verde, Limão, Clementina, Cidra, Laranja Sanguínea, Lima-Da-Pérsia, Folha De Toranja, Manjericão, Erva-Doce, Anis, Lavanda, Louro, Cipreste, Elemi, Tomilho, Murta, Petitgrain Amargo, Petitgrain De Mandarina, Limão-Pera.
Coração:
Folhas De Violetas, Hera, Genciana, Seiva, Cassis, Frésia, Muguet, Folhas De Aveleiro, Ciclâmen, Cardamomo, Coriandro, Pimenta Preta, Pimenta Rosa, Noz-Moscada, Gengibre, Jasmim, Frangipani, Magnólia, Flor De Laranjeira, Peônia, Cravo Cor-De-Rosa, Ylang-Ylang, Lichia, Figo, Amoreira.
Base:
Sempre-Viva, Lentisco, Opoponax, Âmbar, Benjoim, Baunilha, Cistus, Heliotropo, Iris, Fava Tonka, Sálvia, Musk, Patchouli, Agar, Cedro, Sândalo, Vetiver, Musk Vegetal, Mirra, Líquen. 
 
Lembra do Orkut? Participava daquela comunidade: “Minha imaginação é f***!”? Eu participava. Então, para mim Cologne du 68 é um sátiro de terno. Pois é, eu avisei. Tem o aroma fresco das paisagens mitológicas greco-romanas, e ao mesmo tempo tem o aroma elegante e moderno dos ternos que circulam nos grandes centros financeiros e comerciais. Une dois mundos, cabe em duas realidades.
Abre com muitas ervas, muitas: doces, amargas, frescas, secas, esmagadas entre os dedos, verde-claro, verde-escuro. Deixa entrar os cítricos, que em minha pele não tiveram muito destaque, ficaram abafados. Adquire características florais delicadas e discretas, levemente apimentadas, condimentadas pelas especiarias. O final é ‘guerlinesco’, atalcado, abaunilhado, clássico. O supra-sumo da elegância! Depois de 4 horas na pele senti a presença mais marcante do heliotrópio, do benjoim e do opoponax. Na verdade, ele é multifacetado, cada vez que vc cheira o braço ou a fita olfativa ele deixa escapar uma novidade, uma surpresa. Pudera, tem 68 notas olfativas! 
Perfeito para dias quentes, para dias frios, para todos os dias! Cologne du 68 é uma das melhores colônias que já senti…

Rumba, Balenciaga/Ted Lapidus

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E lá vamos nós falar de um perfume do tipo ‘ame ou odeie’, daquelas bombas da década de 80 que atualmente são consideradas ‘fora de moda’ e agressivas demais. Rumba sempre foi desses, aposto que não era todo mundo que gostava nem na própria época do lançamento…
Rumba é do tipo ‘caliente’, carnal, tem sangue latino tudo que os perfumes da J. Lopes e da Shakira deviam ser mas não tiveram coragem
Foi lançado em 1989 e suas notas olfativas são:
Notas de saída: flor-de-laranjeira, ameixa, framboesa, pêssego, manjericão, bergamota, ameixa amarela.
Notas de coração: mel, magnolia, cravo (flor), tuberosa, gardênia, orquídea, jasmim, margarida, heliotrópio, lírio-do-vale.
Notas de fundo: couro, sândalo, ameixa, fava-tonka, âmbar, patchouli, almíscar, baunilha, musgo-de-carvalho, cedro, estoraque.
Quis colocar as notas olfativas de Rumba logo no começo da resenha para que as pessoas que nunca ouviram falar dele tenham noção de seu potencial. Ok, sei que é tudo sintético, mas se não fosse… gosto de imaginar os piripaques que os burocratas do IFRA teriam cada vez que ouvissem o nome Rumba. Morria tudo.
Rumba abre com frutas sumarentas. São frutas maduras, plenas de cores e sumos. O engraçado é que em todas as fases de Rumba acho que ele tem ‘cheiro de pele’, é como se o sumo dessas frutas escorresse pelos braços de quem as mordeu e ali secasse. A flor-de-laranjeira é bem presente, deixa a fase inicial do perfume doce, exótica, brejeira.
A segunda etapa de Rumba é uma avalanche floral-intoxicante: tuberosas, jasmins, gardênias, magnólias. Todas elas cremosas, de pétalas carnudas, cobertas com mel e esfumaçadas. Sinto aqui uma fumaça resinosa, encorpada, quase uma defumação. Seria o efeito das flores brancas quase tóxicas e quase malignas? A margarida e o lírio, tadinhos, tão inocentes… juro que não os encontrei, perdidos entre tantas damas inebriantes. Depois o heliotrópio aparece acentuando a nota do mel. Bem como ‘cheiro de pele’, Rumba tem o tempo todo cheiro de mel. Mas nada de mel docinho e infantil, com cheiro de bala. É néctar, é viscoso, é armadilha escorregadia e dourada. E sim, é doce. Mas nada melado.
O final de Rumba é maravilhoso! Couro macio, acho que é daqui que vem o cheiro orgânico e sensual que eu chamei o tempo todo de cheiro de pele.Tem ainda o cheiro de tudo que é belo na perfumaria, e eu não fiz o menor esforço para identificar notas… quem teve o atrevimento de misturar couro, sândalo, ameixa, fava-tonka, âmbar, patchouli, almíscar, baunilha, musgo-de-carvalho, cedro e estoraque como notas de fundo de um mesmo perfume merece ao mesmo tempo uma surra e uma estátua em praça pública!
Só digo que é dual, feminino e masculino. É doce e é seco, é macio e é cheio de arestas. 
Rumba é um perfume pedra-bruta, sem lapidações. E se fosse lapidado talvez perdesse sua beleza…
Tem duas versões: a da marca Balenciaga e da marca Ted Lapidus, não sei o motivo. Tenho a da Balenciaga e já me disseram que não tem diferenças entre as duas.
Eu, mesmo não tendo nenhuma habilidade como dançarina, seguirei o ritmo até o fim. E olha, 100ml é Rumba até o fim dos tempos heim…

Eau de Vanilliers, L’Occitane

Recebi amostrinha deste bonito da querida Li. Nunca me decepcionei com os perfumes da L’Occitane, todos que conheci até agora me agradaram tanto!
Foi lançado em 2004 e agora, logicamente, está descontinuado. 
Assim que passei na pele senti uma deliciosa mistura de flores cerosas com baunilha. Achei que era jasmim e frangipani, aquela aura de exotismo, de lugar paradisíaco de filme, misto de praia e floresta tropical… teria orquídea-chocolate neste perfume?
Rapidamente, o perfume muda. Faz que vai virar uma baunilha achocolatada, fica indeciso e vira uma baunilha com cheiro de cookie. E logo muda de novo. Cresce, fica adulta, exuberante, em perfeito casamento com suas flores exóticas, vindas de florestas tropicais úmidas e ricas!
Depois de conhecer as notas olfativas, vi que tinha orquídea sim, mas nenhuma menção a chamada ‘orquídea-chocolate’ (Oncidiun sharry baby). Estranho quando colocam ‘orquídea’, só assim. Existem 50 mil tipos de orquídeas, 20 mil naturais, 30 mil criadas em laboratório (fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quantas-especies-de-orquidea-existem), qual é a que foi utilizada no perfume? Fico curiosa.
Não tem frangipani no perfume não, foi coisa do meu confuso nariz. Tem ylang-ylang. E aí está uma nota que sempre me confunde…
Notas olfativas: frésia, jasmim, ylang-ylang, orquídea, âmbar, almíscar, baunilha.
Bem que a L’Occitane podia voltar com seus perfumes…
 
PS. Tenho muitas amostras aqui recebidas de amigas queridas: Srta. Anjos, Dri Sama, Vanessíssima, Li , Barbarella, amigos do Encontro Perfumado da APP… Aos poucos vou falando dos perfumes maravilhosos que vocês apresentaram para mim, não esqueci de nenhum deles! Obrigada!

 

Guère, Garé Fragrances

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Gosto de boas surpresas! Visitando o site de uma conhecida perfumaria on line nacional, dei de cara com um perfume até então desconhecido por um preço muito, muito baixo: 29,90. Pesquisei, vi que tinha o tal em algumas outras lojas (inclusive internacionais e ebay), mas não achei outras informações. Enfim, comprei. O nome dele é Guère e a marca é Garé Fragrances. Imaginei (e imagino) que seja uma marca de contratipos a lá Paris Elyseés, Coscentra e etc. Vocês sabem alguma coisa?
Mas vamos ao perfume… quem gostou do Joop! Le Bain vai gostar dele. Ô, se vai! Tem aquela baunilha-amendoada-almiscarada-ambarina com um toque de óleo bebê, de talco.
Não achei as notas dele em nenhum lugar, mas posso dizer que é um perfume linear, de fixação mediana (4 horas). Sinto notas florais bem femininas, acho que rosas e íris, que dá o toque atalcado. A base é bem exótica e na verdade domina toda a composição, aparece o tempo todo. Acredito que tenha sândalo, baunilha, almíscar, amêndoas e âmbar. E mesmo assim está longe de ser ‘bomba’, faz a linha ‘confortável’.
Eu, que gosto de perfumes ‘de base’ calcados na baunilha e no âmbar, gostei.
A caixa é simpática, cor-de-rosa laminada. O frasco é azul escuro e a tampa é prateada de plástico de má qualidade, não encaixa direito no frasco. Mas olha, por 29,90, Guére oferece até demais!
Não me arrependi não!

Mon Jasmin Noir, Bvlgari

Tá tudo errado. Tudo. Primeiro porque eu minha rinite estava atacada, e eu estava toda entupida. Daí fiquei achando que era culpa da rinite eu ter achado o Mon Jasmin Noir fraquinho, fraquinho. Não não. Rinite passou, usei a amostrinha mais 2 dias, e continuei achando. Mas vamos por partes…
O vídeo da camapnha publicitária (que vocês podem ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=LFzxTzCDtes). Bonito. Deusa greco-romana no dolce far niente de um terraço mediterrâneo. Então que raios faz um leão ali no meio? Devolve ele pra Nárnia! Não há o que me faça entender o contexto do leão, nada justifica ou faz ornar com o perfume…
Essa foto:
 O que aconteceu com a mão da Kirsten Dunst? Ah, ela cresceu pra poder apoiar o gigantesco frasco de perfume. Bem como o narigão do leão, que teve que alargar pra poder ‘te cheirar melhor’. Ah não, esse era o lobo. Melhor parar, estou confundindo tudo. É efeito dos remédios…
O perfume: na primeira borrifada senti uma lufada promissora de jasmins, lírios e algo empoeirado que achei que seriam violetas e amêndoas, ou melhor: marzipã.
E de repente: acabou! O que era promissor ficou uma mistura de jasmins e cítricos sobre aquela velha conhecida base almiscarada com alguma nota doce dando um toque juvenil e repetitivo. Poxa, já vimos isso antes tantas vezes!
Outra coisa, sua fixação é pífia. Menos de 2 horas.
Foi apresentado ao público em 2011 e criado por Olivier Polge e Sophie Labbe.
Notas de saída: lírio-do-vale, cítricos.
Notas de coração: jasmim, jasmim sambac.
Notas de fundo: almíscar, patchouli, cedro, nougat.
Onde cabe a alcunha ‘Noir’, ainda estou procurando. Estou procurando o patchouli também. O nougat ok, deve ser o que eu achei que era marzipã e dá o toque doce amendoado. Os mais requintados me respondam: nougat é um torrone de boa qualidade?
Mas ainda estou cismada que é culpa da minha rinite, alguém aí conhece o perfume e pode me ajudar?

Neroli (Citrus aurantium)

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O óleo essencial de neroli é considerado um dos óleos mais finos e requintados do planeta. Ele é obtido a partir da flor da laranja amarga (Citrus aurantium), também conhecida como laranja-de-sevilha, laranja-silvestre e laranja da terra. Das folhas da mesa planta se obtém o chamado Petitgrain.
A lenda conta que o termo “neroli”, usado para designar a flor da laranjeira, surgiu no século XVII devido a paixão de Marie-Anne de la Trémoille pelo aroma dessa flor. Marie-Anne, naquela época era a princesa da cidade de Nerola e sempre perfumava suas luvas com essa fragrância. Com o tempo, as pessoas começaram a associar a flor à jovem princesa, daí o nome neroli.
O neroli também era um dos favoritos de Maria Antonieta e de Napoleão, que segundo dizem, usava diversos vidros ao dia como loção após-barba.A produção vem principalmente da Tunísia, do Marrocos, da Itália, do Egito e também do sul da França.

De 1 tonelada de de flores se obter 1,5 kg de absoluto.  O óleo essencial de neroli pode ser obtido de três formas:

– através da destilação das flores, produzindo óleo essencial;
– gerar um sólido, ou concreto, pelo método de enfleurage;
– ser extraído com solventes, para produzir um absoluto.

Como óleo essencial usado na aromaterapia e massagem, credita-se ao néroli efeito calmante do sistema nervoso. Também é usado para melhorar a circulação e varizes.

Flores de laranjeira eram usados ​​em casamentos desde os tempos da antiga China. Na tradição chinesa eram presságios de pureza, inocência e virtude moral, mas também um símbolo de fecundidade e  fertilidade. Noivas de todas as nações sempre usar algum tipo de enfeite floral no dia do casamento, e a tradição de usar flores de laranjeira se espalhou a partir do Oriente para a Europa durante os tempos dos cruzados. Quando não era época de colheita, a flor era fabricada em diferentes materiais e costurada nas roupas dos noivos.
A flor da laranjeira também é conhecida pelo ótimo cheiro que exala. Algumas histórias contam que ela era utilizada em buquês para disfarçar o cheiro das mulheres que iam casar, porque era uma época que o banho não era um ato contínuo…A colheita das flores de laranjeira ocorre em maio. Pergunto eu: seria por isso que maio é chamado de mês das noivas?

Tutti Dolci, La Cosa Più Dolce Del Mondo

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Olha só que situação… hoje indo trabalhar, ouço o seguinte comentário do motorista do ônibus onde eu estava: ‘nossa, alguém tá com perfume daqueles de incenso de casa de umbanda, vai impregnar tudo!’. Logo ele, que judiava dos passageiros com um celular tocando funk…
Enfim, indelicadezas e constrangimentos a parte, o perfume em questão era o doce e esfumaçado La Cosa Più Dolce Del Mondo, da Tutti Dolci. A marca já é descontinuada, era um segmento da Bath & Body Works.
Tem cheiro de doce de leite, de doce de coco cremoso, de creme de baunilha, de mel. Tem algo de capuccino com chantilly. E tem lá sua nota esfumaçada-queimada, algo semelhante ao L de Lolita. Acredito que tenha nele a deliciosa flor Immortelle (segundo informações das leitoras amigas, o nome dela aqui é ). Vale ressaltar que tais percepções são minhas, não achei as notas olfativas reais de tal perfume.
Mas olha, mesmo com todas essas percepções doces, La Cosa Più Dolce Del Mondo perde em índice glicêmico para as criações da Aquolina.
Projeta bem nas 2 primeiras horas, depois fica a flor da pele e com cheiro de pirulito Zorro. Para quem não lembra, este aqui:
Acho que o motorista do ônibus quis dizer que o perfume tinha cheiro de erê…

(untitled), Maison Martin Margiela

Sempre me surpreendo com a generosidade dos amigos e leitores do blog! Recebi de presente do amigo Emerson Fer o bonito e conceitual (untitled), da Maison Martin Margiela. Emerson, muito obrigado!
Tal perfume foi criado em 2010 por Daniela (Roche) Andrier. Não tem nome, não tem adornos: o frasco é bonito, porém desprovido de ‘truques’ tão comuns, coisas para nos fazer olhar e desejar.
(untitled) me despertou sensações, lembranças. Não vou me prender as suas notas olfativas: como propõe o nome do perfume, não irei nomeá-las para evocar as sensações que tive.
Primeiro, lembrei de uma viagem que fiz com meu marido e um casal amigo a Eldorado, cidade da famosa Caverna do Diabo. Lá, fizemos a trilha do Vale das Ostras e passamos por 9 cachoeiras. Uma delas, é chamada de Cachoeira do Escondido, porque fica na curva do rio, tem que subir rio acima pela água mesmo para ter acesso a ela. Lá é friozinho, a água borrifa fortemente, o leito do rio é limpo, fundo só de areia. O cheiro da areia, das plantas ao redor, da areia, do limo das pedras, do ar frio: e lá estava ele, (untitled).
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Oi gente!
No dia seguinte, lá fui eu tentar me aproximar da esquisitice bonita do perfume. Borrifei. Queria encontrar a cachoeira, mas desta vez ele me recebeu com um pneu novinho, lustro e besuntado de óleo de erva-doce. Sim, senti cheiro de borracha nova misturada ao fundo amargo da erva-doce. Erva-doce tem duas facetas: o doce inicial, reconfortante e o amargo pungente. Já comeu os talos? É crocante, fresquinho, adocicado e de sabor residual amargo.
Mais cheiros que o (untitled) me trouxe a memória: roupas secando no varal. Nada de cena campestre, dessas de filme. Roupas secando no varal contra o cimento da paisagem urbana. Branco, cinza, úmido, seco, frio. Lembrei de verduras frescas no geral: chicória, rúcula. Lembrei de chá de camomila.
Ele é assim: saída entre o natural da cachoeira e o industrial do pneu. Depende do dia. Fica esverdeado e amargo, com cheiro de verduras, ervas, folhas esmagadas. No final deixa uma impressão esfumaçada, incenso de igreja. E se eu disser que no fundo, bem no fundo, beeeem no fundo, sinto cheiro de algo de origem animal? Acho que é um inseto, um percevejo, mas não sei nomeá-lo. E também tem cheiro de pinheirinho de Natal, com neve artificial, luzinhas e tudo…
Notas olfativas do (untitled): laranja amarga, gálbano, incenso, jasmim, cedro, almíscar, buxinho (Buxus sempervirens).
(untilted) é um conceito. É cheiro de muita coisa, é cheiro de coisa nenhuma. É moderno, é limpo e é sujo. Sei que ainda serei surpreendida por outras facetas do perfume, que ainda serei assaltada por outras sensações e impressões olfativas sobre ele. Mas isso fica pra uma outra hora…