Chanel N°5 – Nicole Kidman

Como já disse antes, fui inspirada pela recente leitura do livro “O Segredo do Chanel N°5 – A história íntima do perfume mais famoso do mundo”, de Tilar J. Mazzeo, postarei uma série de vídeos publicitários de tal mítico perfume, com suas mais famosas garotas propaganda.
A musa da vez é a atriz Nicole Kidman, que nesta campanha contracena com o brasileiro Rodrigo Santoro.
Impressão minha ou na época de tal propaganda, em 2004, Nicole ainda não sofria os efeitos do excesso do botox?
Mais informações sobre tal “filme” aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/No._5_the_Film

Chloe Love, Chloe

Mas que amor de perfume! Floral, docinho, atalcado, róseo, gracioso, de moça romântica, mas nada boba, daquelas que devagarzinho, sabem seduzir… Não espere um perfume de bailarina

Love (vamos chamar assim?) foi lançado em 2010 e criado por Louise Turner e Nathalie Garcia-Cetto. A modelo da campanha publicitária foi a brasileira Raquel Zimmermann. Não acho que a roupa e postura da modelo esteja de acordo com o perfume, mas enfim…

Love é marca presença de foram discreta e delicada, sem alarde. Ele não é a atração principal, e sim o complemento de um mulher que por si só já é atraente e encantadora. Primeiro nota-se ela, depois o perfume.

Em mim a fixação foi pouca, mas em outras pessoas que conheço foi de horas e horas a fio. A culpa não é do Love, então, é minha. Não vou condená-lo.

Notas de saída: flor-de-laranjeira Africana, pimenta rosa.

Notas de coração: íris, jacinto, heliotrópio, lilás, glicínia.

Notas de fundo: almíscar, arroz, notas atalcadas.

A flor-de-laranjeira é evidente no início, mas logo dissipa e deixa o buquê floral dar seu show. Sinto com força a íris e o jacinto adoçadas pelo heliotrópio. Do fundo sinto uma breve semelhança com o Kenzo Amour Florale. 

Queria conhecer melhor essa nota de arroz. Será que tem cheiro de pó-de arroz? Deve ser. Love tem lá seu cheiro de talco ou pó-de-arroz lá no finalzinho, aquela coisa bem “boudoir” e feminina.  

Love é simples, sem grandes pretensões, e é isso que o torna bonito. É um dos “rosinhas” atuais que escapam de ser sem graça e bobinhos, pueris. Tem lá seu “veneno”, tem lá seu calor. Está longe de ser paixão, mas é bem agradável! 

Azzaro 9, Azzaro

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Então, as vezes eu tenho sorte! Consegui essa raridade em uma loja física daqui de SP, da região da 25 de março. É um tester, e aposto que está vencido fazem mil anos, mas o importante é que está com o cheiro perfeito, sem alterações (oxidação, rancidificação ou demais processos químicos que detestamos).

E como fiquei feliz! Tinha lido sobre ele em uma das revistas daquela coleção “O Fascinante Mundo do Perfumes” e a curiosidade era grande…

Azzaro 9 é floral. Floral até a alma! Flores em profusão, com leve toque aldeídico e frutal, que o deixam com aquela característica das décadas de 80 que ou você adora ou odeia: a opulência! 

Foi apresentado em 1984 e está descontinuado, obviamente…

Notas de saída: aldeídos, abacaxi, mandarina, bergamota.

Notas de coração: mimosa, tulipa, cravo (flor), tuberosa, lírio, jasmim, glicínia (linda flor de nome feio: Wisteria floribunda), ylang-ylang, lírio-do-vale, rosa, flor-de-laranjeira, Genista tinctoria (juro que tentei achar a tradução para o nome popular da planta em português, mas não encontrei, se alguém souber,por favor, me conte).

Notas de fundo: sândalo, almíscar, musgo-de-carvalho, baunilha, incenso, cedro.

O que sinto em Azzaro 9 é um imenso buquê floral, com destaque para a tuberosa, a tímida porém presente flor-de-laranjeira, o jasmim e os lírios. Flores brancas e amarelas!!! 

Das notas de fundo sinto a presença do sândalo, do cedro e do inconfundível musgo-de-carvalho, que dá um “corpo” incrível ao perfume, bem com grande fixação e um breve toque fougère, de sugestão masculina e fresca. 

Azzaro 9 agradará (ou agradaria, visto sua descontinuação) aos fãs de florais opulentos, porém não tão densos da década de 80. Acho também que muitos o considerariam “datado” e demodê, mas como eu sou fã de perfumões Azzaro 9 ganhou minha admiração.

O frasco é lindo, faz lembrar um leque! 

Ainda existem exemplares disponíveis no Ebay, e se você for fã da perfumaria oitentista, dê uma olhadinha…

 

A História do Sabão e da Higiene Corporal, por Leopoldo Costa

Encontrei tal texto muito interessante no blog do Leopoldo Costa (segue o link: http://stravaganzastravaganza.blogspot.com.br/2011/03/historia-do-sabao-e-da-higiene-corporal.html). Entrei em contato com o mesmo através de email e ele gentilmente autorizou a reprodução de seu texto aqui no blog! Acredito que ele venha complementar e série anterior “A História do Banho”, que apresentei em 3 partes aqui no blog! Vamos la?

A História do Sabão e da Higiene Corporal
 
Por Leopoldo Costa
  
Na Antiguidade
 

Foi encontrado numa escavação na Babilônia, um cilindro de argila datado de 2800 a.C, que trazia a descrição de um produto elaborado com gordura animal fervida com cinzas que se transformava numa pasta que era usada como creme para pentear os cabelos. Não existe nenhuma referência da utilização desta pasta para fins de limpeza.
No Egito, um papiro datado de 1500 a.C, que fazia parte de um tratado médico, existe a descrição de um produto combinando gordura animal e óleos vegetais com sais alcalinos, formando uma pasta usada para tratamento de problemas de pele e para banhos medicinais.
Cleópatra (70-30 aC.), famosa pelos seus banhos, não conhecia o sabão. Nas suas abluções, usava óleos essenciais, leite de égua e areia finíssima como agente abrasivo de limpeza.
Nos livros da Bíblia, está registrado que os israelitas usavam uma mistura de cinza de madeira e óleos vegetais como agente de limpeza. Moisés, por exemplo, exigia que todos tivessem uma boa higiene pessoal e se mantivessem limpos de corpo e alma.
Em Roma, Plínio, o Velho (23/24-79) na sua ‘História Natural’, menciona a preparação do sabão a partir do cozimento do sebo de carneiro com cinzas de madeira. Pela sua descrição o procedimento exigia o contínuo cozimento da pasta até obter um produto mais sólido. Ele menciona que os Fenícios já conheciam essa técnica desde 600 a.C. e também relata que mais tarde, que os Romanos importavam da Gália um sabão fabricado de sebo, cinzas e cal.
O médico grego Galeno (130-200), que clinicou em Roma, receitava uma pasta preparada com cinzas e gorduras para a remoção da sujeira pessoal e dos tecidos mortos da pele. O mesmo fazia o alquimista árabe Geber (Jabin Ibn Hayyan) num manuscrito do século VIII.
Na Grécia, a higiene corporal era feita com pedaços secos de argila, areia fina, pedra pome e cinzas, sendo depois, besuntados com óleo e raspados com uma lamina de metal chamada ‘strigil’ para arrastar todas a sujeira.
Os Romanos eram cuidadosos com a higiene pessoal e tomavam banho regularmente. Usavam os mesmos produtos e o mesmo sistema dos Gregos e depois, eram massageados com azeite de oliva perfumado com bálsamo e ervas. Em Roma certamente o sabão era usado para outros tipos de limpeza doméstica, pois foi encontrado nas ruínas de Pompéia uma fábrica de sabão em barras.
Em 312 a.C. foi construída em Roma a primeira terma para banho público que era alimentada com a água trazida através dos famosos aquedutos de pedra que sobrevivem até hoje. Só que os banhos públicos em pouco tempo tornaram-se, além de uma local de prática de higiene corporal, um ambiente de luxúria e libertinagem.

Na Idade Média 

Depois, da queda do Império Romano até a Idade Média, o habito de tomar banho foi esquecido.
Na Idade Média, o banho, era considerado prejudicial a saúde. As pessoas geralmente tomavam apenas dois ou três banhos durante o ano, costumeiramente nos meses da Primavera e Verão. A razão da escolha do mês de Maio como o mês dos casamentos,era por que como as noivas tomavam durante o mês um dos banhos anuais, o odor das partes intimas não era tão forte. Também o hábito do uso do bouquê de flores pela noiva tinha a finalidade de mascarar os odores corporais.
Todos da família tomavam o banho na mesma tina, na mesma água. A prioridade era do chefe da família, seguido pela esposa e sucessivamente pelos filhos pela ordem de idade. Os últimos eram os bebês, quando a água já estava bem suja.
O cheiro dos corpos impregnava os ambientes, mas as pessoas estavam acostumados com isto e parecia normal. As roupas das pessoas e de cama eram lavadas também somente duas ou três vezes ao ano, por que eram poucas e o sabão custava muito caro. As casas e os moradores viviam infestadas de pulgas, piolhos e percevejos. Nas áreas urbanas, as pessoas usavam o penico para fazer as necessidades fisiológicas e estes como a água usada no banho, eram atirados pela janela. O lixo era também jogado pela janela e acumulava perto das casas. Para piorar, os porcos que durante o dia vagavam pelas ruas, se serviam destes dejetos. Devido a tanta falta de higiene e também o costume de manterem vacas, porcos e ovelhas para passar a noite em cômodos contíguos à casa, os ratos e baratas proliferavam, causando doenças e pestes como a Peste Negra no século XIV.
No Império Bizantino a higiene foi revitalizada e voltaram os banhos a ficar na moda.

A Origem do Vocábulo ‘Sabão’ 

Diz uma lenda que a palavra sabão (‘sapo’ em latim) tem sua origem no monte Sapo, local onde eram efetuados sacrifícios de animais às divindades. Na época das chuvas os resíduos gordurosos dos animais sacrificados, junto com as cinzas, eram levados pelas águas até os pântanos da margem do rio Tibre. Quando as chuvas cessavam e com o calor do sol, a concentração de gordura e cinza era aumentada no pântano. As lavadeiras da região descobriram que a lama do pântano era um bom detergente para lavar as suas roupas.
Segundo outros etimologistas, a palavra ‘sabão’ deriva-se do germânico saiponque designava um produto pastoso, que era usado para limpeza corporal dos Germanos. Eles e os Gauleses conheciam também uma pasta de gordura e de cinzas que era usada para colorir o cabelo de vermelho.
 
 
A Indústria do Sabão
 
 

No século XIII a técnica de fabricação de sabão foi introduzida na França e no século XIV na Inglaterra.
No século XIX a indústria de sabão foi desenvolvida em Marselha na França, surgindo concorrentes em Alicante na Espanha, Savona, Veneza e Gênova na Itália.
Uma história ingênua e apócrifa relata que em Savona, na Itália, ao deixar cair lixívia (de cinza) em óleo, uma mulher teria descoberto o sabão.
Nessa época o sabão era preparado na região mediterrânea com azeite de oliva e no norte da Europa e Inglaterra com sebo animal.
Em 1622 o rei Jaime I concedeu o monopólio da produção de sabão na Inglaterra a uma única empresa, recebendo para isso uma taxa anual equivalente a 100 mil dólares de hoje.
Em 1766 a Coroa portuguesa estatizou todas as saboarias do reino.
Em 1791 o químico francês Nicolas Leblanc (1742-1806) registrou a patente do método de produção da barrilha (carbonato de sódio) a partir da salmoura, permitindo grande oferta de um alcalino de baixo custo para a fabricação de sabão.
Michel Eugene Chevreul (1786-1889) descobriu a composição química das gorduras em experiências realizadas entre 1813 e 1823.
Em meados do século XIX o químico belga Ernest Solvay (1838-1922) criou o processo de obtenção da soda caustica a partir da amônia. Todos estes acontecimentos colaboraram com o desenvolvimento da indústria de sabão e o barateamento de custos.
No final do século XVIII o banho cotidiano voltou à moda, considerado como um benefício para a saúde, houve até um movimento médico denominado ‘cura pela água’.
Nos Estados Unidos inicialmente os colonos não produziam sabão e usavam o produto importado da Inglaterra. Logo foi iniciada a produção a nível doméstico.

Colgate 

Em 1806, William Colgate (1783-1957), filho de uma família de imigrantes ingleses, residentes no interior dos Estados Unidos, tinha 23 anos quando foi tentar a vida em Nova Iorque. Ganhou dinheiro e logo depois inaugurou a primeira fábrica de sabão nos Estados Unidos e em 1830 começou a comercializar o seu produto em todo o país, que era o sabão em tabletes de peso uniforme, diferente do usual na época, quando se cortava um pedaço de uma barra de quase meio metro de comprimento no balcão do estabelecimento e cobrado pelo peso.
Em 1872 lançou o sabonete perfumado para banho. Foi a origem de uma das maiores empresas dos Estados Unidos que diversificou as suas atividades passando a produzir também creme dental e produtos congêneres.
 
Lever e a Unilever
 

Em 1884 na cidade de Bolton na Inglaterra William Lever (1851-1925) e seus irmãos fundaram a empresa ‘Irmãos Lever’ com o propósito de comercializar sabão à peso, cortados na frente do freguês, como era o costume na época.
Estava visitando um estabelecimento comercial quando de repente chegou uma senhora e pediu uma libra ‘daquele sabão fedorento’ o que deixou William bastante preocupado pois era ele quem fornecia o produto para a loja. Então teve a idéia de melhorar a qualidade e perfumar de leve o sabão, dar-lhe uma marca e vendê-lo em tabletes com peso padrão e embalagem de bom gosto. Tinha criado o sabão ‘Sunlight’ e para produzi-lo com a sua fórmula e embalagem contratou uma fábrica de terceiros. Foi um grande sucesso de vendas na Inglaterra. Logo construiu uma fábrica própria e em apenas oito anos de mercado, começou a ser conhecido em toda a Europa e já era o sabão mais vendido no mundo.
Para garantir matéria prima em quantidade, qualidade e preço os ‘Irmãos Lever’ compraram fazendas na África Ocidental para produzir óleo de palma e uma frota de navios baleeiros para garantir o abastecimento de gordura animal (óleo de baleia).
Em 1894 lançaram o sabonete perfumado ‘Lifebuoy’(que existe até hoje) e em 1899 o sabão em flocos ‘Lux’. O faturamento da empresa cresceu geometricamente. Como havia excedente de óleos vegetais produzidos nas fazendas africanas decidiram também produzir margarina. Com o apoio logístico montado para a venda de sabão, ganharam com o novo produto uma boa fatia do mercado, vindo a preocupar a maior vendedora de margarina europeia que era a Unie, empresa formada pela família Jurgens e família Van den Bergh com sede na Holanda. Depois de muitas negociações decidiram juntar as forças e em 1930 as empresas se uniram o que deu origem a Unilever, (“Uni” de Unie e Lever) hoje uma das maiores empresas de produtos de consumo do mundo com ramificações em quase todos os países do Mundo, inclusive no Brasil.

O Sabão no Brasil

No Brasil, em 1860, já havia fábricas de sabão em algumas cidades. Produziam o sabão de barra que era conhecido como ‘sabão do reino’, pois inicialmente era importado de Portugal.
Nas fazendas de Minas Gerais, nos séculos XVIII e XIX, era fabricado um tipo de sabão preto usando os restos de gordura de porco e de boi e a ‘decoada ’, um liquido escuro (lixívia) que era obtido, passando água por um balaio cheio de cinza que ficava apoiado sobre pedras. O balaio com cinzas permanecia dias e dias gotejando a substancia, necessitando de ser reposto a água, até acumular o volume necessário para a quantidade de sebo disponível. Depois, num caldeirão grande a ‘decoada’ era misturada com o sebo e fervido até ganhar o ponto adequado. Faziam-se os sabões em formatos de bolas que tinham um bom poder detergente e era usado para lavar tudo, até para as pessoas tomarem banho. Eram embalados em palha de milho, sendo o único tipo de sabão que conheciam e podiam dispor. Como não era tão alcalino, se fosse deixado em lugares inadequados, os famintos cachorros das fazendas o devorava.
Sabões de toucador perfumados ou sabonetes eram coisas raras na época colonial. Importados da França e de preço elevado, inacessível para a maioria da população. Os ricos fazendeiros tinham sempre um sabonete francês guardado a sete chaves, para ser usado quando recebesse visitas importantes como a do padre ou de algum nobre da Corte.

A Glicerina

A glicerina é um subproduto da industrialização das gorduras para a produção de sabão. A palavra deriva-se do grego ‘gluceros’, que significa ‘doce’. Foi descoberta  por Carl Wilhelm Scheele (1742-1786) e foi Domier quem descreveu o método de recuperação da glicerina durante o processo de saponificação. A glicerina é usada na medicina, na indústria de alimentos e na fabricação de cosméticos sendo um excelente agente umectante.

 
Postado em 1 de Março de 2011 por Leopoldo Costa.
 

Obrigado Leopoldo, pela gentileza e generosidade!

Encre Noire Pour Elle, Lalique

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Ah, Lalique! Sempre despertando meus desejos consumistas! E lá fui eu em busca do bonito Encre Noire Pour Elle. Como resistir a elegância do frasco negro, de letras douradas e aspecto pesado? Só pra constar, ele é bem pesado mesmo…

Demorou 3 meses para chegar, importação é aquela história já conhecida, mas valeu a pena!

Encre Noire Pour Femme é perfume de princesa! Não de princesa Disney, mas princesa de verdade, realeza, nobreza e a coisa toda. É fino, elegante, bem elaborado e requintado! Só não espere a sensualidade prometida pela propaganda: ele é elegante, não sexy. Princesa, lembra? Aliás, nunca nenhum perfume da Lalique me trouxe a atmosfera de sensualidade, e sim de requinte e bom gosto…

Foi apresentado ao público em 2009 e criado por Christine Nagel. 

Notas de saída: bergamota, frésia, ambrette (musk mallow).

Notas de coração: osmanthus, rosa, kephalis (molécula desenvolvida criada pela casa Givaudan que possui nuances de tabaco e âmbar, transmitindo sensação de de calor e conforto).

Kephalis Kephalis

Molécula de Kephalis

Notas de fundo: vetiver, almíscar, cedro.

Encre Noire tem cheiro de creme de rosas, com um toque adocicado. Abre com nuances verdes que logo dissipam e dão lugar ao “cremoso” de rosas, temperado com o frescor do vetiver e do cedro e ao mesmo tempo com o calorzinho aconchegante do kephalis.

São poucas notas, é um perfume simples e de bom resultado. Consegue transmitir a mensagem de imensa feminilidade: delicada, romântica e até mesmo frágil.

Agrada mulheres de todas as idades, principalmente as que gostam de tons pastéis, objetos róseos, romances, comédias açucaradas e de finais felizes! E mesmo as que não são assim românticas (como eu, a exemplo), terão dificuldades em dizer “não” ao Encre Noire. Ele é um perfume de sonho, feito de nuvens e de coisas macias! 

E engraçado, o vidro negro nos remete a algo mais exótico, quente e sedutor. Mas acho que aí é que está toda a graça de tal perfume, a sensualidade que existe no simples fato de ser mulher, sem artifícios ou apelos. Nossos mistérios…

(Encre Noire Pour Elle veio ao público 3 anos depois do perfume Encre Noire masculino. Seu frasco remete a um tinteiro adornado com letras douradas, em bonita caligrafia.) 

 

 

Byblos, Byblos

Azul! De embalagem e de alma! É um perfume azul! Da cor do mar. Embora Byblos seja um exemplar da família olfativa floral frutal, acho que ele é um bom exemplo do que eu imagino que deva ser um perfume inspirado na Itália e na região Mediterrânea. 

Foi criado em 1990 por Ilias Ermenidis, para a marca italiana Byblos.

Tem aquele efeito “assabonetado”, que tantos amam e tantos odeiam. É delicado, mas não    de pouca sillage e fixação. Suas notas frutais são “abafadas” pelo rico buquê floral (seriam as culpadas a íris e a violeta?) e possui ainda um “ar” fresco, marítimo, costeiro. 

Notas de saída: abacaxi, maracujá, cassis, mandarina, cássia, pêssego, grapefruit, margarida, bergamota.

Notas de coração: mimosa, lírio, íris, gardênia, violeta, orquídea, jasmim, heliotrópio, ylang-ylang, rosa, lírio-do-vale.

Notas de fundo: almíscar, pimenta-preta, framboesa, vetiver.

Byblos para mim é uma visita a uma farta e variada floricultura! Lá existem algumas gramíneas e heras que dão uma leve nuance verde ao buquê e o torna menos doce e melífluo. Deve ser o vetiver e a pimenta…

As notas frutais estão presentes, principalmente o maracujá e o cassis. Sinceramente, não sinto o abacaxi. O curioso é que a nota de saída que mais percebo é a margarida! Fresca, pura, bucólica! 

As notas florais são bem mescladas, mas o destaque fica com a rosa, o lírio e o ylang-ylang. Gostaria que tivesse o heliotrópio mais pronunciado, para dar uma nuance mais calorosa e cremosa ao perfume. Mas Byblos é assim: fresco e denso ao mesmo tempo. Tem algo de maresia e algo de campestre!

Aos que admiram florais levemente adocicados e de longa duração, Byblos é o paraíso!

E é isso que imagino de um perfume italiano: rico, cheio de notas exuberantes, um misto de inocência e malícia. Fresco porém intenso. Nada dessas águas de colônias com cheiro de limonada que dizem por aí serem a cara do Mediterrâneo…

Uma curiosidade: Biblos (βύβλος) é o nome grego da Fenícia, era conhecida pelos antigos egípcios por Kypt, Keben, ou Kepen.

Aparentemente, os gregos chamaram-lhe Biblos porque era através de Gebal que o byblos (βύβλος “o papiro egípcio”) era importado para a Grécia. 

Biblos situa-se na costa mediterrânea do atual Líbano, a 42 quilômetros de Beirute. É um foco de atração para arqueólogos devido às camadas sucessivas de destroços resultantes de séculos de habitação humana. 

                

Resultado da enquete: “Qual seu post preferido no ‘aloucadosperfumes’?”

Primeiramente, agradeço a quem respondeu a enquete. Segue abaixo o resultado. Com isso, vi o que mais agrada aos leitores e tentarei fazer com que os posts favoritos de vocês sejam mais presentes no blog!

Qual seu post favorito no “aloucadosperfumes”?
 
Resenhas sobre perfumes   11 69%
Artigos sobre história da perfumaria e correlatos   2 13%
Perfumados fragmentos literários   0 0%
Matérias primas   1 6%
Métodos de produção de perfumes   1 6%
Demais curiosidades sobre perfumaria, indicação de sites, etc.   1 6%

Até amanhã e excelente semana a todos!

E sem mais porque hoje é meu aniversário e eu quero é aproveitar!!! Uhuuuuu!!!