Bom, a ausência de posts se deve a uma linda e deliciosa viagem com meu amado, amanhã teremos novidades!!!!
Sandal, Ashan
Attar (ou Ittar) é um perfume natural derivado de fontes botânicas. Geralmente estes óleos são extraídos do material botânico através de destilação a vapor. Os óleos podem também ser extraídos através de meios químicos, mas geralmente perfumes naturais que podem ser considerados Attars são destilados naturalmente. Os óleos obtidos a partir de flores, ervas e madeira são destilados e depois envelhecidos, e o período de envelhecimento pode durar de 1 a 10 anos, dependendo das plantas utilizadas e os resultados desejados.
Estes perfumes totalmente naturais são altamente concentrados e, portanto, são geralmente oferecidos para venda em pequenas quantidades. São populares em todo o Oriente Médio, Extremo Oriente, Índia e Paquistão. Attars têm sido usados em todo o mundo oriental há milhares de anos. Estes perfumes 100% puros e naturais são livres de álcool e substâncias químicas. Perfumes naturais são acessíveis porque são tão concentrado que uma pequena quantidade vai durar várias semanas, se não meses.
Alguns dos amantes primeiros attars eram os nobres Mughal da Índia. Tradicionalmente no mundo oriental era uma prática habitual de nobreza para oferecer aos seus clientes frascos de Attars no momento da sua partida. Os Attars são tradicionalmente dados em ornamentadas garrafas de cristal chamadas de Ittardans. Esta tradição de dar um perfume para seus hóspedes continua até hoje em muitas partes do mundo oriental. Entre adoradores Sufi o uso de Attars durante círculos de meditação e danças é bastante comum. Attars também são usados entre os hindus, budistas e sikhs em práticas de meditação.
(fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Ittar)
Enfim, adquiri dois Attars, a valores estupidamente baixos. Na embalagem veio que sua formulação é composta de óleos síntéticos e naturais, o que faz dele “menos Attar” do que o da descrição enciclopédica.
Sandal, da Ashan, é uma viagem ao oriente e seus mistérios. É puro sândalo, nada mais. A embalagem é de 3ml, e nada de cristais ou jóias ornamentando, acho que comprei um Attar de apelo popular…
A embalagem é roll-on, o óleo é espalhado com precisão e parcimônia. Não digo que é uma fragrância de alta projeção, diria que é íntimo e pessoal, para se sentir de perto.
Para quem gosta do cheiro de sândalo puro, doce, pungente, amadeirado e exótico é uma excelente pedida. Gostei muito dele, e mesmo sendo um misto de óleos naturais e sintéticos e tendo embalagem simplória, o trato como uma preciosidade. Um perfume que vem do outro lado do mundo e carrega uma vasta tradição cultural. Provoca uma experiência quase mística. Vou comprar outros…
Perfumaria no Oriente

Vamos a Babilônia… Por volta de 650 a.C a cidade da Babilônia, na Mesopotâmia, tornou-se o centro comercial de especiarias e perfumes da época. Conquistado dois séculos mais tarde por Alexandre, o império caldeu tornou-se parte da civilização helênica. A influência persa na vida grega incentivou a apreciação de plantas exóticas e o uso de perfumes e incensos. Alexandre entregou sementes e mudas de plantas da Pérsia ao seu professor em Atenas, Teofrasto, que criou um jardim botânico e foi autor do primeiro tratado sobre cheiros. Esse livro detalhava receitas de preparados aromáticos e perfumes, descrevendo prazos de validade e indicando usos terapêuticos. O texto diz que os perfumes deviam ser protegidos do sol, pois a luz e o calor alteravam seu odor. Essa lição é válida até hoje. Ao morrer, aos 33 anos, Alexandre foi cremado em uma pira carregada de olíbano e mirra. Graças à riqueza de alguns manuscritos, resgatados pelo historiador Heródoto, conhecemos as primeiras experiências na extração de cheiros de pétalas e folhas, e de seus usos e funções no preparo de ungüentos, loções e perfumes (fonte: Brasilessência: a cultura do perfume, de Renata Ashcar).

Alkindus
No século IX o químico árabe, Al-Kindi (Alkindus), um livro sobre perfumes chamado “Livro da Química de Perfumes e Destilados”. Ele continha centenas de receitas de óleos de fragrâncias, águas aromáticas e substitutos ou imitações para drogas caras. O livro também descrevia cento e sete métodos e receitas para a perfumaria, inclusive alguns dos instrumentos usados na produção de perfumes ainda levam nomes árabes, como alambique, por exemplo.
Avicenna
O médico e o químico persas Muslim e Avicenna (também conhecido como Ibn Sina) introduziram o processo de extração de óleos de flores através da destilação, o processo mais comumente utilizado hoje em dia. Seus primeiros experimentos foram com as rosas. Eles se utilizavam de métodos para produção de perfumes líquidos, feitos de mistura de óleo e ervas ou pétalas amassadas que resultavam numa mistura forte. A água de rosas era mais delicada, e logo tornou-se popular. Ambos os ingredientes experimentais e a tecnologia da destilação influenciaram a perfumaria ocidental e desenvolvimentos científicos, principalmente na química (fonte: Wikipedia).

Navegadores europeus traziam da Índia e demais países orientais ingredientes aromáticos como canela, cravo, cardamomo, nardo, gengibre, noz moscada e outros. Eram especiarias caras, utilizadas tanto para aromatizar alimentos das mesas nobres ou para produção de medicamentos e produtos para perfumar o corpo.
Les Fruits: Mure, Molinard
Ai, como eu gosto da Molinard! Por muitos motivos: pela boa estruturação de seus perfumes, por não sair feito louca lançando perfumes “bobos” a cada 15 dias (como muitas grandes marcas fazem), por fazer perfumes incríveis e que vão da simplicidade franciscana a opulência barroca! Verdade. Compare a quantidade de notas do Mure com a do Habanita! E além do mais ela fica em Grasse, e um dia ainda vou beijar/lamber/comer a terra deste lugar…
Les Fruits: Mure é um delicioso membro da família olfativa Floral Frutal lançado em 1993. A saída é licorosa, com um toque medicinal que lembra vagamente o Lolita Lempicka. A evolução é rápida, logo a nota de amora “amadurece” e explode na pele! O resultado é doce, azedinho, picante, apetitoso! O acorde medicinal desaparece por completo e fica e doçura da fruta, sem o artifício da baunilha, que só dá as caras depois, quando o perfume já está esmaecendo. É o pôr-do-sol em um campo repleto de amoreiras carregadas… A parte ruim é que tal pôr-do-sol é bem rápido, a longevidade do Mure não é das melhores, cerca de 3 horas.
Família olfativa: floral frutal.
Nota de saída: amoras.
Notas de coração: jasmim, flor-de-laranjeira, limão Amalfi (fica a dúvida: é o mesmo que o limão siciliano?), bergamota.
Notas de fundo: musk, baunilha.
Adoro a proposta das coleções Les Fleurs, Les Fruits e Les Orientaux da Molinard: evidenciar em um perfume uma nota de grande importância para a perfumaria (tais como Rose, Volette, Jasmim, Muguet, Mure, Musc, Patchoulli, Vanille – e eu quero todos).
Mais uma questão: é sabido que a Molinard utiliza essências naturais e sintéticas em seus perfumes. Será que é essa mistura que dá a tonalidade medicinal (evidentes logo que se borrifa o perfume, e que depois somem) em algumas de suas criações, tais como Mure e Vanille Fruiteé?
Mas não importa, dá até um toque “mágico e alquímico” à fragrância. Molinard, sigo te amando…
Eau Sauvage, Dior
Vou falar de um perfume masculino hoje. Não um perfume masculino qualquer, mas “O” perfume masculino: Eau Sauvage, Dior!
Criado em 1966 pelo mestre Edmond Roudnitska (criador de outras preciosidades como Diorama, Dioríssimo, Femme) é um grande marco na história da perfumaria mundial, por vários motivos:
– a utilização do hedione, uma substância que tem o poder de valorizar as notas que a acompanham;
– foi o primeiro perfume masculino da casa Dior;
– foi o primeiro perfume masculino mais vendido no mundo durante os últimos 30 anos;
– por último, a ousada campanha publicitária, uma ilustração de René Gruau (para conhecer sua obra acesse: http://www.renegruau.com) que mostrava um homem nu saindo do banho. Outra ilustração ainda mostra tal homem nu, visto através da porta entreaberta do banheiro. Precisa mais?

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Vale dizer que Eau Sauvage tem admiradores entre o público masculino e feminino!
Família olfativa: cítrico aromático.
Notas de saída: alecrim, notas frutais, manjericão, petitgrain, bergamota, limão, alcarávia.
Notas de coração: coentro, cravo (a flor), sândalo, patchouli, raiz de íris, jasmim, rosas.
Notas de fundo: âmbar, musk, musgo-de-carvalho, vetiver.
Eau Sauvage em minha opinião é viril, mas viril sem fazer esforço, sabe? É a masculinidade natural, sem artifícios, é arquetípica e ancestral. É força da natureza: tem cheiro de mato, de madeira, de terra, de pele. É limpo, rústico (porém educado) e audacioso! Como deve ser um homem, né?
Em 2009 foi lançada uma nova versão do perfume e trouxe a imagem de Alain Delon quando jovem, em foto de 1969.

Outra vez: precisa mais?
Patchouli (Pogostemon cablin, Pogostemon heyneanus ou Pogostemon patchouly)
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O Patchouli (Pogostemon cablin, Pogostemon heyneanus ou Pogostemon patchouly família Lamiaceae) vem da Índia, onde é conhecido como puchaput. As folhas de Patchouli são ovais, com aproximadamente 10 cm de comprimento e 13 cm de largura. O pé alcança um metro de altura, e as flores são esbranquiçadas, tingidas de púrpura. É nativo de regiões tropicais da Ásia, mas cresce bem em climas tropicais. Hoje em dia diversas variedades do gênero Pogostemon são cultivadas na Ásia, África Ocidental e América do Sul para seu óleo aromático.
O nome deriva das palavras patchai, que significa “verde”, e ellai significa “folha”. A planta foi trazida para o Oriente Médio ao longo da rota da seda, e foi graças ao famoso conquistador Napoleão Bonaparte que o patchouli chegou à Europa. Napoleão trouxe para a França um par de xales de caxemira que ele encontrou no Egito. Os xales eram impregnados de óleo de patchouli, que foi usado para repelir insetos e protege-los de mariposas, mas a origem do perfume foi mantida como segredo.
O Patchouli se tornou inicialmente conhecido na Inglaterra em 1820, quando foi usado para impregnar os xales indianos que ficaram tão na moda que os desenhos eram copiados pelos tecelões de Paisley para serem exportados para muitas outras partes do mundo. Contudo, era impossível vendê-los se não cheirassem a Patchouli. Na década de 1860, o aroma de Patchouli possuía a mesma popularidade na Inglaterra como teria na década de 1960. Durante os anos 60 e 70 este óleo perfumado pungente que tem uma forte referência oriental era usado pelos hippies, que muitas vezes eram ligados ao movimento Hare Krishna. Infelizmente, os hippies contribuíram para a má reputação de óleo de patchouli, porque eles fizeram surgir formulações sintéticas de má qualidade para atender a demanda do mercado.
Não se sabe muito a respeito das propriedades terapêuticas do óleo essencial de Patchouli. Ele tem uma ação bactericida geral, mas suave, é um notável afrodisíaco e apressa a formação do tecido cicatrizante.
O aroma de patchouli é descrito como terroso e herbáceo com o coração verde rico e uma base amadeirada. O perfil olfativo de óleo de patchouli, no entanto, depende fortemente das técnicas de cultivo, o tempo da colheita, o processo de secagem e técnicas de destilação. O óleo de alta qualidade é obtido a partir de apenas 3-4 pares superiores de folhas maduras, em que a concentração mais elevada do óleo puro é encontrado. Secagem adequada é assegurada pela colocação das hastes cortadas e folhas em uma superfície seca e virá-los com freqüência para evitar a fermentação rápida. Quando o processo estiver completo, as folhas são retiradas dos caules e colocados em cestos para permitir a fermentação e liberação de seu aroma. A qualidade final dependerá também da habilidade do produtor, que controla o nível de fermentação. Apenas um pequeno número de destilarias é especializada na produção deste extrato altamente refinado, que encontra a sua utilização em alta perfumaria.
Óleo de patchouli é obtido por destilação a vapor ou CO2-extração das folhas secas. O óleo tem um sabor rico, balsâmico e herbáceo com um tom mentolado-lenhoso. Patchouli absoluto é um líquido verde escuro obtido por extração com solvente de folhas secas. O absoluto tem um aroma rico, pronunciadamente doce e herbácea e de tom balsâmico. Eles misturam perfeitamente tanto com buquês orientais, chypre e fougère. Patchouli combina bem com o vetiver, que contém o perfil de terra mesmo olfativo, sândalo, cedro, lavanda, cravo, rosa, labdanum, e assim por diante.
Uma das características mais maravilhosas do óleo de patchouli é que ele torna-se ainda melhor com a idade. O óleo recém destilado tem propriedades menos ricas em termos de aroma do que um óleo mais “velho”.
Alguns perfumes com notas de patchouli:
Angel, Thierry Mugler
Vanille Patchouli, Molinard
Midnight Poison, Dior
Coco Mademoiselle, Chanel
C’est La Fete Patchouli, Christian Lacroix
Mon Parfum Cheri par Camille, Annick Goutal
Let it Rock, Vivienne Westwood
Tom Ford for men Extreme
Cool Water Wave, Davidoff
Taí um exemplar da família floral frutal com um quê aquático do qual gosto muito! Gostoso como uma salada de frutas suculenta e geladinha em pleno dia de sol! Tropical na medida, adocicado, terno, luminoso!
Phllipe Bousseton, criador da fragrância, buscou inspiração na deusa do amor, beleza e luxúria, Afrodite. Na minha opinião é o melhor flanker da bem sucedida linha Cool Water.
Mas acho que Afrodite merecia uma perfume mais “caliente” (Kenzo Amour Indian Holi para você, sua linda!)…
Notas de saída: manga, goiaba, maracujá e melancia. O maracujá azedinho combinou muito bem com a melancia sumarenta e doce. A goiaba é perceptível, mas coadjuvante. A manga empresta cremosidade e um toque exótico a composição.
Notas de coração: peônia, frésia, pimenta rosa. A pimenta rosa prolonga o azedinho do maracujá e potencializa as discretas notas florais.
Notas de fundo: íris, sândalo, musk e âmbar. A nota ambarina é a que mais se destaca, “empoeira” e trás sensação de conforto.
O frasco em forma de gota casa bem com a proposta do perfume: Cool Water Wave é como um mergulho nas águas límpidas, mornas e macias de uma praia paradisíaca! Perfeito para nosso clima!
First, Van Cleef & Arpels
Um bonito e atemporal exemplar da família floral aldeídica! First, da Van Cleef & Arpels foi criado em 1976 por Jean-Claude Ellena, e sua embalagem desenhada por Jacques Llorente remete a um célebre brinco criado pela joalheria (o Snowflake, abaixo). Invoca a elegância das criações da casa, bem como a feminilidade, representada por curvas generosas.
As pessoas tem aquela triste mania de dizer que é “o perfume de minha tia”. Podem falar, nem ligo, afinal sua tia deve ser de um bom gosto que só…
First é encorpado, elegante. A primeira lembrança olfativa que First me trás é camomila, para ser mais exata, shampoo de camomila. Logo tal nota imaginária se volatiza, e o floral cremoso, pungente e aldeídico da composição toma conta dos sentidos.
Notas de saída: aldeídos, mandarina, framboesa, pêssego, bergamota, groselha.
Notas de coração: cravo (a flor), orquídea, tuberosa, jasmim, jacinto, rosa, lírio-do-vale, ylang-ylang, narciso.
Nota s de fundo: mel, sândalo, fava tonka, âmbar, musk, baunilha, civeta, vetiver, musgo de carvalho.
Não se deixe enganar pelas frutas e pelas notas supostamente doces de sua base, First não é um perfume adocicado. É de nuances “secas”, e mostra com discrição o lado melífluo de sua profusão de flores quase desabrochadas, ainda jovens. Acredito que seja “culpa” do vetiver e do musgo de carvalho.
Algumas pessoas comparam o First ao Chanel nº5, mas pessoalmente, vejo grandes diferenças entre eles.
O toque animálico da civeta dá uma sensualidade discreta e comedida a composição, algo que se insinua e não se concretiza. Um grande clássico, para mulheres seguras de si, que não se deixam seduzir por modismos. First é uma pérola da perfumaria, oásis em meio a tantos lançamentos sem identidade.
Propagandas antigas de perfumes
Vamos lembrar de campanhas publicitárias de algum tempo atrás? Aposto que trará saudosismo e surpresa, ao se deparar com tais imagens que já estavam esquecidas…







Dot, Marc Jacobs

Confesso que não possuo tal perfume. Ganhei uma amostrinha de outra apaixonada da qual comprei um desapego. E não é que me surpreendi? Depois do Lola, estava esperando mais um perfume banal em uma embalagem bonita.
Paguei a língua. Dot é um floral frutal bem feito, suculento e apetitoso! Suas notas de saída me lembram mamão papaya maduro com casca – deve ser a pitaya… Suas notas florais e frutais se entrelaçam muito bem e sua evolução é como a de uma fruta amadurecendo.
Notas de saída: madressilva, cereja, pitaya (fruto do cacto Hylocereus undatus).
Notas de coração: jasmim, flor-de-laranjeira, coco.
Notas de fundo: driftwood (madeiras trazidas pelo mar), baunilha, musk.
Geralmente a nota de coco não me atrai ou agrada, mas em Dot ela aparece leitosa e amarguinha, parece mais leite de coco do que a fruta em si. Outra surpresa. Essa nota de driftwood (madeiras flutuantes trazidas pelo mar) é incrível, trás um frescor inesperado durante a evolução, é levemente salina (nada da nota salina evidente do Womanity), parece água de coco na verdade. Olha ele aí outra vez… Pra eu aprender a nunca mais repudiar uma nota antes de conhecê-la em todas as suas possibilidades… As notas de jasmim e a flor de laranjeira são delicadas e emprestam nuance verde ao perfume.
Foi criado em 2012 por Annie Buzantian e Ann Gottlieb, sua embalagem é um show a parte! Trás a padronagem Polka Dot, a famosa “estampa de bolinhas” e remete a uma joaninha pousada em uma flor! Como não amar tal embalagem?
Gostei muito do Dot. Desta vez não falarei que o Marc Jacobs é extremamente comercial, apela para embalagens chamativas e kitsch e que vende de tudo (de espelhinho a pamonha) – xi, falei de novo -, pois o Dot me conquistou. Quero um pra mim.
Desculpa aí, Mr. Jacobs…




