O lado negro de Coco Chanel: antissemita e agente nazista.

Apenas por curiosidade, nada de julgamentos ou apologias heim? 

http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/o-lado-negro-de-coco-chanel-antissemita-e-agente-nazista

Coco Chanel, em foto de 1944

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Perfumes: Uma Química Inesquecível

“Perfumes: Uma Química Inesquecível”, artigo sobre perfumes publicado em novembro de 1996 na revista “Química Nova na Escola”, publicação de periodicidade trimestral, que propõe-se a subsidiar o trabalho, a formação e a atualização da comunidade do Ensino de Química brasileiro. QNEsc integra-se à linha editorial da Sociedade Brasileira de Química, que publica também a revista Química Nova e o Journal of the Brazillian Chemical Society.

Muito interessante! Além do panorama histórico fala de química de maneira clara e fácil e nos estimula a brincar de perfumistas! Como não gostar de química deste jeito?

Can Can, Paris Hilton

Pois quem diria, a van mulherzinha conseguiu! Gostei de um perfume da Paris Hilton, aquela insuportável. Recebi a generosa amostra, cheirei, não dei bola. Cheirei de novo e concluí que ele é confortável e docinho, tão “de menina” que quero para usar em momentos descontraídos e sem maiores pretensões perfumísticas!

Can Can foi criado em 2007 por Jean-Claude Delville, inspirado no filme “Moulin Rouge” e na música “Lady Marmelade”, é o famigerado e popular Fantasy sem as notas de chocolate branco e baunilha. É doce, porém menos enjoativo e infantil.

Tem cheiro de confeito? Tem sim. De frutinhas maduras? Tem sim. É cremoso e gustativo? É sim. Passa uma adorável sensação de conforto e gulodice! Daqueles que faz você ter vontade de morder o próprio braço, sabe? Se faz jus a inspiração? Ao filme não, em minha opinião, Mas a música sim. Se você já viu ao clipe, conseguirá associar ao pefume a brejeirice e o fetichismo de um “cabaré-fashion” e cor-de-rosa!

Notas de saída: nectarina, cassis, mandarina.

Notas de coração: flor-de-laranjeira, orquídea.

Notas de fundo: musk, âmbar, notas amadeiradas.

Tudo nele é macio, docinho, suculento! É um perfume quase palpável e que dá vontade de apertar e morder, vocês me entendem? Enfim, devo estar meiga e bobinha, mas Can Can me deixou feliz hoje!

Mitsouko, Guerlain

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Mitsouko foi criado por Jacques Guerlain em 1919. Foi inspirado na heroína do romance de Claude Ferrièrre, ‘La Bataille’, uma história de um amor entre Mitsouko, a esposa do japonês almirante Togo, e um oficial britânico. A história se passa em 1905, durante a guerra entre a Rússia e o Japão. Ambos os homens foram para a guerra, e Mitsouko, escondendo seus sentimentos com dignidade, aguarda o resultado da batalha para descobrir qual dos dois homens vai voltar para ela e ser seu companheiro.

Uma especulação: o nome pessoal “Mitsouko” no uso dos caracteres chineses na língua japonesa é Mitsuko. O “Mitsu-” significa “mistério” ou “misterioso”.

 Possui o mesmo frasco de L´Heure Bleue (1912). De maneira simbólica, esses dois frascos abrem e fecham os parênteses entre o início e o fim da guerra.

“Mitsouko é fragrância misteriosa, não permitindo que todos possam ver a sua beleza. A abertura é longa, como um jogo de todas as belas notas, e, é claro, esta fragrância não é para uso diário comum. Na pele soa como se ele começa de longe, sem qualquer alusão à sua intensidade e do lado sensual. Mitsouko é um dos aromas bem conhecidos do grupo olfativo chypre com notas de cabeça frescas e musgo de carvalho na base. Mas também tem uma nota de um pêssego suculento, o que dá uma nuance clara e bastante gourmand. Possui bergamota, pêssego, jasmim, rosa de maio, especiarias (canela), musgo de carvalho, vetiver e madeira. A fragrância é exuberante, incomum e elegante, não muito doce, nem pesado, é bem equilibrada. Eau de Toilette é muito mais nítida, enquanto a Eau de Parfum é mais quente e agradável. A riqueza total da composição, no entanto, é revelado apenas na concentração de perfume” (Fonte: Fragrantica).

Lançado 2 anos depois do mítico Chypre, da Coty (1917) – que deu nome a toda uma família olfativa – Mitsouko é o chypre perfeito! Diz-se que foi um dos primeiros a utilizar o acento sintético de pêssego – aldeído C14.

Mais uma vez a “Guerlain antiga” me confunde e me atordoa… E nem sou fã número um da família chypre… Por que não consigo distinguir as notas com tanta facilidade como consigo com a maioria das elaborações atuais? A resposta é tão simples: maestria, boa elaboração, boas matérias primas, inspiração! Bem como Shalimar, Jicky e Habit Rouge, Mitsouko abre portais. Permite-nos viajar a uma época onde perfumaria era arte, e não comércio. É um dos perfumes mais completos, bem feitos, ricos e atemporais que conheço. Muitos poderão dizer que “cheira a coisa velha”, ou que “é o perfume da avó”, mas por favor, mais uma vez eu digo: não falem isso! Abstraiam essa questão do que “cheira a novo” e do que “cheira a velho”, substitua por ‘cheira a clássico” e “cheira a moderno”, ou qualquer outra terminologia menos chucra, por favor… Mitsouko, apesar de ser inabalável, entristece quando alguém o rotula como perfume de velha…

Mitsouko é perfeito. Ao mesmo tempo leve e pesado, sutil e impactante, delicado e agressivo, conservador e transgressor. O aspecto “guerlinade” é suave e com pouco do atalcado característico desta época da perfumaria Guerlain. Mitsouko é seco, é frio, mas não distante. É reservado, é misterioso, como seu nome sugere. Passou sim por reformulações ao longo dos anos para substituição dos componentes ditos alergênicos, mas não acredito que seu aroma tenha sofrido alterações drásticas.

Poderia ficar horas falando bem dele, mas acho que seria redundante… Mitsouko é beleza e refinamento. Mas digo: se você está acostumada (o) a formulações modernas, frutadinhas, docinhas e gourmands (e quem não está? É a maior parte dos lançamentos comerciais…), ele vai te agredir, te fazer torcer o nariz e espirrar, vai te despertar certa aversão. Nesse momento, por favor, lembre-se que estará na frente de um dos maiores clássicos da perfumaria, um verdadeiro monumento. Solenemente, curve-se e preste reverência…

Notas de saída: cítricos, jasmim, bergamota, rosas.

Notas de coração: pêssego, lilás, jasmim, ylang-ylang, rosas.

Notas de fundo: especiarias, âmbar, canela, musgo-de-carvalho, vetiver.

Abre com jasmim e rosas fortemente aldeídicos, deixando logo o pêssego adornado pelo ylang-ylang sobressair e dominar a composição. As rosas sempre presentes tornam a composição mais feminina e dócil. As especiarias (sinto uma leve ardência: seria cardamomo? Cominho? Pimenta?) mais especificamente a canela são exóticas e ariscas! O musgo-de-carvalho que é parte obrigatória de um perfume chypre é profundo. O vetiver torna a base do perfume menos pesada, parece que faz as demais notas ‘levantarem’…

E no final das contas, com quem Mitsouko, heroína resignada e indecisa ficou? Não sei, confesso que não li o livro. Quanto ao Mitsouko perfume, espero que ele fique comigo, que não me falte…

Chocolovers, Aquolina

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Então né… Tenho uma amiga querida que me presenteou com muitas amostras de perfumes maravilhosos, entre eles alguns que eu queria conhecer faz um bom tempo… Vanessíssima, obrigada, viu?

Mas minha gente, o que é esse Chocolovers? Paixão ao primeiro cheiro, preciso dele para viver! O ruim é que, claro, ele foi descontinuado e no Ebay está custando bem caro (contando com frete e tudo). Alguém aí com um para desapegar?

Chocolovers foi criado em 2006 pela Aquolina, marca italiana especialista em fazer as “formigas” de plantão entrarem em coma diabético, e com muito gosto!

Notas: laranja, amêndoas, cominho, baunilha, musk, lírio-do-vale, bergamota, limão.

Ele é delicosamente esfumaçado, natalino, especiado e doce! Deliciosos biscoitos com gotas de chocolate saindo do forno, prontos para abraçar sua barriguinha! As notas de amêndoas e baunilha, somadas com a laranja lembram esse chocolate:

Sinto nele as mesmas notas incensadas e esfumaçadas que sinto no Samsara, estaria eu enlouquecendo?

Sinto também que se não possuir um frasco de 50ml desse precioso doce irei surtar…

Sexy Graffiti, Escada

Conheço poucos perfumes da grife Escada, infelizmente. Mas sei da história da marca, sei que foi fundada por Margaretha e Wolfgang Ley em 1978, sei do cavalo…
Tudo começou na cidade de Munique em 1976 quando o empreendedor alemão Wolfgang Ley e sua mulher Margaretha, uma ex-modelo sueca, apresentaram a primeira coleção feminina de sua nova empresa, que ainda não possuía um nome. O casal passou então a procurar um nome de grande impacto, já que sua coleção sofreu grande resistência por não ter uma marca representativa. Somente em 1978, quando foi apresentada uma nova coleção, que o nome ESCADA foi adotado, alusão a uma raça nobre de cavalos irlandeses de corrida.
Dizem ainda que o casal apostou no cavalo Escada em um grande prêmio, e o mesmo ganhou a corrida! Graças ao prêmio em dinheiro conquistado o casal tirou do papel o projeto da grife.
Mas vamos voltar ao perfume… eu e meus devaneios… mas olha, acho importante conhecermos um pouco da história da marca, nos ajuda a entender a proposta e identidade dos perfumes apresentados.
Lá fui eu cheirar com o Sexy Graffiti e seu bonito frasco pink. E mais uma vez essa coleção de frascos mega coloridos da Escada me decepciona. Não é o primeiro da linha “colorida” que sinto, mas é o segundo que me broxa. Que perfume mentiroso! Sintético, genérico, body splash da embalagem de plástico… Nhé.
Foi criado em 2002 por Dominique Ropion e Laurent Bruyere, representa a família floral frutal ki-suco.
Notas de saída: cassis, cássia, framboesa, grapefruit, morango silvestre.
Notas de coração: lírio, peônia vermelha, violeta, lírio-do-vale.
Notas de fundo: musk, madeira de Cashmere, baunilha.
A saída dele é intensa, doce, com frutas vermelhas sintéticas em profusão! Logo o doce ameniza e vem um azedinho, acredito que graças ao morango e grapefruit. As notas florais, coitadas, ficam ocultas no mar pink sintético e mal são percebidas. Desculpem flores, só soube de vocês ao procurar as notas de tal perfume em um site especializado…
Aliás: madeira de Cashmere, volta, onde você foi? Queria tanto te sentir…
E no fim Sexy Graffiti me fez lembrar de outros dois perfumes: assim que apliquei na pele lembrei do Fantasy sem a nota de chocolate branco. Passou. Depois de algumas horas na pele, Sexy Graffiti fica igual ao Rouge Royal. E demora para passar viu? Fixação boa ele tem!
Não faz meu gênero, não me emociona. Logo te darei mais chances de me surpreender, Escada, eu não desisto fácil…

Carmen Miranda, apaixonada por perfumes!!!

Quem diria! A “Pequena Notável”, era outra louca dos perfumes!

Maria do Carmo Miranda da Cunha (Nascida em Marco de Canaveses, a 9 de fevereiro de 1909 — falecida em Los Angeles, em 5 de agosto de 1956), mais conhecida como Carmen Miranda, foi uma cantora e atriz luso-brasileira. Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950. Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos. Seu estilo eclético faz com que seja considerada precursora do tropicalismo, movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 60.

Dispensa comentários! A “Pequena Notável”, pioneira como artista e dona de um estilo inconfundível, com seus sapatos de plataforma, turbantes enfeitados e bijouterias exuberantes era uma apaixonada por perfumes também!

No livro “O ABC de Carmen Miranda” (Companhia Editora Nacional), existe uma passagem em sua amiga Dulce Damasceno de Brito conta a visita que fez a casa de Carmen em 02 de maio de 1952, em BeverlyHills: “Carmen mostrou-me a casa inteira, a coleção de perfumes (seu grande orgulho), as fantasias, turbantes e balangandãs, dançou para mim a ‘hula’ que aprendera no Hawaí, o boogie-woogie e um samba: O Tique-Taque do Meu Coração”.

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Em outro texto de um site dedicado a ela, encontramos a seguinte passagem: “Além disso, confessa ter duas paixões muito diferentes: a primeira é por perfumes; a segunda por “babies”. Na sua casa de Copacabana (Urca), tem um móvel só para sua coleção de perfumes. “Je reviens” é o seu fraco. — E vou dizer-lhes por quê. No Brasil tenho um apaixonado, não um grande apaixonado, mas um acomodado. Talvez esteja falando demais. E quando brigamos, ele manda um frasco de “Je reviens”, desculpando-se”. 

 Mais uma foto da espetacular coleção de Carmen Miranda!

Fontes: http://carmen.miranda.nom.br/cm_chicaboom.html

http://carmen.miranda.nom.br/colecoes2.html

 

Collection Extraordinaire Muguet Blanc Van Cleef & Arpels

Que preciosidade! Enfim um “Extraordinaire” digno do título! 

Conheci Muguet Blanc através da querida amiga Valéria, que mandou uma amostra. E digo: tenho o Muguet da Molinard, e mesmo sendo bom, não se compara a delicadeza e “finesse” do Van Cleef. Muguet Blanc é a personificação da leveza, são plumas… e sem ser “água de chuchu”!

A “Collection Extraordinaire” conta com: Muguet Blanc, Bois d’iris, Cologne Noire, Gardenia Petale, Lys Carmin, Orchidee Vanille e Precious Oud. Precisa dizer que desejo todos?

E volto ao Muguet Blanc: criado em 2009 por Antoine Maisondieu, representa a família Floral e tem por notas lírio-do-vale, peônia, neróli, extrato de cedro branco e notas verdes. E aí eu me pergunto como notas tão suaves podem ter um resultado tão intenso! Geralmente não me encanto com florais delicados, mas esse é de enlouquecer! Quanta qualidade, quanto bom gosto, quanta maestria de Antoine Maisondieu!

O lírio-do-vale é a estrela da composição, seguido do neróli. A peônia vem suave e discreta. As notas verdes são mais intensas na saída, e logo deixam caminho para toda a sedosidade das flores brancas. 

Muguet Blanc é isso, um ode ás flores brancas! É poesia de flores brancas profusas, aveludadas, reinando sob o sol de uma manhã de primavera. É um dia de férias em pleno setembro, é momento de paz e claridade!

Tem boa projeção na primeira hora e depois torna-se “a flor da pele”, mas isso não diminui seu encanto. Em seu caso, deixa ainda mais bonito! É daqueles perfumes que se quer cheirar o tempo todo, que te faz ficar apaixonada. É daqueles que você quer introjetar a qualquer custo, e que se prometessem que bebendo alguns mililitros eu exalaria tal cheiro por um dia inteiro eu o faria, certamente…

Como eu disse antes, Muguet Blanc são plumas…

 

Kobako, Bourjois

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Sobre a Bourjois:

Alexandre-Napoléon Bourjois criou o primeiro blush em pó em 1863, menos oleoso do que os demais disponíveis no mercado. Em 1879 seu blush, até então a primeira escolha dos atores no palco da capital francesa, foi disponibilizado para o público. 

Um pó de arroz para clarear a pele e deixá-la macia foi apresentado em 1879 também. Ele foi um dos produtos mais populares da marca na época. Em 1898 catálogos foram  criados apresentando variedade de blushes, sombras, batons e pós. 

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Primeiro perfume da marca, Mon Bourjois, foi criado em 1924. A segunda fragrância, Soir de Paris, chegou às prateleiras em 1928. Na década de 80 a linha de maquiagem ficou bem variada, com sombras disponíveis em mais de  30 cores.

Após os primeiros perfumes Mon Bourjois e Soir de Paris, a empresa apresentou mais fragrâncias que sublinham a beleza de uma mulher, entre eles Kobako e Evasion.

Entre os “narizes” que já criaram fragrâncias para a Bourjois estão Ernest Beaux, François Demachy e Jacques Polge.

E ainda tem toda a história entre a Bourjois, Coco Chanel e os direitos sobre o Chanel N°5, mas isso é outra história…

Mas vamos ao Kobako…

Chypre Floral criado em 1936 por Ernest Beaux, é datado, é difícil de achar, tem embalagem pobrinha mas é uma pérola olfativa! Quem gosta dos maravilhosos Mitsouko, Opium e do Chanel N°19 pode correr e procurar um! 

Suas notas: cítricos, baunilha, jasmim, rosa, magnólia, gálbano, cravo (flor), canela, cravo (especiaria), tonka, lírio, benjoim, incenso, âmbar, musgo de carvalho, almíscar e couro.

Os cítricos ainda estou procurando. Das flores sinto as rosas, os cravos, o jasmim (desta vez discreto e sutil)! Tem muitas notas resinosas e esfumaçadas: o gálbano, o benjoim, o incenso. O musgo de carvalho é bem nítido, como deve ser em um bom chypre. E o couro! Tenho tido “paixonites” por perfumes com tal nota. E redescobrindo perfumes com ela em minha coleção (já redescobri Cabochard e agora Kobako). O couro aqui é pesado, está mais pra jaqueta dos Hell Angels do que pra a luva de pelica macia e carésima do Cuir de Lancôme. É couro embebido em flores, adoçado com âmbar e aquela baunilha adulta e discreta dos perfumes “de antigamente”, nada de baunilha gourmand com cheiro de pudim.

Kobako é viril e cheio de força, é desafiador! Aquela velha história do perfume feminino que brinca de ser masculino. Tem a suavidade das flores e a rusticidade do couro. As notas de benjoim e gálbano dão um breve toque oriental que me fazem lembrar algumas nuances do Opium. Antes citei o Chanel N°19, e explico agora o motivo: tanto ele quanto o Kobako me trazem a memória o cheiro da planta chamada Datura, e seu cheiro narcótico e inebriante. Posso estar louca, mas sinto isso neles…

Enfim, se tiver a chance, não deixe Kobako escapar de suas mãos…

Mais sobre a história da Bourjois aqui: http://www.bourjois.co.uk/home/the_story_of_a_brand/brand_history