Rastro – O Primeiro Perfume Brasileiro, por Daniel Barros

Ah, o perfume Rastro… quem não se lembra? Quem usou? Quem era ‘jovem demais’ para usar e cobiçou o frasco na penteadeira dos pais ou outros adultos?

Confesso que nunca tive um frasco desse ícone da perfumaria brasileira, mas outro dia fiquei felicíssima de achar em uma perfumaria o sabonete que levava o nome Rastro. Mas olha, nada a ver com o original, uma pena.

Ficou saudoso também? Leia mais sobre a história do perfume no link abaixo!

http://www.fragrantica.com.br/novidades/Rastro-O-Primeiro-Perfume-Brasileiro-2014.html

Kenzo Jungle L’Elephant

Sempre imagino um mercado indiano daqueles coloridíssimos e cheirosíssimos – mercado cenográfico tá, coisa de filme – sendo invadido por uma ruidosa manada de elefantes daqueles adornados para atrair turistas. A justa revolta dos elefantes anteriormente aprisionados pisoteando especiarias, frutas e colares de flores. E retornando à selva, de onde nunca deviam ter sido retirados…

Kenzo Jungle L’Elephant é estar ali no meio de tal mercado, ao mesmo tempo assustador e fascinante. Lotado de especiarias, exótico e imenso, desperta amor e ódio.

Da primeira vez que senti não tive nenhuma identificação. E fiquei rodando pra lá e pra cá com a amostrinha na bolsa, até que um dia resolvi dar outra chance. E daí aconteceu um amor tão forte, tão forte que no mesmo dia voltei pra casa com um vidro de 50ml.

L’Elephant começa com cravos doces – parece que estavam mergulhados na calda de alguma compota – e cominho em sua melhor forma: sementes recém colhidas e esmagadas que dão uma boa dose de selvageria ao perfume, faz pensar em suor!

O tempo passa, o perfume cresce: a manada se aproxima! Mangas suculentas, colares feitos gardênias, heliotrópio e ylang-ylang, tigelas de barro contendo cominho, cardamomo, sementes de erva-doce, noz-moscada, preparados de curry e masala! Que riqueza, que calor! Em alguns momentos sinto o delicioso cheiro de masala chai.

Depois de muitas horas, depois da espetacular e devastadora passagem da manada, o mercado tenta recuperar sua ordem. O que temos agora é um odor ambarino e dourado, salpicado com baunilha e ainda rescendendo especiarias.

Não recomendo compra ‘as cegas’, pois Jungle L’Elephant é daqueles que causa paixão ou repúdio. Foi criado em 1996 por Dominique Ropion.

Projeção estratosférica, fixação de mais de 8 horas. Cuidado com a quantidade de borrifadas.

Notas de saída: mandarina, cravo, cominho.

Notas de coração: alcarávia, manga, heliotrópio, ylang-ylang, alcaçuz, gardênia,  cardamomo.

Notas de fundo: âmbar, patchouli, baunilha.

Leia excelentes resenhas sobre tal perfume nos links:

http://pimentavanilla.blogspot.com.br/2014/04/um-elefante-incomoda-muita-gente.html

http://www.parfumee.com.br/2014/06/um-elefante-incomoda-muita-gente-mas.html

L’Heure Bleue, Guerlain (republicação)

Seu nome é traduzido para ‘A Hora Azul’, e isso pode receber muitas interpretações: o momento do entardecer; uma esperança; a expectativa de uma resposta sobre algo muito esperado. Tudo isso pode ser ‘a hora azul’, para mim…

Foi criado em 1912 por Jacques Guerlain, e é todo nostalgia!
Li uma saga denominada ‘Trilogia O Século’, escrita pelo Ken Follet. O primeiro livro (‘Queda de Gigantes’) tem como cenário o mundo do pré, durante e pós 1ª Guerra Mundial. E L’Heure Bleue poderia ser a ‘trilha olfativa’ de tal livro. Ao mesmo tempo em que apresenta a riqueza e o luxo da aristocracia, mostras as infinitas dificuldades dos operários, classes sociais menos favorecidas e soldados no front. Aqui o perfume aparece duas vezes: na alva pele e roupas de tecidos luxuosos das damas da sociedade, frequentando eventos sociais e flertando com cavalheiros e aparece na obstinada perseverança das costureiras, das operárias, das mães solteiras, das criadas que sofrem os horrores da guerra sem perder a esperança de dias melhores e mais justos.
Delírios literários findos, vamos falar do perfume: tem a aura do início do século mas não soa datado como seus contemporâneos. É oriental floral, é rico em notas, e sim, é daqueles perfumes tão bem estruturados que fica difícil reconhecer notas olfativas, pois elas são entrelaçadas com tanta harmonia que senti-las ‘avulsas’ é tarefa para especialistas, coisa que estou longe de ser…
Notas de saída: anis, coentro, neróli, bergamota, limão siciliano.
Notas de coração: cravo (flor), orquídea, heliotrópio, jasmim, neróli, cravo-da-India, rosa búlgara, violeta, ylang-ylang, tuberosa.
Notas de fundo: íris, sândalo, almíscar, benjoin, baunilha, vetiver, fava-tonka.
Começa com toque herbal picante, especiarias, notas cítricas. Logo revela uma impressionante harmonia floral onde pude sentir a rosa, a violeta, o ylang-ylang. Sinto flores ‘quentes’ em L’Heure Bleue: como se eu estivesse em uma estufa cheia de flores, sem ventilação, sob sol do meio dia. São flores abafadas, cálidas, extremamente femininas e de uma elegância cheia de atitude: as flores-dama de L’Heure Bleue estão é loucas para arrancar os espartilhos e vestidos com metros e mais metros de tecido, colocar calças compridas e levar sua feminilidade forte para assistir e participar das mudanças sociais que estão por vir.
As notas de fundo são bem orientalizadas, com o toque levemente amargo-resinoso-medicinal do benjoin, o atalcado da íris, o amadeirado-doce do sândalo, o frescor exótico do vetiver e a inconfundível baunilha da casa Guerlain (o famoso ‘Guerlinade’).
L’Heure Bleue soube envelhecer sem perder a beleza e o encanto! É uma mulher madura, sábia, sedutora e que guardou no coração a esperança e a intensidade de seus 15 anos.
Um obra de arte!

Anúncio Mappin, 1922

Visitando o fantástico site São Paulo Antiga, me deparei com uma matéria com antigos anúncios de uma das lojas mais saudosas: o Mappin!

Que boas lembranças tenho da infância, quando ia com minha mãe e avó ‘na cidade’, e claro, no imponente e eficaz Mappin. De tudo tinha lá!

A parte da perfumaria era farta, cheia de atendentes bem maquiadas. Produtos de marcas como Helena Rubinstein (essa lembro bem porque minha mãe adorava ver – e ver não significava comprar) e os últimos lançamentos de perfumes eram expostos! Mas isso foi nas décadas de 80/90. Conta minha mãe que em sua época de juventude, a loja tinha um belíssimo salão de chá. E as moças vaidosas iam tomar chá, comer bolos e ver os últimos laçamentos em cosméticos e moda! Que delícia devia ser!

Segue então o anúncio (1922) retirado do site citado, olha que maravilha, moça faceira em sua penteadeira, rodeada de perfumes e ‘pinturas’!

https://i0.wp.com/www.saopauloantiga.com.br/wp-content/uploads/2013/11/1922x.jpg

Saudades, Mappin!

Minuit Noir, Lolita Lempicka

Quem acompanha o blog sabe que eu morro de amores pelos perfumes Lolita Lempicka: cheiro, frasco, conceito, tudo me agrada na marca.

Perfumes feitos para fadas, sereias e ninfas. Mas desta vez meu pensamento foi além: pensei na Deusa gaulesa Abnoba, protetora dos rios e florestas. Por outro lado pensei na lâmpades, ninfas subterrâneas do séquito de Hécate…

  

Porque Minuit Noir é escuro. Escuro, misterioso, convidativo. Poção forte: ame ou odeie.

Feito do que dorme no leito da terra, do que está escondido, de raízes. Somente deusas e ninfas que conhecem bem a terra que abençoam poderiam saber onde estão ocultos esses tesouros.

No primeiro contato achei que o perfume tinha forte aspecto medicinal e cheiro de queimado. Pensei em xarope fervido e reconheci  uma nota já bem conhecida para os amantes da marca Lolita Lempicka: o alcaçuz, desta vez com potência máxima.

Depois surge outro ‘tesouro enterrado’, o patchouli. Escuro e profundo, torna-se achocolatado depois de umas 2 horas na pele.

Iris e violeta são flores que geralmente causam efeito boudoir, nos fazem pensar em maquiagem. Não aqui: essas notas florais empoadas, adocicadas e mágicas, trazem a lembrança de que toda mulher carrega dentro de si um poder muito forte, ancestral e místico.

O perfume foi uma edição especial lançado em 2010.

Notas olfativas: alcaçuz, patchouli, íris, violeta.

 

 

 

Lavanda Light, Avon

Sem título

Tenho uma queda bem grande por lavandas, dessas de passar aos montes depois do banho! Me trazem relaxamento, sensação de limpeza prolongada, bem estar.

Vendo o folheto virtual da marca encontrei a Lavanda Light: baratíssima,  verdinha, prometeu-me frescor. E vem naquele vidro clássico da Avon, cilíndrico e semelhante ao tradicional bico de jaca. Resisti? Claaaaaaro que não!

Lavanda Light é fresquíssima, limpíssima, confortabilíssima e de durabilidade pouquíssima. Mas é uma lavanda, um mimo pós banho, um intensificador do prazer de estar limpo, então está valendo!

Tem cítricos, alfazema, notas frutais suculentas (não doces), um breve atalcadinho floral e almíscar com pinta de produto de lavanderia. Começa como produto de limpeza, termina como sabão em pó.

Do banho para a cama, que companhia agradável o Lavanda Light!

Para que não busca a tal ‘fixação’, e sim o prazer efêmero de uma colônia, é o verdadeiro BBB: bom, bonito e barato!

Ah, antes ela pertencia a linha ‘Breeze, hoje faz parte da linha Cristal.

Notas olfativas: lavanda, bergamota, folhas verdes, limão siciliano, damasco, abacaxi, jasmim, lírio-do-vale, violeta, almíscar, sândalo e âmbar

 

 

 

 

 

Os perfumes de Dita Von Teese

Dita Von Teese perfume--I would love to have this scent for my perfume collection!:

Dita, que mulher! A bela artista burlesca já marcou presença no blog Village Beauté contando sobre seus perfumes preferidos, entre eles o Lou Lou e o Quelques Fleurs, da  Houbigant (lançado em 1913!).

Aliás, é só pesquisar um pouco sobre Dita Von Tesse e irá perceber que ela tem uma predileção pelo vintage (e pelo fetiche, e pelo boudoir…)!

A artista tem uma linha de perfumes lançados entre 2011 e 2013 que são bem difíceis de achar, por sinal.

Garimpei no famigerado Pinterest algumas imagens dos perfumes de Dita Von Teese, vamos ver?

Dita:

Vejo aqui um Shocking, Schiaparelli (o ‘corpinho’ envolto em uma campânula) e o Fragile, Jean Paul Gaultier. O perfume cravejado de cristais deitadinho seria a edição especial da Caron? E essa torre Eiffel, seria daquela coleção clássica da Avon dos anos 70?

Dita Von Teese in her bathroom by Thomas Whiteside:

Dita em seu banheiro… alguém consegue identificar algum dos perfumes expostos na bancada?

dita home | Dita Von Teese's photo: My perfume is now available to ship GLOBALLY ...:

Em primeiro plano o seu perfume homônimo, lançado em 2011. O frasco de 40ml vinha com borrifador pêra e o de 20ml tinha um tassel.

Flawless: Last Monday, the dancing sexpot attended the launch of her second fragrance, Rouge, at Fred Segal while wearing a vintage Thierry Mugler suit:

Mais um perfume de sua coleção, Rouge.

Red Door Aura, Elizabeth Arden

Respeitem as marcas ‘antigas’, elas têm história para contar…

Elizabeth Arden (que na realidade se chamava Florence) era formada em enfermagem. Um dia, em sua cozinha, começou a formular cremes para queimaduras e elaborou loções e pastas cosméticas utilizando gorduras, leites e outras substâncias. Logo a sua cozinha passou a ser seu laboratório e ela começou a dedicar seu tempo em busca do creme perfeito.

Então Elizabeth, aos 30 anos de idade, foi viver seu sonho em NY. Lá ela conheceu um químico e juntos começaram a elaborar o “creme perfeito”, o seu grande sonho. No mesmo tempo ela foi trabalhar em um salão de beleza e dominou a arte da massagem facial.

Em 1910 ela abriu seu primeiro salão de beleza em uma loja na Quinta Avenida. Florence, com sua visão empreendedora, então mudou seu nome para Elizabeth Arden, em homenagem à sua ex-sócia e ao poema “Enoch Arden”, de Alfred Tennyson. Instalou na loja uma porta vermelha luminosa, começando também a divulgar seu negócio com o a propaganda de seus cremes e de sua massagens relaxantes e rejuvenecedoras. Já como Elizabeth Arden, começou a frequentar lugares importantes da sociedade e foi assim que seu salão logo passou a ser conhecido como o melhor da cidade. A partir daí, viajou muito e expandiu os negócios por todo o mundo, montando filiais em vários lugares, construiu um verdadeiro império da beleza.

Quando começou a Segunda Guerra Mundial, Elizabeth lançou um batom vermelho chamado Montezuma Red, o qual era para ser usado pelas mulheres das forças armadas, para dar vida aos uniformes e um toque a mais de feminilidade #belacorajosaedofront. Ficou também conhecida pela democratização dos cosméticos, graças à fabricação de kits de “home SPA”.

A cosmetóloga morreu aos 88 anos. Foi modelo de determinação, confiança, poder e luta, fez seu sonho se tornar realidade, tornando-se um ícone feminino. Elizabeth foi uma das únicas mulheres de seu tempo a estampar a capa da revista Time e também a apresentar um programa de rádio na NBC, o Elizabeth Arden Way to Beauty (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_Arden).

Que máximo né? Uma inspiração, a Elizabeth.

………………

E sobre o Red Door Aura… o perfume nascido em 2012 é ‘filhote’ do original Red Door (esse de 1989) e os dois têm o mesmo pai, o perfumista Carlos Benain.

Mantém o formato da icônica porta vermelha e conforme o frasco é manipulado, pode ser uma porta branca, vermelha ou de tons róseos. Bem bonito!

É um perfume moderno e jovem, mas tem uma elegância nata, tem berço!

Começa com frutas vermelhas azedinhas e flor-de-laranjeira atalcada. Logo aparecem flores bem femininas e de aspecto plastificado. E encontrei aqui algo de marshmallow:  fofo, de textura macia, efêmero na boca… Mas o perfume está longe de ser um gourmand, viu? Tem só uma névoa docinha que o torna aconchegante, nada de excessos.

A Dâmaris disse que o perfume tem uma bela dança entre a flor-de-laranjeira e o jasmim, ambos rodeados de mesas repletas de guloseimas! Que descrição bonita! E é exatamente isso: a festa é das flores mas ao redor, doces de muitas qualidades e formas enfeitam o ambiente e provocam os sentidos!

No final Red Door Aura nos presenteia com uma bela nota amabarada amparada por almíscares que dão aspecto de maciez e ternura. E que sândalo especiado com a cara dos anos 80! É ele que me faz pensar no Red Door-pai de 1989? Que linda referência e homenagem!

A marca conseguiu atender as expectativas de uma nova geração, tornou o perfume moderno e adocicado, mas não banal e entupido de notas açucaradas, como temos visto aos montes!

Uma preciosidade moderna, o Red Door Aura!

Amoureuse, Parfums DelRae

O perfume é belo e não tem a pretensão de agradar multidões, tornar-se blockbuster de vendas e encher os cofres da marca que o propõe. Ele vem de uma marca de nicho, a Parfums DelRae, que desde 2000 cria perfumes de alta qualidade, livres de parabenos, sulfatos, sem conservantes ou corantes artificiais. Não são testados em animais.

Coisa fina viu…

Amoureuse é peculiar: tem traço vintage, uma ‘sujidade’ linda, é um floral inebriante.

De início sinto tangerina, casca de mexerica ornamentada com uma especiaria quente e sensual: é cardamomo. Impressionante como ele deixa tudo sexy!

E aí chega o mel, junto com flores brancas que não têm medo de mostrar seu lado animálico e morno. São flores em pleno esplendor, prontas para atrair seus polinizadores.

No finalzinho existe uma nota amadeirada e musgo-de-carvalho, que dá ao perfume certo aspecto retrô, mas sem ser datado.

Amoureuse é primavera: fértil e reprodutiva, explodindo em desejo de renascimento. É mel, é flor, é fruta, é madeira, é o viço e o convite da natureza. E o que é mais belo e sensual do que isso?

Criado por Michel Roudnitska.

Notas de saída: tangerina, cardamomo.

Notas de coração: tuberosa, jasmim, lírio.

Notas de fundo: mel, sândalo. musgo-de-carvalho.

Trouble, Boucheron

Que perfume maravilhoso! Pena que ele foi descontinuado e achá-lo é agora uma caçada digna de Indiana Jones.

Frasco rubro adornado por uma serpente, como seu nome já diz: é problema, é encrenca, é transtorno! E é mesmo: quem o possui fica contado as gotinhas, temendo o dia de seu fim. Que já o possuiu hoje lamenta sua ausência… E quem o ‘sente’ pela primeira vez não fica indiferente. Trouble, trouble…

Inicia com um cheiro curioso, adocicada e ‘farinhento’. Fiquei um tempão tentando associar a alguma coisa conhecida e não consegui. Era aquilo: quanto mais eu tentava associar mais o cheiro me encantava e seduzia… encrenca, encrenca…

Fui descobrir que o tal aspecto empoado-farinhento vem da Genista tinctoria, por aqui conhecida como vassoura-de-tintureiro.

O que ‘domina’ o tempo todo na realidade é o âmbar. Um dos melhores perfumes ambarinos que já senti, sabe porque? Porque ele é âmbar viscoso, borbulha e deixa seus ‘prisioneiros’ escapar aos poucos: ora é o cheiro doce-farinhento, ora é o cheiro do jasmim feiticeiro e narcótico (que me fez lembrar do Poison), ora é algo abaunilhado e escuro, sedutor!

Tem ainda uma nota amadeirada doce e úmida, mas sem aspecto mofado.

E aí fico me perguntando: a serpente que adorna a tampa está ali protegendo o precioso néctar ou está lá para cumprir sua função bíblica e nos fazer cair em tentação?

Bom, comigo a cobra nem precisou usar lábia, me joguei em tal perdição com força…

Nascido em 2004, filho do perfumista Jacques Cavallier.

Notas de saída: limão siciliano, flor-de-tintureiro.

Notas de coração: jasmim.

Notas de fundo: âmbar, cedro.