50 Perfumes Descontinuados, por Ego in Vitro

Atire a primeira pedra, fã da arte da perfumaria que não chora por um perfume que não é mais produzido! Todos nós sentimos a ‘perda’ de um perfume querido que foi descontinuado.

Mas porque isso acontece? São diversas as possibilidades. Segundo o texto, ‘pode ser por rejeição do público, baixas vendas e alto custo de produção’. Outra coisa, ‘a perfumaria está muito ligada à saúde e, por isso, sofre inúmeras restrições. Uma fragrância é aplicada na pele e, assim, absorvida. O maior risco que a IFRA (Associação Internacional de Fragrâncias) quer evitar com suas regulamentações é o das dermatites de contato. Matérias-primas naturais ou sintéticas perigosas sofriam menores restrições no passado, o que propiciava a um perfumista maior liberdade de criação. Novas normas aparecem a cada ano e as casas de fragrâncias recebem um prazo de 10 anos para encontrar um equivalente (natural ou sintético). Perfumaria é um negócio como qualquer outro, então uma decisão tem de ser tomada: reformular ou descontinuar’.

Amigas e amigos, nos resta buscar os queridinhos desaparecidos nos mercados virtuais, em grupos de trocas e vendas e em perfumarias escondidas de sua cidade, ás vezes temos sorte! E preparar o bolso, pois perfumes descontinuados se tornam raros e cobiçados. A maioria das vezes o preço é alto.

E você, por qual chora?

Leia a seleção dos 50 Perfumes Descontinuados aqui.

Ma Griffe, Carven

Em primeiro lugar essa resenha não será um comparativo entre o Ma Griffe criado por Jean Carles em 1946. Porém será inevitável invocar, em alguns momentos, o perfume vintage.

Vamos falar um pouco da Carven? Melle Carven, também conhecida pelo seu nome de nascimento de Carmen Tommaso nasceu em 31 de agosto de 1909, em Chatellerault, Viena. Em 1945, num apartamento com vista para a famosa Champs-Elysées que Melle Carven abriu a sua casa de alta-costura, ela que até esse momento jamais trabalhara no mundo da moda. Porém, sentia-se animada por uma ambição muito original: vestir mulheres de pequena estatura, que, tal como ela, não tivessem mais de 1.55m. Desenharia igualmente inúmeros vestidos de noiva. Caracterizado por uma elegante frescura e por uma alegria juvenil, o seu estilo impôs-se rapidamente. O famoso tecido de riscas verdes-claras e brancas, jovem e dinâmico, ficou para sempre associado à imagem da casa. Logo Melle Carven conheceu um homem de negócios que lhe propôs criar um perfume. Foi sem que surgiu Ma Griffe, um dos grandes clássicos da perfumaria parisiense (vide fonte abaixo).

Em 2013 a marca nos trouxe um novo Ma Griffe. Do antigo ele possui as listras na embalagem, a mesma família olfativa – chypre floral – porém simplificado, mais arejado. Tem sim uma espírito retrô, uma coisa toda soapy durante sua evolução.

Abre com notas florais bem verdes, flores em botão ainda imaturas. Para mim era lírio, gardênia, muguet e jacinto, tudo aspergido da seiva da casca de alguma fruta cítrica. Encontrei ali algo de grama recém cortada, de orvalho em uma manhã de outono. Quando essa ‘onda’ passou, depois de alguns minutos, ficou a impressão de que o perfume já tinha cumprido seu papel e que era só isso. Que viria uma nuvem de almíscares sintéticos para dar a sensação de limpeza e conforto e só. Ledo engano…

Depois de uma hora e meia na pele a sensação verde retorna, acompanhada de um belíssimo e elegante efeito assabonetado, Embora não conste na lista oficiai de notas, acredito que existam aldeídos aí. Ô, se tem!

O jasmim, o ylang-ylang e o sândalo surgem tão lindos! São falsamente limpos e exóticos, dão certa cremosidade e doçura ao perfume!

A nota de base que mais se destaca é o vetiver. Agridoce, amadeirado, arisco. As demais notas são coadjuvantes e só estão ali para controlar o vetiver, para torná-lo mais ‘macio’ no contato com  a pele…

Ma Griffe é um perfume arrojado, com alma retrô, elegante e exótico. Soube rejuvenescer sem ficar irreconhecível, sem perder a identidade (como exemplo, o novo Dolce & Gabanna Pour Femme, que nada carrega do perfume ‘pai’ de 1992)!

Notas de saída: bergamota, limão, gardênia.

Notas de coração: jasmim, rosa, sândalo, ylang-ylang.

Perfeitamente compartilhável!

Fonte: http://100perfumesbylubi.blogspot.com.br/2009/08/28-ma-griffe-carven.html

50 Perfumes Oitentistas, por Ego in Vitro

Como deixar de publicar aqui essas excelentes ‘coletâneas’ que o Daniel Barros vem fazendo, né… e agora, para todos que foram baixinhos da Xuxa, usaram ombreiras, polainas, assistiram Armação Ilimitada, Viva a Noite, Jen, MacGyver, Goonies, Caravana da Coragem, He-Man e She-Ra, ouviram Menudos, Cindy Lauper e Madonna Like a Virgin, eram fãs de bandas New Wave, pintaram o cabelo com papel crepom, tiveram caneta de 10 cores… (chega né), chegou o texto sobre os maiores 50 perfumes da década de 80! Década Mágica, década de inovações tecnológicas, de revolução política no Brasil e dos perfumes bomba!

Segue links sobre esses opulentos, polêmicos e sensacionais perfumes! http://egoinvitro.com.br/oitentistas/

50 Perfumes Vintage, por Ego in Vitro

L'Origan

Ah, os perfumes vintage…nos fazem sonhar, morrer de saudades e gastar longo tempo tentando achar uma preciosidade dando sopa por aí. Mas o que seria vintage? O mesmo que retrô? Não é não. Segundo o exemplo do Daniel Barros, “Um vestido vintage não é uma cópia de um vestido antigo (isso seria “retrô), mas sim o modelo original preservado por décadas“. É isso mesmo. Retrô é algo moderno feito buscando referências quanto a estética ou outras características de algo feito no passado. Vintage, é algo que é de fato antigo, preservado e autêntico.

Um exemplo? Meu Cabochard, adquirido no Mercado Livre:

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Segue link para o texto: http://egoinvitro.com.br/vintage/

Boa leitura!

Cardamomo (Elettaria cardamomum)

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O cardamomo é uma planta cujo nome científico é Elettaria cardamomum (embora existam outros gêneros, esse é o mais comum e mais usado na culinária, medicina natural e perfumaria). Originário da Índia, o cardamomo chegou à Europa com as rotas das caravanas e seguiu com os vikings de Constantinopla à Escandinávia, onde é popular.

A planta é da família do gengibre, com folhas grandes, flores brancas e frutos secos de cor esverdeada ou branca contendo sementes negras e aromáticas de sabor picante, que podem ser transformadas em pó ou em óleo.
Tem propriedades anti-sépticas, digestivas, diuréticas, expectorantes e laxantes. Não deve ser consumido em altas doses, pois pode provocar vômitos.

As vagens contém, cada uma, entre 15 a 20 pequenas sementes pretas ou marrom-escuras e viscosas. As vagens inteiras, levemente partidas, são usadas como tempero em arroz, ensopados e carnes refogadas lentamente. As sementes podem ser fritas ou tostadas e moídas antes de adicionadas ao alimento.

O cardamomo é uma das especiarias muito antigas do mundo e também a terceira mais cara, ao lado de açafrão e da  baunilha. Era bem conhecido nos tempos antigos: os egípcios usavam em perfumes e incensos, além de mastigarem as sementes para branquear seus dentes. Os romanos utilizara-lo para amenizar problemas estomacais. A medicina indiana recomenda para a insônia leite morno com noz-moscada e pó de 1 semente aromática de cardamomo. A mistura deve ser tomada em pequenos goles antes de ir para a cama. Entre os árabes, ganhou a fama de ser afrodisíaco e é misturado ao café.

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Na França e nos Estados Unidos, seu óleo é utilizado em perfumaria.

O cardamomo tem um gosto forte e fragrância resinosa, intensamente aromática. O óleo essencial de cardamomo é extraído por destilação a vapor das sementes secas. Óleo de cardamomo é doce, picante e quase balsâmico. Tem coloração amarelo-pálido e é um pouco aguado na viscosidade. Combina bem com as colônias frescas, com os perfumes masculinos com notas conífera e com chipres. Combina também com notas de chá.

Em minha opinião o cardamomo tem odor exótico, sensual, ao mesmo tempo quente e fresco. Uma coisa meio agridoce de suor… dá um toque misterioso e selvagem!

Meus preferidos com cardamomo? Jacomo Art Collection #08; NU, de Yves Saint Laurent e Kenzo Jungle L’Elephant.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cardamomo-verdadeiro

http://www.fragrantica.com/notes/Cardamom-63.html

http://www.osmoz.com.br/enciclopedia/materias-primas/especiado/122/cardamomo-elletaria-cardamomum

http://www.curapelanatureza.com.br/2013/04/cardamomo-aromatica-e-poderosa-semente.html

Coccobello, Heeley

Da série ‘Amostras Luxuosas da Andréa Faria’, hoje é dia de Coccobello!

Apesar de estar profundamente curiosa por ele, hesitei em usar porque a nota de coco não é das minhas preferidas. Embora eu já saiba que o coco, quando não trabalhado como um drink tropical – uma pinã colada – até me agrada. Tem uma cremosidade, um quê mineral e orgânico que me instiga.

Coccobello começa falsamente fresco, senti água de coco, clima de praia, ar salgado… Logo essa impressão vai embora e fica o lactônico do leite de coco misturada a um cheiro doce-plástico-emborrachado que me fez pensar em pneus e solas de sapatos que ainda não conheceram o chão. É um cheiro industrial, porém limpo.

E depois vira um spumone de coco aromatizado com fava de baunilha. Calma, não ficou gourmand não! É um spumone de mentira, daqueles que enfeitam a vitrine das sorveterias e confeitarias, é cenográfico! Em nenhum momento Coccobello deixa de lado a nota emborrachada e leitosa.

Aos poucos adquire mais e mais cremosidade, é orgânico, cheiro de pele ao acordar, cheiro de bebê! Coisa louca esse Coccobello! Transite entre o verde, o salgado, o doce, o sintético e o absurdamente natural. Estranho no primeiro contato, mas bem construído e de excêntrica beleza!

Notas de saída: folha de palmeira, gardênia (achei o cheiro emborrachado!)

Notas de coração: coco, baunilha, sal marinho.

Notas de fundo: sândalo, benzoim, cedro.