Vou tentar colocar com certa frequência aqui no blog partes de obras literárias onde, em meio a narrativa, o perfume ganha destaque. Para inaugurar tal tipo de postagem, começo com um fragmento do clássico “O Retrato de Dorian Grey”, do fabuloso Oscar Wilde:
“E ele, agora, portanto, estudaria perfumes e os segredos de sua manufatura, com o destilar de óleos e aromas intensos e o calcinar de resinas fragrantes do Oriente. Viu que não havia, na mente, estado de espírito sem contrapartida na vida sensual e lançou-se a descobrir as inter-relações verdadeiras, a imaginar o que havia no olíbano que nos deixava místicos; no âmbar, o que revolucionava nossas paixões; nas violetas, o que despertava a lembrança de romances idos; no almíscar, o que conturbava o cérebro; no champó, o que maculava a imaginação; a procurar, insistente, elaborar uma psicologia real dos perfumes e a avaliar as diversas influências das raízes de aroma adocicado, as flores poliníferas, aromatizadas, dos bálsamos aromáticos, das madeiras escuras, fragrantes, do espicanardo que causa náuseas, da hovenia que alucina os homens, e dos aloés que, se diz, são capazes de expelir da alma a melancolia”.

Segundo a biografia, o perfume favorito do Oscar Wilde era o Malmaison da Floris…

Sua composição:
Notas de saída: cabnela, cravo (especiaria), limão almafi.
Notas de coração: cravo (flor), rosas, ylang-ylang.
Notas de fundo: cedro, almíscar, baunilha, patchouli.
Precisa dizer que eu queria muito?




