Farah, Brecourt

farah

A Brecourt é uma marca francesa de nicho nascida em 2010 pelas mãos (e nariz) de Emilie Bouge. Faz muito, muito, muito tempo eu solicitei no site da marca um kit de amostras, eu tinha lido em outro blog de perfumes sobre tal kit que viria para o Brasil a preço módico, então resolvi pedir. Mas olha, faz tanto tempo, nada achei no site atual da marca sobre esse material…

Todos os perfumes da  marca são de grande qualidade, mas o Farah ganhou meu coração e hoje usei a ultima gotinha da amostra. Segundo as palavras da perfumista que o criou:

“Meu gosto pela cultura oriental inspirou um perfume quente, que o instinto coexiste com requinte. Farah é proibido-tentador. Eu o queria como o acessório de uma mulher que não tem medo de liberar a parcela de erotismo que está dentro dela.”

Farah é de fato quente, exótico e tem uma evolução belíssima na pele. Revela seus encantos aos poucos, é versado na arte da sedução!

A primeira associação que Farah provocou em mim foi a do cheiro de leite com açúcar queimado e canela, daqueles que as mães e avós fizeram pra gente em dias frios. Já tomou? É assim, derrete o açúcar até virar caramelo, joga leite, canela em pau e deixa ferver. Vai perfumar sua casa e sua vida!

Depois senti uma nota animalesca contida. Fera que só passa perto, provoca, assusta, arrepia e parte. Como um grande felino que visita um acampamento noturno para te lembrar que você pode estar por lá, mas na verdade aquele local é dele, e você pode ser devorado se assim for o seu desejo… Doce, viscoso, um pouco sujo. Esse foi então o recado animálico de Farah.

E aí me vem ao nariz um cheiro familiar, algo que eu gosto e como no Natal! Tâmaras! Farinhentas, doces, acolhedoras. Me fez lembrar da Julia Biase.

E aí me distraio. Fico uma meia-hora sem cheirar mais atentamente o Farah, e aí então sou ‘acordada’ por uma nuvem de patchouli terroso, molhado, doce. Aquele patchouli-feiticeiro tentador…

Depois da ‘surra-de-patchouli’ ainda existe o achocolatado/abaunilhado da fava-tonka, o esfumaçado de resinas queimando, o macio e sensual almiscar e outras sensações florais-melífluas!

Libidinoso o Farah, desperta sentidos!

Ah, dizem que se assemelha aos celebrados Ambre Narguille e Dolcelisir!

Notas de saída: canela, styrax, bergamota.

Notas de coração: tâmara, mel, couro, cedro.

Notas de fundo: patchouli, ládano, almíscar, benjoim, fava-tonka.

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http://www.artistsandart.org/2009/07/art-of-anton-pieck-1001-arabian-nights.html

 

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