Chanel N°19 EDT, Chanel

Icônicos os perfumes Chanel identificados por números né? Na maioria das coisas e situações, quando colocamos números no lugar do nome, tornamos banal: simplesmente ‘mais um’ na infinita sequência, substituível. Com os perfumes Chanel é o contrário, o número o personifica e o faz individual. Engraçado né?

Divagações a parte, vamos falar do ’19’ EDT. Dezenove é o dia do nascimento de Coco Chanel. Foi criado por Henri Robert e lançado em 1970 quando Coco Chanel tinha 87 anos de idade, um ano antes de sua morte. 

E ele é estranho. Gostosamente estranho: cheira a pomada de flores, resinas verdes, folhagens, ar abafado. Apesar de possuir flores de grande personalidade em sua formulação, mostra a faceta delicada de cada uma delas. Assistiu ‘O Perfume’? Lembra da enfleurage, aquele método de colocar as pétalas em gordura para extrair seu cheiro? Me faz pensar que o restinho raspado de cada tela, de diversas flores, foi colocado em uma bacia de metal, misturada e deixada ali ao acaso em uma bancada em meio as plantas do jardim… e aí surgiu a alma floral-esverdeada do Chanel N°19…

Ele começa verde: casca, folha, raiz, semente, coisa meio de erva-doce ou salsão! Aos poucos aparece a delicada, exótica e narcótica pomada floral: rosas, íris, lírios, narcisos e outras que ainda nem desabrocharam. Tem uma pinta de jasmim, mas é tão discreta que quase passa despercebida…

As notas de base do 19 são andróginas e íntimas: couro, vetiver, musgo-de-carvalho, sândalo (nada doce nem esfumaçado: só leitoso e outra vez, meio verde), madeiras verdes e imaturas.

Acho o 19 meio fingido: por trás de uma suposta delicadeza esconde uma alma narcótica e até um pouco rude. É limpo, mas é sujo. Tem duas caras, o perfume: a Bela e a Fera, a donzela e o lenhador. Coisa louca né?

Notas de saída: gálbano, jacinto, neróli, bergamota.

Notas de coração: íris, jasmim, ylang-ylang, rosa, lírio, narciso.

Notas de fundo: couro, sândalo, almíscar, musgo-de-carvalho, vetiver, cedro.

Imagem do filme “La Belle et la Bête” (1946), de Jean Cocteau.

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Acho que eu vi um gatinho…

Estou gripada, então resenhar perfumes se torna impossível, embora meu nariz esteja bem melhor hoje do que no final de semana… Já voltei e sentir cheiros e sabores!

Então vamos falar de gatinhos? Os frascos do Purr ou do Meow não são novidade não…

Olhe só os felinos que deram as caras muito tempo antes nos perfumes:

Sophisti-cat, da Max Factor: tinha 3 versões: Golden Woods, Primitif e Hypnotique. Achei fontes dizendo que ele data de 1958, outras dizem que é de 1965…

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E o gato preto misterioso da propaganda do My Sin, da Lanvin?

    

E claro, não faltou bichanos naquela coleção super kitsch da Avon onde tudo que é coisa foi transformada em frasco de perfume! Queria todos!

   

 

 

 

 

Sim, tinha que destarrachar a cabeça do gato para passar o perfume. Ouvi por aí que continham a fragrância Cotillion…

E porque não falar da modelo Jessica Stam toda gatinha na campanha publicitária do Ricci Ricci?

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Tem a linha Miss Caty Cat, da Novae Paris, alguém conhece? Achei lindos! No site da marca tem de tudo que é cor!

E por fim, os lindinhos Meow e Purr, da Katy Perry!

Agora me conta: quantos ‘ouwwwwnnnn‘, você fez durante o post?

 

Fontes: http://www.alleewillis.com/blog/tag/sophisti-cat-perfume/

http://www.blujay.com/item/1987-Avon-Perfume-Bottle-Black-Siamese-Short-Hair-Cat-Retired-Cotillion-7380300-3830656

http://www.novae-plus.com/info/?id=11

 

Próximo destino: Egito!

 
“Se fosse dada a você a chance de sentir um único perfume encontrado dentro de uma das pirâmides do Egito, como ou qual seria esse aroma?”
 
E hoje a Mesa Redonda dos Blogs perfumados vai para a terra dos Faraós, com uma pergunta difícil! Um só perfume? Posso dar uma esticadinha aos aposentos de Cleópatra e conhecer sua coleção? O pacote da viagem não cobre tal passeio? Tá bom vai…
 
Vou revisitar um post antigo do blog, lá de maio de 2013. Vou falar do mítico kyphi, perfume dos Deuses!
 
Pegue seu protetor solar e vamos ao Egito!
 
A primeira referência ao kyphi é encontrada nos textos das pirâmides: é listado entre os bens que o rei vai desfrutar em vida após a morte. Existe um papiro que registra a doação e entrega de ervas e resinas para sua fabricação nos templos de Ramsés III. As instruções para a preparação de kyphi e listas de ingredientes são encontrados entre as inscrições da parede no templo de Edfu e Dendera, no Alto Egito.
Médicos gregos que estudaram a farmacologia egípcia citam o kyphi como um medicamento. Dioscorides estabelece a preparação de kyphi na sua ‘Materia Medica’ e esta é provavelmente a primeira descrição grega do material.
 
 
Para Isis e Osiris – nos comentários do historiador Plutarco – os sacerdotes egípcios queimavam incenso três vezes ao dia: pela manhã incenso (não sei qual, não achei referências), mirra ao meio-dia, e kyphi ao anoitecer. Plutarco observa ainda que a mistura chamada kyphi levava 16 ‘ingredientes’ e era usada como “uma poção e uma pomada”. No século VII o médico Paulo cita um kyphi ”lunar” de vinte e oito ingredientes e um kyphi “Solar” de trinta e seis.
Todas as receitas para kyphi fazem menção ao vinho, mel e passas. Outros ingredientes identificáveis ​​incluem: canela, casca de cássia, os rizomas aromáticos de cyperus, cedro, bagas de zimbro, cana aromática, nardo e resinas como incenso, mirra, resina benjoim, labdanum e aroeira.
 
 
Alguns ingredientes permanecem obscuros. Receitas em grego e aramaico mencionam ‘aspalathos’, que Plínio descreve como a raiz de um arbusto espinhoso. Os estudiosos não concordam sobre a identidade deste arbusto: Alhagi maurorum, Convolvulus Scoparius, Calicotome villosa, Genista acanthoclada e, mais recentemente, Capparis spinosa foi sugerida.
O fabrico de kyphi tal como indicado no texto de Edfu envolve a mistura e envelhecimento de dezesseis ingredientes em sequência. O resultado era enrolado em ‘bolas’ e colocado sobre brasas para liberar uma fumaça perfumada.
Outras referências aos perfumes egípcios:
Quando o túmulo do jovem faraó Tutancâmon foi aberto, entre os conteúdos de luxo encontrados, estavam vários frascos muito bem trabalhados e contêineres. Entre eles, um frasco especial para ungüento, ainda perfumado, depois de tantos séculos encerrado.
 
‘Aproveita, freguesia! Leva 2 e paga 1!’
 
Unguento é a palavra clássica usado para descrever uma pomada ou um perfume sólido. Perfumes egípcios eram muito diferentes na textura dos líquidos agora considerados “perfumes”. Para uma comparação, considere os perfumes sólidos atualmente importados da Índia, embalados em pequenos recipientes de madeira ou de pedra esculpida (a semelhança é na textura, apresentação e aparência, não necessariamente na fragrância).
 
 
 
O ungüento perfumado encontrado na tumba de Tutancâmon era de natureza sólida, embora notou-se que ele derreteu e se tornou mais viscoso por causa do calor ao qual foi exposto. Observadores da época citam o aroma similar ao óleo de coco e também lembrando o cheiro de valeriana (Valeriana officinalis), a primeira dica para que o frasco continha provavelmente.
O perfume foi analisado em 1926 e verificou-se consistir de gordura animal e de uma resina ou bálsamo. Na época eles eram incapazes de ser mais específicos. No entanto, o componente perfumado primário é acreditado agora para ser primo de valeriana, o antigo e precioso nardo (Nardostachys jatamansi).
 
 
A reputação do nardo reputação é antiga. É um ingrediente em algumas fórmulas do kyphi e também foi um componente do incenso sagrado oferecido no templo judaico de Jerusalém. Ele é mencionado nada menos que três vezes no Cântico dos Cânticos. Foi ungüento de nardo puro, que Maria Madalena usou para untar os pés de Jesus Cristo, enchendo a sala inteira com seu aroma. Ao invés de sua fragrância maravilhosa, porém, o que é o mais famoso sobre nardo é seu alto custo. Dois dos evangelhos comentam sobre o seu preço. Judas Iscariotes foi aparentemente ofendido com a unção de Jesus, querendo saber por que o frasco da pomada não foi vendido e os recursos se deu aos pobres. À luz da sua descoberta na tumba de Tutancâmon, ele pode ser apreciado que nardo era verdadeiramente uma fragrância para reis.
 
 
Hoje, o nardo está disponível como um óleo essencial. Rizomas e raízes secas e trituradas submetidas à destilação a vapor resulta em um líquido dourado pálido. Qual é o cheiro? Nardo puro, segundo fontes, tem um aroma profundo e complexo, uma combinação doce/picante/almiscarado, cheiro de terra muito orgânico. Desejei…
A recriação historicamente correta de unguento precioso de Tutankhamon pode envolver gordura animal para a base. A versão mais atual poderia usar o óleo de coco ou jojoba.
 
Perfume de Tutankhamon:
 
Um quarto xícara de óleo de coco/jojoba
6 gotas de óleo essencial de nardo
6 gotas de óleo essencial de olíbano
 
Será que Tuth venderia um decant?
 
 
 
Quer continuar no Egito? Visite:
 
 
 
 
 

Opium Vapeurs de Parfum, Yves Saint Laurent

Confesso: os flankers do Opium me deixam curiosa. Sempre fico pensando se vai surgir um a altura do Opium-pai. O Vapeurs (vou resumir o nome, ok?) e seu frasco alaranjado foi um desses, até que a Li, do blog Parfums et Poesie teve a gentileza de enviar uma amostra.

E aí eu fiquei mais atrapalhada: como um perfume que carrega o nome Opium pode ser assim tão luminoso? O frasco alaranjado não estava mentindo então? O perfume é assim claro e radiante mesmo? Até passou a ‘bronca’ com o Belle d’Opium, voltei a ficar ‘de bem’ com a família Opium!

Vapeurs cheira a ‘talco de laranja’ (isso existe?), a maquiagem novinha, a flores brancas miúdas e inebriantes. Tem toques especiados discretos e comedidos durante sua evolução. Suas notas de base são esfumaçadas, incensadas e adocicadas. Opium para os tempos modernos, sem cair na monotonia!

O que mais me encantou nele é a coisa toda dos cítricos – casca, sumo e flor – envoltos em notas mais pesadas e de doçura misteriosa! E tem ainda um quê picante que ‘levanta’ a composição ‘ e a faz parecer fluorescente!

Depois de 2 horas na pele consigo sentir as notas de benjoim, patchouli, baunilha e noz-moscada (uma coisa meio-morna-meio-sujinha). Embora sua base seja construída de inúmeras notas marcantes e ‘pesadas’, ela é delicada e o resultado na pele é confortável e sensual.

Fãs do Elie Saab, conheçam Opium Vapeurs! Quem odeia o Opium-pai, conheça o Opium Vapeurs, para tirar a ‘fama’ da família e de repente encontrar um amor! Fãs de perfumes doces, fãs de perfumes florais, todo mundo devia conhecer o Opium Vapeurs, ele é tão fácil de agradar!

Foi criado em 2012 e é apresentado na concentração EDT Légere.

Notas de saída: mandarina, pimenta rosa.

Notas de coração: jasmim, flor-de-laranjeira.

Notas de fundo: âmbar, noz-moscada, incenso, madeiras, baunilha, patchouli, benzoin.

Palestra: “Um passaporte ao mundo sensível dos perfumes e aromas”, por Mônica Rossetto

No dia 28 de agosto, as 19h, a Faculdade Santa Marcelina, em parceria com o Grupo Boticário promoveu a palestra ‘Um passaporte ao mundo sensível dos perfumes e aromas’. Tal palestra foi ministrada por Mônica Rossetto: perfumista (já atuou na Symrise, Givaudan), docente do curso de pós graduação da FASM, palestrante, atriz.

Saí do trabalho as 18h, corri feito louca, andei mais do que imaginava e cheguei esbaforida as 19:04h! Ufa! O importante é que deu tempo!

Monica iniciou a palestra falando da importância do olfato e das sutilezas deste sentido, de como ele pode nos despertar lembranças, sentimentos, aversões. É nosso sentido mais ‘primitivo’, ajudou o homem pré-histórico nas caçadas, avisou sobre a presença do inimigo e a qualidade dos alimentos. Refinou-se com a evolução da espécie, mas continua sendo um sentido extremamente ligado as nossas emoções. E o  mais engraçado? Ainda temos muitas dificuldades de nomear o que o olfato nos proporciona! ‘Emprestamos’ termos derivados de outros sentidos (visão, audição, tato, paladar) para nomear sensações que o olfato nos trás. Quer um exemplo? Quem nunca disse estar sentindo um ‘cheiro doce’? Olha o paladar aí…

Contou ainda sobre o trabalho do perfumista, da abundância de matérias primas disponíveis na durante a criação de uma fragrância: mais de1.500!

Discutimos ainda sobre a relação que temos com os cheiros produzidos pelos nossos corpos: fazemos de tudo para nos ‘livrar’ de nossos cheiros e adquirirmos outros considerados desejáveis, através de perfumes, cosméticos, cremes. Nos privamos de algo que é nosso para nos cobrir de algo que julgamos nosso… E essa é a brincadeira, quem você quer ser hoje?

Monica ainda nos apresentou uma série de 7 matérias-primas de um perfumista, e antes de sabermos o que eram de fato, falamos sobre nossas impressões. Não existia certo ou errado!

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Vou colocar aqui minhas impressões, de 1 a 7, depois falo sobre o que eram de fato e o que Monica disse sobre cada uma:

1 – Senti balinhas de frutas, vitamina de frutas, acetona, esmalte de unha;

2 – Chiclete bubaloo sabor melancia, erva-doce, ar-condicionado;

3 – Jasmins, pasto, grama pisada;

4 – Amendoado, baunilha, heliotrópio, comidas natalinas;

5 – Torradas, manteiga;

6 – Estrume, ranço, manteiga rancidificada, queijo curado estragado, vômito de bebê;

7 – Gel de massagem, vick vaporub, gelado, pasta de dente.

Coisa doida né? O mais interessante era ouvir o que as pessoas ali presentes sentiam a cada experiência! Ouvi desde ‘bosta’ até ‘perfume da baunilha da Victoria Secret’!

Enfim, o que eram tais substâncias? Eram matérias-primas usadas na perfumaria e algumas até mesmo na fabricação de alimentos! Daí explicou-se que muitas vezes a substância é prejudicial se ingerida, então ela pode ser usada na perfumaria e cosmética, mas não na indústria alimentícia, e vice-versa! Legal né?

Bom, vamos lá, ver o que eram de fato os 7 ‘elementos’ citado aí em cima?

1 – Lembra maçã verde ou pêra, passa sensação de ‘suculência’ e frescor. Não anotei o nome…

2 – Floralzone: cheiro atmosférico, ozônico, aquoso, transparente;

3 – Jasmim Absoluto;

4 – Heliotropina;

5 –  Pão! Delicioso composto que imita o cheiro de pão torrado, amanteigado! Dá fome e vontade de morder;

6 – Civet: animálico, corpóreo, sujo. Usado em minúsculas doses na perfumaria, para dar ‘alma’ a um perfume;

7 – Salicilato de metila (usado no gelol, emplastro salompas).

Depois ainda ‘classificamos’ esses odores em um gráfico dividido da seguinte forma: narcótico, erógeno, anti-erógeno e estimulante.  Aqui a percepção era pessoal, cada um devia encaixar os odores onde quisesse. Meu gráfico ficou assim:

3 – entre o narcótico e o erógeno;

6 – erógeno;

4 e 5 – entre o erógeno e o estimulante;

1 e 7 – estimulante;

2 – entre o anti-erógeno e o estimulante.

Que vivência interessante né? Além de conhecermos matérias-primas pudemos falar sobre as sensações e lembranças que cada uma delas despertou!

Em outras palavras: a palestra foi excelente! Agradeço a Monica Rosseto, a FASM e ao Espaço Perfume Arte + História por tal experiência!

Alma de Flores, Memphis

Outro dia comprei uma série de produtos cosméticos de preços módicos e repletos de tradição, entre eles desodorante colônia e sabonete Alma de Flores, a versão tradicional verdinha!

Que deliciosa viagem no tempo, que cheiro de penteadeira das senhoras vaidosas e cheirosas que marcaram nossas vidas, sejam elas nossas avós, tias, madrinhas, mães, professoras…

Segundo o site da marca:

A Memphis surgiu em 1949, pelas mãos de Carlos Lütz, Ilse Kuhlmann, Rodolfo Gros, Geraldo Caruccio e Domingos Caruccio. A operação inicia-se com a aquisição do Creme Memphis, que envolveu a propriedade da marca, as respectivas fórmulas e um pequeno maquinário. Em dezembro do mesmo ano é comprada a Fábrica de Sabonetes Piva, situada em Santiago do Boqueirão (RS), com todo seu aparato fabril, estoque e marcas, entre elas, a Loção Alma de Flores. Em março de 1950 é realizada a primeira experiência com o Sabonete Alma de Flores, acompanhada de outros lançamentos de sabonetes e do sabão Matacura. Em agosto do mesmo ano, a empresa inicia a produção do Sabonete Super Original, apresentado nas versões Orquídea, Lavanda e Água de Colônia.
O ano de 1952 é coroado com importantes lançamentos: o Sabonete Lavanda Memphis e o Talco Alma de Flores. Também é desenvolvido o quarto perfume do Sabonete Super Original: o Cravo.

Agora sabemos que desde 1950 – isto é, há 64 anos – o Alma de Flores faz parte do toucador da mulher brasileira! A marca recentemente passou por uma ‘modernização’ ao mudar as embalagens, aumentar a linha de produtos e apresentar novas fragrâncias, mas não perdeu a carinha retrô que tanto nos encanta!

A versão tradicional da colônia, desodorante ou sabonetes é compostas de ‘finíssimas essências’ (segundo a embalagem) de rosas, jasmins e lavanda. É um floral robusto, atalcado, com cheiro de maquiagem, de quarto com cortina, de gaveta com sachê, de flores em jarra d’água! Em outro site achei tal informação, mas não sei se procede:

Saída: lavanda, bergamota, notas herbais.
Corpo: bouquet de flores, cravo, madeiras.
Fundo: nota balsâmica, musgo de carvalho.

Você, admirador de perfumes: vale a pena conhecer ao menos o sabonete da marca! Conheça os tesouros de nossa cosmética que há décadas perfumam nossas vidas!