Una Blush, Natura

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Que linda surpresa, o Una Blush! To completamente apaixonada por ele e vou contar como se deu essa história. Quando ele chegou em casa, eu estava gripada, toda entupida, anósmica. Deixei ele ali no cantinho, esperando o momento possível para nosso encontro.

Ele esperou. Chamava a atenção sim, mas soube aguardar a hora certa. Uma bela noite, fui a seu encontro. Admirei a embalagem metálica e sua cor magnifica, borrifei na pele. Oh, mas que familiar soou, que instigante! E aí eu fiquei uma hora o absorvendo, tentando entender o que nele me era tão conhecido e tão exótico. Quando dei por mim, estava entregue.

Como diria o pagode noventista, ‘a paixão me pegou’. Ok, essa foi horrível…

Blush começa com algo cítrico, adocicado, quente e ao mesmo tempo fresco e efervescente. Como pode? Tem casca de cítricos e sumo, suco doce e de cor radiante. Tem gengibre, mas tão diferente de tudo! É o gengibre fresco e recém cortado, picante, exótico.

Aí chegam flores brancas miúdas e brilhantes. Algo balsâmico e de breve tonalidade salina, em perfeita harmonia com o dulçor das flores.

A baunilha muito bem dosada, doce sem ser gourmand, sem flerte com a confeitaria. Tem âmbar e sândalo cremosos e texturizados, macios e acolhedores.

É um perfume de dualidades: fresco e quente, doce e salgado, exótico e sofisticado.

Uma lindeza, meu novo amorzinho! Se você gostou do Olympea, vai forte no Una Blush, acredite, ele é melhor.

Desenvolvido por Veronica Kato e Antonie Maisondieu, suas notas olfativas são:

Notas de saída: bergamota, gengibre, notas cítricas.

Notas médias: flor de laranjeira, muguet, breu branco.

Notas de fundo: vanila, âmbar, sândalo.

 

 

Lysval, Girard (post revisado)

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Nunca vi perfume mais gótico, mais trevoso, mais Penny Dreadful do que o Lysval.

Tal perfume tem cheiro de rosas mortas. ROSAS MORTAS! Não quando murchas, mas quando secas. Antes de comprá-lo, li em algum lugar que ele cheirava “como um funeral inglês”, fiquei tão curiosa que corri atrás do meu! Sua formulação original é de 1920, e evocaria a tranquilidade e riqueza de uma jardim britânico. Bom, deve ser o jardim de um sereno cemitério, em uma dia nublado, cinzento, no anoitecer…

Embora seja extremamente esquisito e inusitado, adoro suas flores melancólicas e elegantes. É frio, embora sua embalagem púrpura traga algum calor. A caixa é linda e o perfume vem delicadamente encaixado, como uma jóia. O frasco é decorado com uma “lacinho” preto. Como eu disse antes, é um perfume gótico. Pra acompanhar a leitura de Edgar Allan Poe e apreciar as noites brumosas e frias, para acompanhar um inebriante absinto, para usar com roupas de estilo vitoriano. Acompanha bem veludos, corsets, rendas, a Noiva Cadáver…

É essencialmente um perfume floral, e embora oficialmente tenha muitas notas olfativas, eu não as diferenciei. Preferi mergulhar na atmosfera que o perfume oferece. Nada melhor do que ele para acompanhar a atmosfera do Halloween: não a parte brincalhona do dia, mas a parte obscura, o momento em que o véu de torna mais fino e os mundos se aproximam e conseguem se tocar…

Highgate cemetery, London.

Notas de saída: jasmim, ylang-ylang, rosas e flor de laranjeira africana.

Notas de coração: íris, benzoim, sândalo, raiz de orris.

Notas de fundo: jacinto aquático, lírio-do-vale, frésia.

A Girard é uma grife inglesa que conta com 5 perfumes em seu portfólio, e a perfumista responsável é Beverly Bayne (mas não desde 1920, claro…).

Enjoy the Silence…

Pra quem gosta de imagens de fantasias antigas e assustadoras de Halloween, segue um link!

Tapputi-Belatekallimm, a primeira perfumista da História!

Antes de mais nada, obrigada Paulo pela envio do link e por me mostrar tão fascinante assunto!

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Taputti nasceu no século XII A.C. do ano 1200 A.C. É considerada a primeira química e perfumista da historia!

Há textos que trazem Tapputi como governanta numa casa da realeza na Mesopotâmia, no período de 1200 a.C.

A referência a seu nome, bem como à de uma pomada feita com flores, óleo e cálamo foi encontrada numa tábua cuneiforme do período. Nessa tábua também se viu a primeira menção a um alambique de destilação, usado por Tapputi na criação de seus perfumes.

E não é que faz sentido? Equipamentos para fazer perfumes, unguentos, pomada e óleos infusos estavam principalmente dentro das cozinhas e nessas épocas, era ali que as mulheres estavam. As cozinheiras eram também as especialistas em desenvolver, com os utensílios usados para preparar comida, além do fogo, que os remédios e os perfumes eram criados.

O tal tablete com as escritas cuneiformes lá de 1.200 a.C. também informa que ela adaptou equipamentos de cozinha e usou diferentes plantas para criar uma série de essências aromáticas.

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tapputi

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/mulheres-que-marcaram-a-historia-tapputi/

http://mulheresnaciencia-mc.blogspot.com/2013/10/tapputi-belatekallim.html

https://casamay.com.br/2014/06/06/a-primeira-perfumista-que-se-tem-noticia/

 

Luna Rubi, Natura

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Rubi, o novo flanker da linha Luna! Vermelho, inspira-se na cor da sensualidade e das paixões. O legal é que ele é o primeiro chipre especiado da marca, convida quem o usa a afirmar sua força e a viver como bem se deseja, sem vergonha de suas escolhas, de seu estilo e de seu desejo (texto baseado no material recebido da marca).

Vamos agora às minhas impressões…

O frasco de Rubi me surpreendeu, sabem porque? Porque não é aquele vermelho carregado, fechado, misterioso e que faz alusão ao sensual. É vermelho luminoso, elegante, e aí já tive uma concepção dele: ele respeita a sensualidade de cada um que o usar, dá pra entender? Nada apelativo, nada forçado, nada estereotipado.

Borrifei o bonito. Assim que chegou na pele, senti uma explosão de especiarias envoltas em uma bolha de plástico cor de rosa. Explico… tem canela, tem pimenta, mas estão envoltas no ishpink, nota exclusiva da Natura que me faz pensar em uma mistura de canela, vetiver e bala mastigável de frutas vermelhas, daquelas que você morde e a sala inteira sente o aroma.

Abrem a cortina de plástico as flores, donas da festa: são rosas, peônia, magnólias. São frescas, elegantes, cremosas e dão a sensação tátil de ‘estar vestido de perfume’. Lindo isso né?

No final temos uma miríade de cheiros exóticos, onde destaco o vetiver e a priprioca, amadeirados, picantes, frescos.

Além disso, Rubi me fez pensar em batom. Cheiro de batom caro e novo, sabe?

Se ele estivesse em um teste as cegas, e me dissessem que era criação de alguma casa de nicho ‘hypada’ e que custava 200 dólares, eu acreditaria. Sim, isso foi um elogio!

Amethyst, Lalique

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Teve um época que eu comprava muitas pedras e cristais, não exatamente pela onda mística e por suas propriedades energéticas. Eu achava bonito mesmo a rusticidade das pedras brutas e um dos meus sonho por anos foi ter uma daquelas drusas imensas, verdadeiras cavernas de cristal.

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Segundo site especializado, a pedra auxilia na purificação do corpo físico, ajudando na eliminação de qualquer tipo de malefício que esteja tomando conta dele. A cor violeta garante a presença de energia protetora capaz de melhorar a nossa captação de energia vital.  Outro poder importante, é a capacidade de despertar os chakras superiores e fortalecer a intuição. 

Enfim, chegamos no bonito, roxo e lapidado frasco do Amethyst. Os volteios em seu frasco são inspirados no objeto Epines (Thorns), de 1920, desenhado por Ralf Lalique.

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O perfume é assim: imagina que você tem na mão um punhado de frutinhas roxas e vermelho-escuras, todas frescas, maduras, doces. Sem se importar se vai manchar a roupa e a pele, você sucumbe ao impulso de as espremer nas mãos, deixar o sumo doce escorrer e o cheiro dessas belezinhas, dessas frutinhas de fada se espalhar no ambiente.

Têm a tonalidade natural de uma geléia, o toque plastificado de bala mastigável.

Passada a invasão das frutinhas, existem flores, são rosas frescas, peônias repolhudas, um tiquinho de ylang-ylang pra encorpar e dar maturidade a toda esta estrutura.

No fundo de tudo tem almíscar, uma nota de madeira delicadíssima e polida.

Amethyst é elegante, fresco, jovial. Perfume para todas as horas e eventos, é doce na medida, frutado na medida, almiscarado na medida. É tão certinho, tão dentro dos padrões que as vezes me entedia.

Mas é bonito. Coisa de fada!

Criado em 2007 por Nathalie Lorson, suas notas são:

Notas de saída: cassis, mirtilo, amora, groselha, morango.

Notas de coração: peônia, rosa, ylang-ylang, pimenta.

Notas de fundo: almíscar, baunilha bourbon, notas amadeiradas.

Diamonds and Sapphires, Elizabeth Taylor

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Os perfumes da Liz Taylor… Só para lembrar que perfume de celebridade não é coisa recente, não é coisa que veio com as cantoras pop e que entregam ao público em sua maioria aguinhas adocicadas/floralzinhas/genéricas.

Lá em 1988 a atriz Elizabeth Taylor lançou em parceria com a Revlon seu primeiro perfume, o Passion. A marca está ativa até os dias atuais, e seu último lançamento foi esse ano mesmo, 2019.

Mas hoje vamos falar do Diamonds and Sapphires.

Ele foi criado em 1993 e claro, é a cara dos anos 90! Um floral frutado com aquele melãozão que fazia sucesso naquela época! Era isso ou o cheiro gelado de ar condicionado dos perfumes da linha do CK One, tô mentindo? Estão aí seus contemporâneos Eden, Escape, L’eau d’Issey, Sunflowers para comprovar a onipresença do melão nos perfumes noventistas.

Diamonds and Sapphires começa nos apresentando um frasco simples e ao mesmo tempo opulento. É elegante, mas tem pinta de antigo.

Num primeiro momento nos mostra melão, lírios, pêssego e um toque herbal brevemente amargo e verde. Anota bem esse melão e esse lírio, pois eles estarão presentes até que o perfume desvanecer.

Por baixo desta camada 90’s, ao som das bandas grunge ou das boy-bands da época (escolhe aí, vai do seu gosto), existem flores. São rosas, jasmim, ylang-ylang. Tem também o azedinho/docinho/crocante do ruibarbo, que para mim é um talo de folha de beterraba com cheiro amorangado.

As notas de fundo são tão ‘mais do mesmo’ que nem vou me prolongar falando delas.

É um perfume que traz muitos elogios heim! As pessoas se tornam nostálgicas, se você está na faixa dos 35/45 anos, ele vai te fazer sorrir e lembrar de uma época já longínqua e saudosa! Pois é, os anos 90 acabaram há praticamente 20 anos…

Além do mais, é um perfume muito barato se comparado aos blockbusters atuais. Vale a pena conhecer – ou reencontrar – caso esbarre nele por aí!

Notas de saída: melão, frésia, gálbano, pêssego, lírio do vale.

Notas de coração: especiarias, ruibarbo, rosa, jasmim, ylang-ylang.

Notas de fundo: âmbar, sândalo, vetiver, almíscar.

Para aumentar o saudosismo e a dose de melão: