In Black, Jesus Del Pozo

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Uma certa polêmica envolve o In Black: criado em 2006 por Christine Nagel, e coincidentemente, pela mesma perfumista e no mesmo ano, surgiu o Delices da Cartier. E por outra coincidência, os dois se assemelham demais! As notas podem ser diferentes, mas o resultado… Bom, especulações a parte, vamos falar do perfume.

Que delícia da família frutal floral! Licoroso, com as notas de cereja bem pronunciadas, o bouquet floral bem construído, In Black é suculento! É intenso ao mesmo tempo que é delicado. Incensado, ao mesmo tempo com notas frutais que emprestam certo frescor. Licor de cerejas azedinhas com o dulçor da baunilha. 

Não tive sorte com a entrega, a linda embalagem forrada de tecido veio danificada, pois no transporte o perfume vazou e molhou a caixa. Resultado: menos perfume, etiqueta descolando, caixinha torta. Além da válvula quebrada, claro…

Notas de saída: cerejas, grapefruit, rosas.

Notas de coração: violeta, pêssego, jasmim egípcio, lilás, lírio.

Notas de fundo: musk, patchouli, cedro marroquino, baunilha, licorice (extraído da raiz da planta Glycyrrhiza glabra).

File:Illustration Glycyrrhiza glabra0.jpg

Pra mim, In Black poderia ser incluído na família floral frutal gourmand. Tem uns toques do Black XS, uns toques do Lolita Lempicka. Delicioso (tal como o Delices, com o perdão do trocadilho), gustativo, aconchegante! Perfeito pra dias de temperatura amena. 

 

Ted Lapidus Woman

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Admiro a ousadia das criações Ted Lapidus. Fantasme, Creation e o masculino Lapidus têm lugar no meu coração! Woman não é diferente. Perfume extremamente feminino, da família floral oriental, é doce na medida certa, sem os exageros gourmands tão comuns e banalizados atualmente. Suas flores são ricas e bem amparadas pela base bem formulada.  É um perfume sem grandes surpresas, sem grandes evoluções, mas suas notas são bem combinadas o resultado é encantador! A fixação é boa, mais de 6 horas!

Notas de saída: frésia, bergamota (notas de saída bem sutis, diga-se de passagem).

Notas de coração: ciclamen, for de laranjeira e jasmim (essas sim, as verdadeiras estrelas da composição!). A flor de laranjeira vem enriquecida, adoçada pelo jasmim!

Notas de fundo: âmbar, patchoui, musk e baunilha. Fundo cremoso e encorpado, mas que não se sobrepõe às notas florais.

Ted Lapidus revolucionou o conceito de clássico, com sua grife lançada em 1951, levando a moda francesa para as ruas e mostrando que luxo e requinte podem fazer parte do dia a dia. Na década de 1970, Ted Lapidus ampliou sua marca, começando a produzir acessórios como relógios, óculos, jóias e dedicando especial atenção aos perfumes, que trazia tons clássicos para as fragrâncias.

Ted Lapidus Woman foi criado em 2001 por Bernard Ellena. Foi um dos primeiros perfumes importados que tive e sempre terá lugar reservado na coleção!  O frasco-vestido é elegante e sóbrio, mas esconde toda a luxúria a imponência deste perfume muitas vezes tão menosprezado…

Lavanda

Como não gostar do cheiro da lavanda? É um dos meus preferidos! Está presente em perfumes, cosméticos variados, produtos de limpeza… como é versátil! Tenho um vaso com uma planta bem grande que está constantemente florida, e digo, é um deleite seu perfume!

Vamos a ela…

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Planta herbácea perene até 0,80 m de altura, forma irregular, de folhas verde-acinzentadas, com perfume. Flores azul-lavanda são reunidas em espiga na ponta dos ramos.  A flor tem perfume acentuado.

As lavandas (popularmente conhecidas como alfazemas) são plantas do gênero Lavandula, da família Lamiaceae.  O nome é mais frequentemente usado para as espécies do gênero que crescem como ervas e para ornamentação. Destas as mais comuns são a lavanda inglesa e a Lavandula angustifolia (L. officinalis). As espécies ornamentais geralmente são as L. stoechas, L. dentata, e a L. multifida.

O cultivo comercial da planta é para a extração de óleos das flores, caules e plantas, que são utilizados como anti-sépticos, em aromaterapia e na indústria de cosméticos.

Na literatura sobre aromaterapia constata-se que o uso prático do óleo de lavanda promove bem-estar físico, relaxamento, sono tranquilo – permitindo melhor estabilidade emocional – combate enxaquecas e depressão. Também é excelente antisséptico e cicatrizante.

Contudo, somente produtos que contenham o óleo essencial (fabricado com 100% de essenciais naturais) trarão verdadeiros benefícios. O óleo mais caro não necessariamente é o melhor, mas cuidado porque pureza e preços muito baixos são normalmente incompatíveis, afinal, são necessários 200 quilos de lavanda pra produzir 250 ml de óleo.

O óleo essencial da lavanda (do latim “lavare”, “lavar”) já era utilizado pelos romanos para lavar roupas, tomar banho, aromatizar ambientes e como produto curativo (indicado para insônia, calmante, relaxante, dores, etc.). O óleo para perfumaria é obtido da destilação das flores, caules e folhas da espécie Lavandula officinalis ou Lavandula dentata. Entre várias substâncias, o óleo apresenta na sua composição o linalol e o acetato de linalila, que conferem a sua fragrância e ainda saponina, taninos e cumarinas.

As flores de lavanda produzem um néctar abundante que rende um mel de alta qualidade produzida pelas abelhas. O mel da variedade lavanda foi produzido inicialmente nos países que cercam o Mediterrâneo, e introduzido no mercado mundial como um produto de qualidade superior. As flores da lavanda podem ser utilizadas em chás e alimentos.

É muito usado como água de colônia, e é o principal ingrediente de muitos pot-pourris e sachês. O óleo essencial de Lavanda era usado antigamente para espalhar pelo chão das casas e igrejas em ocasiões festivas.

Lalique Le Parfum, Lalique

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Apaixonadas por baunilha, eis seu perfume preferido a partir de agora!!! 
Lalique Le Parfum para mim é perfeito. Foi criado em 2005 por Dominique Ropion, e sua embalagem é incrível. Embora as linhas retas possam sugerir simplicidade, é de uma elegância rara: o detalhe do rosto feminino na tampa, o peso do frasco, o sexy e luxuoso “pingente” vermelho (não sei o nome técnico de tal adereço)! 
Todos esses detalhes já trazem uma premissa: perfume ultra-feminino, intenso, de sensualidade explícita! Já li em alguns lugares sobre ser um perfume compartilhável, mas não imagino um homem usando tal perfume…
É cálido, aconchegante, cremoso, escorre pela pele como uma carícia. Fixação ótima, mais de 6 horas na pele. 
Notas de saída: bergamota, pimenta rosa, bay rum tree (louro – isso, aquele que usamos de tempero e com o qual faziam coroas para os campeões gregos).
Notas de coração: jasmim, heliotrópio, amêndoas.
Notas de fundo: sândalo, fava tonka, patchouli, baunilha. 
Em alguns momentos lembra o achocolatado do Casmir (Chopard), depois você se lembra das notas de fundo do L de Lolita Lempicka, e logo retorna para as notas inebriantes e quentes de Lalique Le Parfum… uma amiga lembrou daqueles tabacos especiais de chocolate/conhaque para cachimbos. Válido.
A baunilha tem destaque e vem em íntima relação com o heliotrópio, as amêndoas, o feijão tonka. Adoraria sentir a nota de louro nele – ainda não consegui – mas sei que está lá, transformando um perfume que teria tudo pra ser comum em algo tão especial e viciante! Não tem nada de resinoso, nada de medicinal. É néctar, é sedutor, é lindo!
Um brinde a Lalique, que sempre nos presenteia com fragrâncias excepcionais!

Lysval, Girard

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Bom, aproveitando o feriado de Finados, vou falar do Lysval, da Girard. E explico o motivo.

Curiosamente, tal perfume tem cheiro de rosas mortas. ROSAS MORTAS! Não quando murchas, mas quando secas. Antes de comprá-lo, li em algum lugar que ele cheirava “como um funeral inglês”, fiquei tão curiosa que corri atrás do meu! Sua formulação original é de 1920, e evocaria a tranquilidade e riqueza de uma jardim britânico. Bom, pode ser o jardim de um sereno cemitério, em uma dia nublado. Amigas góticas, eis seu perfume!!!

Embora seja extremamente esquisito e inusitado, adoro suas “flores melancólicas” e elegantes. É frio, embora sua embalagem púrpura traga algum calor. A caixa é linda e o perfume vem delicadamente encaixado, como uma jóia. O frasco é decorado com uma “lacinho” preto. Como eu disse antes, é um perfume gótico. Mas gótico de verdade, pra acompanhar a leitura de Edgar Allan Poe e apreciar as noites brumosas e frias, para acompanhar um inebriante absinto, para usar com roupas de estilo vitoriano. Acompanha bem veludos, corsets, rendas, a Noiva Cadáver… Agora tá, chega de trevas…

Notas de saída: jasmim, ylang-ylang, rosas e flor de laranjeira africana.

Notas de coração: íris, benzoim, sândalo, raiz de orrris.

Notas de fundo: jacinto aquático, lírio-do-vale, frésia.

A Girard é uma grife inglesa que conta com 5 perfumes em seu portfólio, e a perfumista responsável é Beverly Bayne (mas não desde 1920, claro…).

Enjoy the Silence…

Midnight Poison, Dior

ImagemHalloween! Vamos falar então de puro feitiço!

Nunca houve nome tão adequado, nunca houve um nome que traduzisse tão bem a intenção de um perfume. Místico, obscuro, misterioso, proibido, inebriante. Assim é o Midnight Poison, da Dior, criado em 2007 pelos perfumistas Jacques Cavallier e Oliver Cresp, com a colaboração de François Demachy.

Pede cuidado no uso, pois o que pode ser arma de sedução pode também ser arma letal, tamanha a potência e fixação de tal perfume!

A embalagem é igual a de todos “venenos” da Dior, mas a tonalidade azul, profunda e notívaga do Midnight me fascina. Para noites e momentos especiais! Definido pela própria marca como um perfume para as novas Cinderelas, cairia melhor para Elvira, a “Rainha das Trevas”.

Notas de saída: mandarina, bergamota

Notas de coração: rosas

Notas de saída: patchouli, âmbar, baunilha.

Notas poucas, precisas, eróticas. A baunilha vem com doçura sussurrante, prevalece perante as outras notas, mas não com doçura alimentícia e caramelada. É adulta, profunda, quente e  seu dulçor é um convite a perdição! O patchouli aparece com delicadeza, levemente picante e terroso, sem grande paixão, apenas para equilibrar e apimentar a mistura narcótica de tal perfume.

 

Halloween (a data, não o perfume!)

Amanhã post de um super perfume, tudo a ver com a data…

Mas hoje, um pouco da história do “Dia das Bruxas”…

(retirado do site: http://www.alemdaimaginacao.com/Noticias/A%20Historia%20do%20Haloween.html)

Dia das Bruxas (Halloween é o nome original na língua inglesa) é um evento tradicional e cultural, que ocorre nos países anglo-saxônicos, com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido, tendo como base e origem as celebrações dos antigos povos, sendo que não existe ao certo referências precisas de onde surgiram essas celebrações.

A palavra Halloween tem origem na Igreja católica.Vem de uma tradição contraída do dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos, é um dia católico de observância em honra de santos.

Mas no século V DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro.
O feriado era Samhain, o Ano novo Céltico.
Alguns acreditam que a origem do nome vem da palavra hallowinas – nome dado às guardiãs femininas do saber oculto das terras do norte.

O Halloween marca o fim oficial do verão e o início do ano-novo.
Celebra também o final da última colheita do ano, o início do armazenamento de provisões para o inverno, o início do período de retorno dos rebanhos do pasto e a renovação de suas leis.

Era uma festa com vários nomes: Samhain (fim de verão), Samhein, La Samon, ou ainda, Festa do Sol.
Mas o que ficou mesmo foi o escocês Hallowe’en.
Uma das lendas de origem celta fala que os espíritos de todos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir e usar pelo próximo ano. Os celtas acreditavam ser a única chance de vida após a morte.
Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos.
Como os vivos não queriam ser possuídos, na noite do dia 31 de outubro, apagavam as tochas e fogueiras de suas casa, para que elas se tornassem frias e desagradáveis, colocavam fantasias e ruidosamente desfilavam em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam corpos para possuir.
Os Romanos adotaram as práticas célticas, mas no primeiro século depois de Cristo, eles as abandonaram.
O Halloween foi levado para os Estados Unidos em 1840 por imigrantes irlandeses que fugiam da fome pela qual seu país passava e passou ser conhecido como o “Dia das Bruxas”.

A brincadeira de “doces ou travessuras” é originária de um costume europeu do século IX, chamado de “souling”.
No dia 2 de novembro, Dia de Todas as Almas (ou Finados aqui no Brasil), os cristãos iam de vila em vila pedindo “soul cakes” (bolos de alma), que eram feitos de pequenos quadrados de pão com groselha.
Para cada bolo que ganhasse, a pessoa deveria fazer uma oração por um parente morto do doador.
Acreditava-se que as almas permaneciam no limbo por um certo tempo após sua morte e que as orações ajudavam-na a ir para o céu.

A vela na abóbora provavelmente tem sua origem no folclore irlandês.
Um homem chamado Jack, um alcoólatra grosseiro, em um dia 31 de outubro bebeu excessivamente e o diabo veio levar sua alma. Desesperado, Jack implora por mais um copo de bebida e o diabo concede.
Jack estava sem dinheiro para o último trago e pede ao Diabo que se transformasse em uma moeda. O Diabo concorda.
Mal vê a moeda sobre a mesa, Jack guarda-a na carteira, que tem um fecho em forma de cruz.
Desesperado, o Diabo implora para sair e Jack propõe um trato: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano inteiro. Sem opção, o Diabo concorda.
Feliz com a oportunidade, Jack resolve mudar seu modo de agir e começa a tratar bem a esposa e os filhos, vai à igreja e faz até caridade.
Mas a mudança não dura muito tempo não.

No próximo ano, na noite de 31 de outubro, Jack está indo para casa quando o Diabo aparece. Jack, esperto como sempre, convence o diabo a pegar uma maçã de uma árvore. O diabo aceita e quando sobe no primeiro galho, Jack pega um canivete em seu bolso e desenha uma cruz no tronco. O diabo promete partir por mais dez anos.
Sem aceitar a proposta, Jack ordena que o diabo nunca mais o aborreça.
O diabo aceita e Jack o liberta da árvore.
Para seu azar, um ano mais tarde, Jack morre. Tenta entrar no céu, mas sua entrada é negada. Sem alternativa, vai para o inferno.
O diabo, ainda desconfiado e se sentindo humilhado, também não permite sua entrada, e como castigo, o diabo joga uma brasa para que Jack possa iluminar seu caminho pelo limbo. Jack põe a brasa dentro de um nabo para que dure mais tempo e sai perambulando.

Os nabos na Irlanda eram usados como “lanterna do Jack ” originalmente. Mas quando os imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que nabos. Então Jack O’Lantern (Jack da Lanterna).
Na América passa a ser uma abóbora, iluminada com uma brasa.
Sua alma penada passa a ser conhecida como Jack O’Lantern (Jack da Lanterna).
Quem presta atenção vê uma luzinha fraca na noite de 31 de outubro. É Jack, procurando um lugar.

As bruxas tem um papel importantíssimo no imaginário do Halloween. Não é à toa que o dia 31 de Outubro é conhecida como “Dia das Bruxas”. Segundo várias lendas, as bruxas se reuniam duas vezes por ano, durante a mudança das estações: no dia 30 de abril e no dia 31 de outubro.

Chegando em vassouras voadoras, as bruxas participavam de uma festa chefiada pelo próprio Diabo.
Elas jogavam maldições e feitiços em qualquer pessoa, transformavam-se em várias coisas e causavam todo tipo de transtorno.
Diz-se também que para encontrar uma bruxa era preciso colocar suas roupas do avesso e andar de costas durante a noite de Halloween.
Então, à meia-noite, você veria uma bruxa!

A crença em bruxas chegou aos Estados Unidos com os primeiros colonizadores. Lá, elas se espalharam e misturaram-se com as histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e mais tarde, com as crenças na magia negra trazidas pelos escravos africanos.

Vale lembrar aqui que não devemos julgar ninguém por suas crenças ou práticas religiosas. Associar mulheres que atuavam como curandeiras e glorificavam antigos Deuses e forças naturais ao Diabo é hipocrisia demais… E associar uma antiga prática pagã que celebrava a fertilidade da natureza a malefícios idem…

No Brasil, comemora-se o Dia de Todos os Santos em 1º de novembro e Finados no dia seguinte. O dia 31 de outubro no Brasil é quando se valoriza um pouco o folclore nacional e se comemora o Dia do Saci. Nada mais justo.

As pessoas usam as datas para relembrar os mortos, decorando túmulos e lápides de pessoas que já faleceram.

E nesses dias, perfumam a lembrança de seus entes queridos com flores… No final, tudo tem a ver com perfume…

Rumeur 2 Rose, Lanvin

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Detesto calor. Mesmo. Odeio ficar suada, preguiçosa, sonolenta. Daí tenho que optar por alguns dos poucos perfumes “frescos” que tenho em minha coleção. Hoje usei o Rumeur 2 Rose, da Lanvin. Gostoso, mas fixa tão pouco… E me lembra limonada suiça. Fresca, azedinha e ao mesmo tempo adocicada. Embora a rosa esteja no nome, ela não está em grande evidência neste perfume. O que predominam são as voláteis notas cítricas. O jasmim “empresta” o toque floral verde, mas nada efusivo também… Perfume delicado, perfeito pra quem admira fragrâncias florais cítricas com leves toques frutais. Lançado em 2006, suas notas são:

Notas de saída: notas verdes, bergamota, pera, laranja, limão

Notas de coração: magnólia, jasmim, lírio-do-vale, rosa

Notas de fundo: âmbar, patchouli, musk.

Mas pergunto: Patchouli, aonde está você? Rosa, porque se esconde? Se fossem notas mais pronunciadas ficaria perfeito! Rumeur 2 Rose para mim é linear, sem grandes surpresas. Refrescante, delicadinho, juvenil. E só. E pra dias quentes como hoje, está de bom tamanho.

Civeta

 

A civeta-africana (Civettictis civetta) é um mamífero carnívoro, africano, da família dos viverrídeos, com até 90 cm de comprimento. A espécie possui uma pelagem negra com manchas brancas e glândulas anais que produzem uma secreção acre e oleosa, conhecida como almíscar, utilizada na confecção de perfumes. Também é conhecido pelos nomes de algália, civeta-africana, gato-almiscarado, nandínia, gato-de-algália e gato-lagária.

Costumam esfregar as glândulas anais nas rochas para demarcar seu território e atrair as fêmeas da espécie.  O óleo produzido nestas glândulas é repulsivo para outros mamíferos, mas para a perfumaria já teve grande valor.

Tal óleo é viscoso, denso e tem odor fecal, porém transformado em extrato através de diluição e demais processos se torna suave, como nuances florais. Recebe aí o nome de zibetona ou civetona. Serve como potente fixador.

Porém, a crueldade utilizada para obtenção dessa substância a tirou da indústria perfumística, sendo substituída pelos compostos sintéticos. Ainda bem. Eram mantidos em cativeiro em condições precárias, justamente para que ficassem “irritadiços” e produzissem mais secreção. Já li sobre a obtenção do óleo por “raspagem” das grades das gaiolas onde ficavam trancafiados, ou ainda pior, que eram mortos para extração da glândula produtora de tal excreção.

Engraçado, quando minha saudosa avó italianíssima era viva, sempre que se deparava com alguma moça mais “atirada” (a atual piriguete), ela dizia que era “una civetta”. Será que era uma alusão ao animalzinho dono de tal secreção tão sexy?

Alguns perfumes que contém civeta (não sei se natural ou sintética, mas acredito que atualmente o valor do material e questões éticas inviabilizam o uso da matéria natural – mais uma vez, ainda bem!):

Arpege – Lanvin

Bal a Versailles – Jean Desprez

Boucheron – Boucheron

Boudoir – Vivienne Westwood

Chanel Nº5 – Chanel

Joop Femme – Joop

Joy – Jean Patou

Knowing – Estee Lauder

Kingdom – Alexander MacQueen

Kouros -YSL

Magie Noire – Lancome

Maroussia – Slava Zaitsev

Must – Cartier

Narcisse Noir – Caron

Paloma Picasso – Paloma Picasso

Roma – Laura Biagiotti

Shalimar – Guerlain

(Fonte da informação sobre os perfumes com civeta aqui:  http://www.fragrantica.com/notes/Civet-104.html)

Devo gostar muito de tal nota, pois tenho vários dos citados aqui e no site de referência…