La Roue de La Fortune 10 – D&G Anthology, Dolce&Gabbana

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La Roue de La Fortune. É o Arcano X, a “Roda da Fortuna”. Quase que imediatamente, as pessoas associam a palavra fortuna a riquezas, e acabam acreditando que essa carta representa dinheiro e ganhos materiais. Entretanto, esse arcano possui um significado muito mais profundo e abrangente. Em primeiro lugar, é preciso compreender a origem simbólica desta carta. “A Roda da Fortuna” é o tear das Moiras – Cloto, Láqueis e Átropos – as deusas gregas que fiavam, teciam e cortavam o fio da vida. Trata-se de uma metáfora dos processos de nascimento, crescimento e desenvolvimento, e desencarne. O fio da vida na roca do destino.

Fortuna também é a deusa romana da sorte, seja ela boa ou má. Geralmente é representada portando a cornucópia, símbolo de abundância, e o leme, que por si só já lembra a figura da Roda, acrescido do sentido de direção. Na imagem desse arcano vemos uma grande Roda que se sustenta em um eixo, e no topo uma figura (geralmente uma esfinge, que simboliza os desafios), além de uma personagem subindo e outra descendo em seu arco. Não se trata da roda do dinheiro, portanto. É a roda da vida.*

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Há muitas interpretações para a Roda da Fortuna, essa é apenas uma delas. Pode-se falar das idades do homem, das fases da lua, do destino inexorável.

Já falei de outro perfume desta incrível coleção, o La Lune 18. Quando falei dele, disse que tinha achado lindo utilizar nomes de cartas de tarô e top models ícones dos anos 90. Como algo tão intrincado, simbólico, arquetípico como os símbolos do tarô tinham sido traduzidos para frascos espartanos e com modelos despidos de indumentárias? Eles por si só, em pele, seriam a representação da carta.

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La Roue de La Fortune é perfeito para quem gosta do Angel e para quem o odeia. Explico… Imagina todo o esplendor de patchouli do Angel sem a doçura gormand que o rodeia.

O patchouli dá as caras logo nas notas de saída, cercado de abacaxi suculento e um toque apimentado, desses que faz pinicar a ponta do nariz.

Nas notas médias temos flores brancas bem orquestradas, são bem presentes mas não invasivas. Diria até que são comportadas, comedidas. E difícil conseguir esse resultado com a mistura de gardênias, tuberosas e jasmins heim!

Logo chega a íris e deixa tudo empoado e texturizado. Pois é, texturizado. Ganha aspectos táteis, dá a sensação de maciez felpuda, aveludada.

O patchouli até agora foi folha esmagada entre os dedos, picante, esverdeada. Depois de algumas horas na pele ele enraíza, torna-se profundo. Ganha aspecto adocicado, quase terroso e vem acompanhado de resina esfumaçada. A baunilha vem em gotas e dá uma suavizada na dupla patchouli/resina.

É um perfume perfeitamente agênero e exótico! Apesar de estar descontinuado é facilmente encontrado em sites internacionais.

Notas de saída: abacaxi, pimenta rosa, notas verdes.

Notas de coração: gardênia, jasmim, tuberosa.

Notas de fundo: íris, patchouli, benzoim, baunilha.

Apresentado em 2009, criado por Aurelien Guichard.

Fonte: http://www.personare.com.br/roda-da-fortuna-mudancas-inesperadas-da-vida-m4815

 

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