Perfumados fragmentos literários – parte II

Ah, a Poesia! Segue “O Coração” de Antonio de Castro Alves (1847 – 1871), mantendo a grafia original:

O CORAÇÃO 

O coração é o colibri dourado

Das veigas puras do jardim do céo.

Um — tem o mel de granadilha agreste,

Bebe os perfumes, que a bonina deu.

 

O outro — voz em mais virentes balsas,

Pousa de um riso na rubente flôr.

Vive do mel — a que se chama — crenças,

Vive do aroma —que se diz — amor.

 

 

 

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