Perfumaria no Oriente

Vamos a Babilônia… Por volta de 650 a.C a cidade da Babilônia, na Mesopotâmia, tornou-se o centro comercial de especiarias e perfumes da época. Conquistado dois séculos mais tarde por Alexandre, o império caldeu tornou-se parte da civilização helênica. A influência persa na vida grega incentivou a apreciação de plantas exóticas e o uso de perfumes e incensos. Alexandre entregou sementes e mudas de plantas da Pérsia ao seu professor em Atenas, Teofrasto, que criou um jardim botânico e foi autor do primeiro tratado sobre cheiros. Esse livro detalhava receitas de preparados aromáticos e perfumes, descrevendo prazos de validade e indicando usos terapêuticos. O texto diz que os perfumes deviam ser protegidos do sol, pois a luz e o calor alteravam seu odor. Essa lição é válida até hoje. Ao morrer, aos 33 anos, Alexandre foi cremado em uma pira carregada de olíbano e mirra. Graças à riqueza de alguns manuscritos, resgatados pelo historiador Heródoto, conhecemos as primeiras experiências na extração de cheiros de pétalas e folhas, e de seus usos e funções no preparo de ungüentos, loções e perfumes (fonte: Brasilessência: a cultura do perfume, de Renata Ashcar).

Alkindus

No século IX o químico árabe, Al-Kindi (Alkindus), um livro sobre perfumes chamado “Livro da Química de Perfumes e Destilados”. Ele continha centenas de receitas de óleos de fragrâncias, águas aromáticas e substitutos ou imitações para drogas caras. O livro também descrevia cento e sete métodos e receitas para a perfumaria, inclusive alguns dos instrumentos usados na produção de perfumes ainda levam nomes árabes, como alambique, por exemplo.

Avicenna

O médico e o químico persas Muslim e Avicenna (também conhecido como Ibn Sina) introduziram o processo de extração de óleos de flores através da destilação, o processo mais comumente utilizado hoje em dia. Seus primeiros experimentos foram com as rosas. Eles se utilizavam de métodos para produção de perfumes líquidos, feitos de mistura de óleo e ervas ou pétalas amassadas que resultavam numa mistura forte. A água de rosas era mais delicada, e logo tornou-se popular. Ambos os ingredientes experimentais e a tecnologia da destilação influenciaram a perfumaria ocidental e desenvolvimentos científicos, principalmente na química (fonte: Wikipedia).

Navegadores europeus traziam da Índia e demais países orientais ingredientes aromáticos como canela, cravo, cardamomo, nardo, gengibre, noz moscada e outros. Eram especiarias caras, utilizadas tanto para aromatizar alimentos das mesas nobres ou para produção de medicamentos e produtos para perfumar o corpo.

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7 comentários sobre “Perfumaria no Oriente

  1. Você já assistiu àquela série de documentários produzidos pela BBC sobre perfumes? Três horas de material, vi aos poucos. Lá, além da presença bapho de Jean-Claude Ellena, a importância do Brasil no mercado, o processo de criação do Loud etc e etc, mostra um pouco do quanto os árabes são alucinados por perfumes.

    Muito bacana seu post! Estou sentindo que é uma introdução às resenhas dos Attars Al Rehab que você catou… 😉

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