Les Orientaux: Musc, Molinard

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Está friozinho em SP! Aquele de outono, com solzinho morno! E as noites estão lindamente frias! Dá vontade de tomar vinho, chocolate quente, ficar embaixo das cobertas… E ainda posso usar meus perfumes mais fortes sem causar desordens nos locais públicos…

Les Orientaux: Musc, é para ser usado com moderação ou torna-se um monstro. Tem nele algo da selvageria do Muscs Koubai Khan, do Serge Lutens – aquela coisa animálica, quente, sensual, sujinha – misturada a notas gustativas e adocicadas, que aparecem depois de algumas horas de uso.

Como no KK do Sr. Lutens, o Musc da Molinard ‘amansa’: de indomável se torna selvagem, de selvagem fica arisco, e com as horas de convívio até mesmo mostra facetas doces. É aquele gato arisco que com o tempo se acostuma com o dono e as vezes até deixa pegar no colo. Recebe carinhos breves, mas nunca se deitará de barriguinha pra cima fazendo charme e pedindo atenção…

Suas notas olfativas oficiais me confundem. Sinto sua pirâmide toda desordenada. Minha percepção: abre com almíscar bruto, aquela coisa entre o doce e o sujo, o atraente o o repulsivo. Depois de algumas horas aparecem a tonka e a baunilha para adoçar a vida de quem está usando o perfume. Sinto ainda ambrette, o chamado ‘almíscar vegetal’, que conheci enquanto matéria prima em uma vista ao Dênis Pagani. Se não me engano, pertencia a uma amiga em comum que também estava nessa visita, a Careimi

Lá no final aparece tímido o sagrado sândalo, envergonhado em meio a tantos aromas profanos, gulosos e carnais. As avelãs  citadas nas notas oficiais aparecem junto com o sândalo: os dois, de mãos dadas trazendo algo leitoso, farinhento.

Notas de saída: avelãs.

Notas de coração: sândalo, baunilha.

Notas de fundo: almíscar, cumarina.

Foi criado em 1995 e é de excelente custo-benefício, como a maioria dos perfumes da Molinard.

Agora vou fazer jus ao nome do blog, aloucadosperfumes vai dizer o que acha de verdade: misture com o Koubai Khan do Lutens um pouco do Bal a Versailles e um pouco do Chocolovers da Aquolina. Agora chacoalha pro bicho ficar bravo e depois dá uma aguadinha na mistura. Vai explodir? Vai. Moderem nas borrifadas.

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Imagem retirada daqui: http://www.caliandradocerrado.com.br/2012_04_01_archive.html

 

 

Animale Animale for Men, Animale

 

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Confesso que corri atrás dele pelo fato de que 26 pessoas no Fragrantica.com o compararam ao A*Men Pure Havane (Thierry Mugler). Não entrarei no mérito comparativo, mas afirmo que não me arrependi da compra. Perfeitamente compartilhável, cálido, exótico, cheio de contrastes olfativos. Gosto assim!

E considerado Oriental Amadeirado (com um pé no gourmand) e foi lançado em 1994.

Abre com lavanda intensa e temperada com calda de abacaxi, da que vem na lata da conserva – sintético, manja? Os cítricos – a lima e o limão – encontro ao cheirar o perfume no frasco, aquela coisa de casquinha fininha coberta de açúcar. Mas na pele não senti.

O coração de tal animal é exótico, dual, sem preconceitos: é floral, especiado, abaunilhado. Homem que na rua fuma cachimbo, carrega jornal embaixo do braço e usa chapéu panamá. Em casa põe avental e se esbalda na cozinha, testa receitas e faz doces caramelados cantarolando! Uma nova representação de masculinidade que tenta se fixar no inconsciente coletivo da humanidade. O homem-feminino do Pepeu Gomes… O homem que não tem que seguir estereótipos para provar que é de fato representante do sexo masculino…

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Sinto mel, noz-moscada, chocolate-amargo, ylang-ylang, rosas, muguet, erva-doce (a sementinha esmagada)… Tem tabaco úmido… aromático, o balck cavendish com aromas de rum, baunilha, frutas secas… No final, madeiras bem pronunciadas e toque doce-terroso do patchouli.

Acho eu que pegou carona no sucesso da estrela Angel de 1992…

Enfim, suas notas oficiais são: abacaxi, lima, limão, lavanda, mel, jasmim, ylang-ylang, rosa, lírios, noz moscada, gálbano, baunilha, sândalo, almíscar, cedro, âmbar, patchouli, tabaco.

Sabe o que eu acho? Que o Animale Animale é filho bastardo de Thierry Mugler…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perfumados Fragmentos Literários – ‘O Perfume’ – Estórias Abensonhadas, de Mia Couto

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Di Cavalcanti, Abigail(óleo sobe tela – 65 x 45 cm. – 1947)

 

O PERFUME

— Hoje vamos ao baile!
Justino assim se anunciou, estendendo em suas mãos um embrulho cor de presente. Glória, sua esposa, nem soube receber. Foi ele quem desatou os nós e fez despontar do papel colorido um vestido não menos colorido. A mulher, subvivente, somava tanta espera que já esquecera o que esperava.
Justino guardava ferrovias, seu tempo se amalgava, fumo dos fumos, ponteiro encravado em seu coração. Entre marido e mulher o tempo metera a colher, rançoso roubador de espantos. Sobrara o pasto dos cansaços, desnamoros, ramerrames. O amor, afinal, que utilidade tem?
De onde o espanto de Glória, deixando esparramejar o vestido sobre seu colo. Que esperava ela, por que não se arranjava? O marido, parecia terensaiado brincadeira. Que lhe acontecera? O homem sempre dela se ciumara, quase ela nem podia assomar à janela, quanto mais.
Glória se levantou, ela e o vestido se arrastaram mutuamente para o quarto. Incrédula e sonambulenta, arrastou o pente pelo cabelo. Em vão. O desleixo se antecipara fazendo definitivas tranças. Lembrou as palavras de sua mãe: mulher preta livre é a que sabe o que fazer com seu próprio cabelo. Mas eu, mãe: primeiro sou mulata. Segundo, nunca soube o que é isso de liberdade. E riu-se: livre? Era palavra que parecia de outra língua. Só de a soletrar senti a vergonha, o mesmo embaraço que experimentava em vestir a roupa que o marido lhe trouxera.
Abriu a gaveta, venceu a emperrada madeira. E segurou o frasco de perfume, antigo, ainda embalado. Estava leve, o líquido havia já evaporado. Justino lhe havia dado o frasco, em inauguração de namoro, ainda ela meninava. Em toda a vida, aquele fora o único presente. Só agora se somava o vestido. Espremeu o vidro do cheiro, a ordenhar as últimas gotas. Perfumei o quê com isto, se perguntou lançando o frasco no vazio da janela.
— Nem sei o gosto de um cheiro.
Escutou o velho vidro se estilhaçar no passeio. Voltou à sala, o vestido se desencontrando com o corpo. As bainhas do pano namoriscavam os sapatos. Temia o comentário do marido sempre lhe apontando ousadias. Desta vez, porém, ele lhe olhou de modo estranho, sem parecer crer. Puxou-a para si e lhe ajeitou as formas, arrebitando o pano, avespando-lhe a cintura. Depois, perguntou:
— Então não passa um arranjo no rosto?
— Um arranjo?
— Sim, uma cor, uma tinta.
Ela se assombrou. Virou costas e entrou na casa de banho, embasbocada. Que doença súbita dera nele? Onde diabo parava esse bâton, havia anos que poeirava naquela prateleira? Encontrou-o, minúsculo, gasto nas brincadeiras dos miúdos. Passou o lápis sobre os lábios. Leve, uma penumbra de cor. Carregue mais, faça valer os vermelhos. Era o marido, no espelho. Ela ergueu o rosto, desconhecida.
— Vamos ao baile, sim. Você não costumava dançar, antes?
— E os meninos?
— Já organizei com o vizinho, não se preocupa.
E foram. Justino ainda teve que tchovar(1) a carrinha. Ela, como sempre, desceu para ajudar. Mas o marido recusou: desta vez, não. Ele sozinho empurrava, onde é que se vira?
Chegaram. Glória parecia não dar conta da realidade. Se deixou no assento da velha carrinha. Justino cavalheirou, mão pronta, gesto presto abrindo portas. O baile estava concorrido, cheio pelas costuras. A música transpirava pelo salão, em tonturas de casais. Os dois se sentaram numa mesa. Os olhos de Glória não exerciam. Apenas sombreavam pela mesa, pré-colegiais.
Então, se aproximou um homem, em boa postura, pedindo ao guarda-freio lhe desse a licença de sua esposa para um passo respeitoso. Os olhos aterrados dela esperaram cair a tempestade. Mas não. Justino contemplou o moço e lhe fez amplo sinal de anuência. A esposa arguiu:
—Mas eu preferia dançar primeiro com meu marido.
— Você sabe que eu não danço…
E como ela ainda hesitasse ele lhe ordenou quase em sigilo de ternura: Vá Glorinha, se divirta!
E ela lá foi, vagarosa, espantalhada. Enquanto rodava ela fixava seu homem, sentado na mesa. Olhou fundo os seus olhos e viu neles um abandono sem nome, como esse vapor que restara de seu perfume. Então, entendeu: o marido estava a oferecê-la ao mundo. O baile, aquele convite, eram uma despedida. Seu peito confirmou a suspeita quando viu o marido se levantar e aprontar saída. Ela interrompeu a dança e correu para Justino:
— Onde vai, marido?
— Um amigo me chamou, lá fora. Já volto.
— Vou consigo, Justino.
— Aquilo lá fora não é lugar das mulheres. Fique, dance com o moço. Eu já venho.
Glória não voltou à dança. Sentada na reservada mesa, levantou o copo do marido e nele deixou a marca de seu bâton. E ficou a ver Justino se afastando entre a fumarada do salão, tudo se comportando longe. Vezes sem conta ela vira esse afastamento, o marido anonimado entre as neblinas dos comboios. Desta vez, porém, seu peito se agitou, em balanço de soluço. No limiar da porta, Justino ainda virou o rosto e demorou nela um último olhar. Com surpresa, ele viu a inédita lágrima, cintilando na face que ela ocultava. Alágrima é água e só a água lava tristeza. Justino sentiu o tropeço no peito, cinza virando brasa em seu coração. E fechou a noite, a porta decepando aquela breve desordem. Glória colheu a lágrima com dobra do próprio vestido. De quem, dentro dela mesma, ela se despedia?
Saiu do baile, foi de encontro às trevas. Ainda procurou a velha carrinha. Ansiou que ela ainda ali estivesse, necessitada de um empurro. Mas de Justino não restava vestígio. Voltou a casa, sob o crepitar dos grilos. A meio do carreiro se descalçou e seus pés receberam a carícia da areia quente. Olhou o estrelejo nos céus. As estrelas são os olhos de que m morreu de amor. Ficam nos contemplando de cima, a mostrar que só o amor concede eternidades.
Chegou a casa, cansada a ponto de nem sentir cansaços. Por instantes, pensou encontrar sinais de Justino. Mas o marido, se passara por ali, levara seu rasto. A Glória não lhe apeteceu a casa, magoava-lhe o lar como retrato de ente falecido. Adormeceu nos degraus da escada. Acordou nas primeiras horas da manhã, tonteando entre sono e sonho.
Porque, dentro dela, em olfactos só da alma, ela sentiu o perfume. Seria o quê? Eflúvios do velho frasco? Não, só podia ser um novo presente, dádiva da paixão que regressava.
— Justino?!
Em sobressalto, correu para dentro de casa. Foi quando pisou os vidros, estilhaçados no sopé de sua janela. Ainda hoje restam, no soalho da sala, indeléveis pegadas de quando Glória estreou o sangue de sua felicidade.

(1) Tchovar: empurrar

COUTO, Mia.
Estórias Abensonhadas
Lisboa, Editorial Caminho, SA, 1994

PS: Uma constatação. Ao buscar no Google imagens de ‘mulata baile arte’ ou ‘mulher negra baile’ ou qualquer frase semelhante, grande parte das imagens é de negras seminuas ou passistas sambando. Que estereótipo, que preconceito…

 

Patchouli Antique, Les Nereides

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Fotos celular 379

Conheci o Patchouli Antique no Encontro da APP. Aliás… ô lugar pra conhecer gente bonita-elegante-sincera e conhecer perfumes bons e atiçar minhas lombrigas! Consegui comprar via Ebay!

A caixa dele é um luxo! Delicada, elegante, com um cartão explicativo sobre a planta que nomeia o perfume.

Aqui o patchouli não tem ‘arestas e pontas’, não chega atirando como no Angel. É manso, doce, levemente terroso e tem ares vintage, mas nada ripongo viu?

Sei que é frequente a associação entre o aroma do patchouli e os tempos de Woodstock, mas tente se desfazer desse estereótipo…

Abre com lufada brevíssima de casca de laranja, que nos leva a uma pilha de madeiras aromáticas leitosas e adocicadas. Madeiras essas todas entremeadas de patchouli aos montes e em algum canto, meio escondida, tímida fava de baunilha empresta acorde achocolatado ao perfume.

E não podemos nos esquecer que tal pilha está sobre terra preta recém molhada de chuva…

Não tiro a majestade do patchouli no perfume da Les Nereides, mas sua beleza é em muito sustentada pelo leitoso/cremoso/exótico do sândalo, pela sofisticação do cedro e pela (embora discreta) doçura gulosa da baunilha. O almíscar aqui tem papel de ‘limpar’, clarear ou até mesmo ‘levantar’ aromas pesados e profundos: é o tal almíscar com cheiro de sabão em pó que torna tudo mais digerível para nossos olfatos condicionados a limpeza.

Se não fosse ele, acho que Patchouli Antique provavelmente seria demodê, escuro e pesado demais. Aquela coisa dark e gótica forçada, sabe?

A questão é que ele é lindo! Feminino, misterioso, empoado e antiquado na medida certa! Transita entre o hippie-chic e o gótico, o cigano e o boudoir…

Notas olfativas: patchouli, almíscar, sândalo, cedro, baunilha, laranja. Perfeitamente compartilhável, viu meninos?

      

Azzaro L’Eau Pour Homme, Azzaro – Cortesia da Perfumaria Aromatta

ImagemQue surpresa boa! Quem diria que a versão L’eau do Azzaro é tão toscana, fresca e leve! É, porque o Azzaro-pai é daqueles perfumes de ‘hombre-cabra-macho’ bombásticos né? Eu pessoalmente adoro perfumes masculinos com tonalidades aquáticas, frescas e quase tônicas em contraste com raízes e madeiras ao fundo, que ao misturar com o ‘sal da pele’ – leia: um pouco de suor – se tornam tão atraentes… Amigos, não me refiro a falta de banho, mas sim ao suor fresco, aquela película úmida que cobre o corpo  de quem fez um esforço físico brando, entendem?

A versão L’Eau é de 2011 e foi um dos perfumes masculinos que recebi como cortesia da Aromatta. Experimentei ele em mim e no meu marido – enjoado que é para perfumes – e ele gostou. Minha mãe também gostou e disse que usaria, enfim, foi unânime aqui em casa! Coisa rara… E digo mais: achei bem compartilhável, provavelmente meninas que usam perfumes masculinos vão se desmanchar por ele!

Representa a família Aromática Fougere e foi apresentado em 2011. Suas notas oficiais são:

Notas de sáida: grapefruit, limão Amalfi, yuzu.

Notas de coração: lavanda, gerânio.

Notas de fundo: vetiver, almíscar, sândalo, patchouli.

Abre com cítricos recém cortados, cascas recém tiradas do fruto! O toque levemente doce e herbal da lavanda trás conforto e limpeza ao perfume. As notas de fundo trazem a profundidade das raízes, com o vetiver em destaque! Almíscar dando o toque ‘assabonetado’ e uma gotinha de sândalo para dar breve cremosidade!

Adorável, elegante, dual sem ser assexuado. Para nosso clima é perfeito! Eu o colocaria na mesma prateleira do Bvlgari Aqua, do Acqua de Gió e do D&G Homme.

Você encontra o Azzaro L’Eau Aqui: http://aromatta.com/site/perfumes-azzaro.html?utm_source=aloucadosperfumes&utm_medium=blog&utm_campaign=aloucadosperfumes

Aviso: A Aromatta mandou as amostras, e eu resenho as que achei interessantes – não as determinadas pela loja. O blog ganha comissão pelas compras feitas no site através do link aqui divulgado.

 

 

 

 

Breu Branco/Copal (Protium hepytaphyllum)

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O breu-branco é uma resina de odor agradável e fresco, que nasce do cerne do tronco da árvore (Protium hepytaphyllum). Seu tronco é fino em comparação ao das grandes árvores da floresta, porém, pode crescer tanto quanto elas. Tem outros nomes: breu, breu-branco, breu-mescla, almecega-brava, almecega-verdadeira, copal.

A árvore expele esta resina naturalmente pelo tronco, como forma de autoproteção, quando é danificada ou ‘ferida’ por algum animal ou inseto da mata. No princípio o breu tem cor branca e brilhante, lembrando um mineral. Com o tempo, solidifica-se, formando uma massa dura, esbranquiçada e cinzenta, ou cinza-esverdeada, bastante quebradiça e facilmente inflamável. Ao encontrá-lo no tronco, vê-se o reflexo claro da resina recém expelida, semelhante a uma pedra bruta incrustada na madeira, que exala perfume fresco e envolvente quando tocado. Para retirar a resina do tronco da árvore, passa-se o facão sob a base da crosta até retirá-lo. Quando não é extraído, o breu branco vai “amadurecendo” e se solidificando até cair no chão para depois surgir novamente no tronco da árvore.

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A família breu compreende mais de 800 espécies tropicais, vulgarmente denominadas copal. O Breu Branco, ou breu verdadeiro, é o mais comum e o mais utilizado. É uma árvore de porte médio, entre 20 e 30 metros, e cuja madeira é utilizada na construção civil e no fabrico de vários objetos. Suas numerosas flores são de cor creme e seus frutos, que medem de 1 a 1,5cm de diâmetro, variam entre o esverdeado, amarelo e vermelho escuro. Os frutos são muito aromáticos e muito apreciados pelos povos da floresta.

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Podemos encontrar esta espécie por toda a região amazônica e as outras espécies do mesmo gênero na floresta atlântica brasileira.
Esta árvore cresce nas áreas de terra firme, em solo arenoso e argiloso, abundante em matéria orgânica.

A resina do breu é industrialmente utilizada para a fabricação de verniz, velas para iluminação e repulsivas de insetos. Também é usado como verniz para calafetação de canoas e comburente para o fogo (para ajudar a acender o fogão a lenha, por exemplo). Seu óleo essencial é largamente empregado na indústria cosmética e de perfumes e também para a produção de produtos de higiene. A resina do breu branco é utilizada na medicina popular como anti-inflamatório, analgésico, cicatrizante, estimulante, utilizado nas obstruções das vias respiratórias, bronquite, tosse e dor de cabeça. Também é empregado como incenso nas igrejas ou ritos religiosos. Muitos o chamam de ‘Olíbano Brasileiro’.

Na aromaterapia ela é empregada para a limpeza física e energética. Ela possui uma acção estimulante e ajuda a concentração. O óleo essencial do breu branco é incolor.

Usos tradicionais: em um frasco de 30ml de óleo neutro ou óleo de Andiroba, diluir 1 a 3 gotas de óleo essencial de breu. Misturar bem e aplicar sobre a pele.
Para aromatizar o ambiente, misturar duas gotas diluídas em álcool com 150ml de água.

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Fontes: http://naturaekos.com.br/biodiversidade/breu-branco/

http://www.emnomedaterra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=22:breu-branco&catid=2:oleos&Itemid=10

http://www.floresta.ufpr.br/alias/paisagem/public_html/curiosidades_aroma_das_flores.htm

Que cheiros te trazem conforto em dias de estresse?

Imagem por: Elisabeth Casagrande

Imagem por: Elisabeth Casagrande

Primeiramente: um brinde a Dâmaris, que teve a idéia de unir a ‘blogosfera perfumada’ em torno de uma mesmo assunto!

Stress… como viver com (ou sem) ele? O estresse, seja ele de natureza física, psicológica ou social, é composto de um conjunto de reações fisiológicas que se exageradas em intensidade ou duração podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse, porém, é uma atitude biológica necessária para a adaptação à situações novas. Recomendo a leitura desse texto, caso queira se aprofundar no assunto: http://www.medtrab.ufpr.br/arquivos%20para%20dowload%202011/saude%20mental/Delimitando%20o%20conceito%20de%20stress.pdf

Sou irritadiça, impaciente, ansiosa, hiperativa e reativa por natureza, quase agressiva. Em suma, um inferno, coitados dos que me aturam diariamente… Volta e meia tá lá o Sr. Stress – que hoje já é personificado, é uma entidade a rondar a vida das pessoas –  batendo na porta! E eu fico mais ou menos assim:

fright night Filme Trash: lixo ou genial?

Por que não usarmos dos benefícios dos aromas para ‘tirar’ o stress – mesmo que temporariamente – de nossa vida? A aromacologia fala sobre os efeitos positivos causados pelos aromas em todo organismo, nas emoções e no humor além de trazer bem-estar e melhorar a qualidade de vida (veja mais aqui: http://laszlo.ind.br/).

Não vou falar em aromas de forma geral, mas de perfumes que me acalmam em tempos de calor e de frio. No calor, adoro o aroma refrescante do chá-verde, é como um ganho gelado na alma! Gosto ainda dos perfumes que contém ‘cheiro de água’ e remetem a limpeza e frescor. No frio amo o conforto, o abraço da baunilha! É como um cobertorzinho macio mansamente colocado em suas costas!

E a lavanda! Soberana quando o assunto é relaxar e aquietar os sentidos! Ela é pra qualquer estação, qualquer hora e lugar! Rainha da paz e tranquilidade!

Seguem alguns perfumes que uso para ‘baixar a guarda’, no calor:

perfumes verão

Green Tea Tropical, Elizabeth Arden

Green Tea Lavander, Elizabeth Arden

CK One, Calvin Klein

Funny!, Moschino

Lavanda Johnson’s, imbatível!

E no frio:

pefumes frio

Eau des Missions, Les Couvent des Minimes

Vanilla Monoi, Tiare Tahiti

Heliotrope Blanc, L.T. Piver

E não posso deixar de citar o mergulho em uma piscina de chá morno que oferece o Eau Perfumée au Thé Rouge, da Bvlgari! Esse, para dias frescos, nem quentes nem frios!

Leia também os textos sobre o mesmo tema nos blogs: 1nariz, Village Beauté, van mulherzinha, Pimenta Vanilla, Perfumes Bighouse, Le Monde est Beau, Perfumes et Poésie, Templo dos Perfumes, Perfume na Pele.