Gaultier2, Jean Paul Gaultier, por Carla Biscaglia

O post de hoje é muito especial! Contamos com a colaboração da amiga e outra louca dos perfumes Carla Biscaglia! Ela resenhou o delicioso Gaultier2! 

Segue o texto da Carla:

Ah, Gaultier, seu infant terrible…

Conversando pelo facebook, Diana perguntou se eu poderia resenhar algum perfume para o blog. Confesso que bateu o peso da responsabilidade pois não me considero um nariz treinado. Sou apenas esforçada e apaixonada como a grande maioria das pessoas que tem uma coleção cheirosa.  Não sei identificar tantas notas. Mas este querido que vos venho comentar consegue ser denso, enigmático, andrógeno e sensual mesmo sendo de uma simplicidade atroz.

Criado em 2005 por Francis Kurkdjian, mesmo criador de Fragile, Fleur du Male, Elie Saab Le Parfum, entre muitos outros. A proposta é de um perfume onde a simplicidade de suas notas pudessem ser compartilhadas entre o masculino e o feminino.

Ele não apresenta pirâmide, é composto por apenas três notas: âmbar, almíscar e baunilha. Notas de “base”,  normalmente usadas para dar corpo e fixação. Devido a isso  sua duração é espetacular. A sillage também é intensa, apesar da falta de flores e frutas em sua composição. Devido à tudo isso  se apresenta praticamente linear, apenas ondula suas notas como se revezassem em potência. Algumas pessoas poderiam dizer que essa característica tira a magia de observar a evolução de um perfume mas neste caso acho uma vantagem. Gaultier² se mostra ao mesmo tempo viril, feminino e carnal. E a simples combinação é tão poderosa e intensa que ninguém que o prova continua incólume. Normalmente se entrega e passa a desejá-lo.

Mesmo não tendo outras notas, no meio desse aroma inebriante percebo cheiro de tâmaras, ou uvas-passas ao rum, além de macio couro (pelica ou camurça?) e tabaco, bem leve. Benjoim também parece fazer parte dele, acento doce-amadeirado. Quente, te envolve em sua atmosfera de sedução, inebriante, licoroso.  Libidinoso, diria.

Infelizmente, descontinuado.  Ainda se encontra para vender em algumas lojas a preços não muito atraentes. Mas vale o investimento. Como “alternativa” a ele há Altamir, de Ted Lapidus. Não exatamente igual, tem suas diferenças, mas sua evolução pode ser percebida a semelhança. Gaultier² continua insubstituível. Ou como algumas pessoas o descrevem, sexualidade engarrafada. 

 Carla, muito obrigada pela sua colaboração! Achei sua resenha excepcional!

 

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3 comentários sobre “Gaultier2, Jean Paul Gaultier, por Carla Biscaglia

    • Dâmaris, eu s into pena de usar e economizo! Pq ele, o Imperial Opoponax e o Joop Le Bain estão no meu balaio de importância pessoal. O Ambre Gris tb.São quase meus perfume-assinatura..na dúvida, vou neles.

  1. Achei ótima a comparação do Gaultier2 ao Altamir, Carla, mas pelo que conheci do Altamir a proposta era mesmo outra.
    Penso que, depois de Lapidus, Ted Lapidus acertou muito com Altamir; que é menos polêmico e mais facilmente consumível, pois não tem aquele apelo ame-o ou destete-o. Altamir é viril sem ser provocante, é um um perfume de homem que não tem medo de marcar presença, mas que traz em si um caráter amável e luminoso. É um “perfume manhã de sol na costa amalfitana, de mãos dadas com a namorada”.
    Foi copiado pela Avon em um perfume relativamente bom mas que não evolui, oxida na pele, que é o Signature. O que, aliás, tem sido uma falha na Avon. Acho bem mais interessante quando essa marca cria, ao invés de copiar um caminho olfativo que se traçado sem preciosismo só resulta mesmo em fragrâncias que oxidam na pele 😦

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