“The scent of freedom”, Liberte foi criado em 2007 por Olivier Polge e Domitille Berthier. Uma vez li que Liberte foi criado para as filhas das mulheres que usaram Eden e Anais Anais, e faz todo sentido. É um perfume juvenil, sem grande pretensões, mas faz bonito! É bem elaborado, tem boa fixação e projeção e não se limita a um cheiro adocicado que faz a linha “menina-moça”. Para mim Liberte tem cheiro de casquinha de laranja coberta de chocolate meio-amargo. Deve ser o heliotrópio… Hmmm, gostoso! A embalagem é bonita, de fácil manuseio e o degradé laranja-amarelo do frasco é bem correlacionado ao aroma. Se a cor laranja tivesse um cheiro, para mim seria esse. Cítrico sem ser fugaz, achocolatado sem ser enjoativo.
Família olfativa: chipre floral.
Notas de saída: bergamota, limão almafitano, laranja amarga, mandarina, frésia.
Notas de coração: açúcar, flores brancas, gardênia, frangipani, heliotrópio, marmelada, mel branco.
Notas de fundo: especiarias, baunilha, patchouli, vetiver.
As notas cítricas são bem evidentes, porém, são açucaradas, tenras e palatáveis. As notas de heliotrópio e açúcar formam uma “névoa” doce, mas sem tornar a composição enjoada e sem esconder as flores brancas, a flor frangipani e a gardênia. Agora, a nota de marmelada eu admito que não sinto. Talvez ela venha incorporada aos cítricos e melífluos, e tenha passado despercebida. O vetiver “amansa” as notas de fundo doces. Acredito que se ele não estivesse aí, bem como a profusão de cítricos, Liberte teria tudo para acabar no mesmo balaio do Fantasy. Ainda bem que não aconteceu…
Liberte é um bonito perfume.








