Violeta (Viola odorata)

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Para começo de conversa: a violeta que enfeita nossas casas e compramos em vasinhos no supermercado, aquela de folhas carnudas, é a chamada violeta africana (Saintpaulia ionantha) e na verdade nem sequer pertence a família Violaceae. Estamos falando da Viola odorata, também chamada ‘sweet violet’, planta herbácea de origem europeia. Cresce em estado selvagem e é cultivada na Ásia, França e na América do Norte. Suas delicadas flores roxas, brancas ou variegadas aparecem no início da primavera. A violeta era o símbolo da deusa Atenas e foi uma das flores favoritas de Napoleão Bonaparte. No século 19, os perfumes à base de violeta eram muito populares.

No século XV podia ser encontrada em todos os jardins de mosteiros, para uso tanto na preparação de alimentos quanto medicinal. Ela era utilizada para aliviar melancolia e para curar dores de cabeça e insônia, até mesmo em bebês: colocavam-se as suas flores sobre seus travesseiros.
Em 1829, o médico alemão M. Staptf começou a utilizar a violeta na homeopatia, visando o tratamento de dores de ouvido, sinusites e reumatismos. A medicina popular aproveita bem as flores e raízes da planta, uma vez que as folhas apresentam poucos princípios ativos. O macerado das flores e raízes é muito usado para limpeza dos brônquios, contra conjuntivites e inflamações do nariz e da garganta.
O aroma das flores da violeta é diferente do cheiro das folhas. A flor possui aroma doce-amadeirado-floral devido a presença das iononas. Estes iononas foram separadas primeiro de violetas de Parma por Tiemann e Kruger em 1893. A descoberta de iononas acionou o sucesso da produção de notas de violeta sintéticas. A paleta de perfume de iononas varia de aromas de violetas frescas em flor para o amadeirado suave e nuances florais doces.

Já as folhas emitem um aroma intenso verde, que é se assemelha a grama aparada combinada com uma pitada de pepino. No Sul da França dois tipos de violetas são cultivadas principalmente pelas suas folhas – Parma e Victoria. O aroma fresco de folhas de violeta é um componente de muitas composições de fragrâncias, que vão desde floral fresco ao oriental e fougere.
O absoluto de violeta é obtido através da destilação (de flores, folhas e caules) com solventes voláteis.

Na tradição de vários povos, credita-se a violeta alguns poderes mágicos: dizem que a pessoa que colher a primeira violeta que se abrir na primavera atrairá o verdadeiro amor!
As flores são comestíveis e podem ser consumida in natura em saladas ou na forma de xaropes. É comum o uso de violetas açucaradas com açúcar de confeiteiro. As folhas não são comestíveis.
Na mitologia era considerada a flor de Zeus. Conta a lenda que Zeus estava apaixonado por uma bela jovem chamada Io e, para protege-la de Hera, sua esposa ciumenta, transformou-a em um bezerro. Depois, para alimenta-la com uma iguaria delicada, Zeus ordenou à terra que produzisse uma linda flor em homenagem à sua amada. A esta flor, ele deu o nome de Íon, a palavra grega para violeta.
Segue aqui uma receita de ‘violetas cristalizadas’ para uso em confeitaria:
Escolha violetas frescas muito perfumadas. Prepare uma calda, usando uma xícara de água e ½ Kg de açúcar de confeiteiro. Ponha as violetas a ferver por um minuto nessa calda, tendo o cuidado de colocar na caçarola uma quantidade pequena para não amontoá-las.
Com uma escumadeira, retire as violetas e espalhe-as sobre papel impermeável. Aqueça o forno prévia e brandamente. Depois que as violetas estiveram passadas na calda, coloque-as para secar em forno baixo, virando-as uma vez.

Fontes: http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A16violaodorata.htm
http://www.osmoz.com.br/enciclopedia/materias-primas/verde/190/folhas-de-violeta-viola-odorata
http://www.fragrantica.com/notes/Violet-116.html
http://estela-aromanossodecadadia.blogspot.com.br/2010/11/violetas-perfumadas.html

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