My Queen, Alexander McQueen

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Fragrância criada em 2005 por Anne Flipo e Dominique Ropion. Frasco criado por Thomas Bastide. 
My Queen é mais uma obra da grife criada pelo genial Alexander McQueen, que se suicidou em 2010. Ao lado de Kingdom e Enchanted, My Queen remete aos contos de cavalaria, a época medieval e todos seus arquétipos. É a camponesa, a feiticeira, é a rainha. 
Era o perfume da mulher idealizada por McQueen, misteriosa, maravilhosa e sedutora.  
Demorei muito pra conseguir tal perfume, tive umas 3 compras canceladas por não ter mais o produto em estoque, um outro se perdeu no episódio da fragrancex de agosto/setembro de 2011, mas enfim, agora tenho um pra chamar de meu! 
O frasco é lindo. Roxo, borrifador integrado ao vidro (e que lembra o chapeleiro louco da Alice), detalhes vazados pemritindo a visualização do perfume dentro do frasco. Muitas vezes lembra uma coroa ou um frasco de alguma poção preciosa! Fique a vontade para mais interpretações! 
E o cheiro é muito bom, intenso, cremoso, poderoso. 
Notas de saída: violeta de parma (bem marcante, quem não gosta das notas de violeta deve ficar longe), amêndoas doces 
Notas de coração: flor de laranjeira, flores brancas, heliotrópio (que dá um toque aveludado e achocolatado ao perfume), muks branco 
Notas de fundo: íris, patchouli, vanilla, vetiver, cedro. 
Percebo que gosto muito dos perfumes com a combinação patchouli/vanilla como notas de fundo. Dão toque cremoso, terroso e pungente ao perfume. 
Apesar de tudo, não me sinto uma rainha usando My Queen. Explico: não uma rainha convencional, mas a rainha do filme “Branca de Neve e o Caçador”, ou para Cersei Lannister, de “Game of Thrones”. Pra elas sim, My Queen encaixaria como uma luva…
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Hoje vou falar de sabonetes!*

Bom, acredito que todo mundo conheça a tradicional linha de sabonetes Francis. Sim, aqueles que vêm embrulhados num lencinho perfumado que muita gente usa pra perfumar gavetas!

Dei de cara com 2 sabonetes de edição limitada que comemoram os 40 anos da marca, e achei deliciosos! São eles: Lavandas de Grasse (com notas de lavanda, alecrim, eucalipto, rosas, muguet, baunilha e musk) e Figueiras de Sintra (com notas de de figo, folhas verdes, damasco, jasmim, ylang ylang, cedro e baunilha).

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A embalagem é bem bonita, os sabonetes também tem uma aparência boa, de sabonetes de luxo mesmo. São 100% vegetais, e o preço minha gente: nem 3 reais!

Tenho usado, o cheiro é delicioso, mas não esperem a “maciez” de um sabonete com 1/.4 de creme hidratante. Ele é bem “sequinho”. Mas o cheiro que fica no banheiro todo vale a pena! Na pele dura quase 1 hora após o banho, o que é uma raridade entre sabonetes nacionais…

*Isso NÃO é um post publicitário, não ganhei sabonete, dinheiro ou pirulitos e nem pediram pra falar deles aqui, apenas achei interessante a iniciativa da empresa. E como a gente gosta de cheiros bons…

Femme, Rochas

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Criado pelo mestre Edmond Roudnitska em 1943, em meio a 2ª Guerra Mundial, com as tropas nazistas ocupando a França. Época de incertezas, angústia, crise, escassez. Marcel Rochas encomendou tal perfume ao mestre perfumista para presentear sua esposa. E quem diria, do meio dos escombros surgiu a agressiva e exótica flor nomeada Femme.
Quando o usei pela primeira vez quase sufoquei. Que floral aldeídico agressivo, potente, impositivo! Como uma mulher devia ser na época, para superar e enfrentar as dificuldades que a guerra traria…
Mas deixemos a guerra de lado e vamos falar do Femme. Seu frasco é uma alusão nítida ao corpo feminino, voluptuoso, como das divas da época, que inspiravam e seduziam soldados e os demais rapazes. Diz a lenda que seu frasco fora inspirado no corpo da atriz Mae West. Nesta época as mulheres eram mais robustas, cheias de curvas e a beleza era essa, ser mulher!
Femme hoje é cosiderado um perfume datado. E é. Ainda bem, pois falamos de um período histórico, e um perfume deve ser retrato desta época. Foi reformulado em 1989, mas manteve muitos de seus traços originais.
Notas de saída: pêssego, ameixa, canela, apricot, bergamota, limão, madeira rosewwod.
Notas de coração: alecrim, cravo (a flor), íris, jasmim, cravo-da-índia (agora sim – a especiaria), ylang-ylang, rosas
Notas de fundo: couro, âmbar, patchouli, baunilha, muk, bezoin, musgo-de-carvalho.
Quanta riqueza em suas notas! O couro e o musgo-de-carvalho são bem perceptíveis desde o início. Tornam o que seria um festim de flores e frutas em uma comemoração sóbria, elegante e cheia de segredos. Como se os participantes de tal festa se retirassem “a francesa” para cantos escuros e lá se comportassem de modo impróprio. Um baile de máscaras, é isso! O alecrim encontra seu par, o carvo-da-índia, e tem início uma das relações mais conflitantes deste perfume: quem se  destacará mais? E acabam empatando. As especiarias são como amantes ciumentas, volta e meia se impõe e se fazem notar, deixando as flores intimidadas!
As frutas são perceptíveis na pele logo nos primeiros segundos após a borrifada, e só aparecem novamente já no final de tal festejo. Acabam ficando para a sobremesa…
Femme é um lindo perfume. Para momentos especiais, em que você não terá medo de expor sua feminilidade de forma pura, quase bruta e animalesca. Femme é pele nua em sofá de camurça.
É forte, é quente, é cheio de arestas e segredos. Como uma mulher…

Feerie, Van Cleef & Arpels

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Admiro muito os perfumes da joalheria Van Cleef & Arpels. Feerie desperta o desejo mesmo sem sentir a fragrância, essa fada prateada é um convite!  É lindo demais! E isso pra não falar no azul multifacetado, o típico perfume para enfeitar a penteadeira de meninas e mulheres sonhadoras.

Feerie tem cheiro do primeiro dia de férias. É fresco, doce na medida, exala magia e nos transforma instantaneamente em uma princesa Disney se preparando para um baile…

Criado em 2008 pelo perfumista Antoine Maisondieu, suas notas são:

Notas de saída: groselha negra, mandarina italiana, violeta

Notas de coração: rosa da Bulgária, jasmim egípcio

Notas de fundo: íris, vetiver

Apesar de constarem poucas frutas em sua composição, sinto como se fosse uma deliciosa salada de frutas recém cortadas e regadas com água de laranjeira e de rosas, como os doces sírios. As notas florais e frutais se entrelaçam com perfeição.

Eu esperava que tal perfume fosse mais intenso, queria uma fada mais teimosa e excêntrica, mas não tiro o brilho desta ninfa suave, etérea e perfeita como companhia em dias mais quentes.

Feerie, traduzido do francês, significa “mundo das fadas”, “fantasmagoria” ou ainda “encantamento, universo poético”.

 

Baunilha

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Os astecas já utilizavam as vagens para perfumar uma bebida à base de cacau. A baunilha mexicana foi conhecida e usada na Europa desde o século XV e rapidamente foi introduzida/cultivada nas colônias.

O aroma da baunilha estimula a ambição e aumenta a atividade física e intelectual. Aumenta a disposição e combate a letargia.

A etmologia da palavra: durante a derrubada do Império Asteca, homens encontraram a planta da baunilha e a apelidaram de “vainilla”, um diminutivo de “vaina”, que quer dizer “bainha” em espanhol. Por sua vez, “vaina” vem da palavra latina “vagina”. Isso tudo por causa da forma das plantas, que precisam ser abertas e divididas para a extração dos grãos.

Todos conhecemos o cheiro e sabor de baunilha, principalmente o sintético. O extrato de baunilha natural é muito caro e sua produção é pouco lucrativa para os produtores. O cheiro da baunilha consiste em vários componentes, principalmente vanilina e piperonal (heliotropina).

Vanilla é uma espécie de orquídea. Há cerca de cem de variantes desta planta, mas apenas dois são usados ​​na produção comercial devido ao seu sabor e aroma: planifolia (Bourbon, ou de Madagascar) e tahitiensis.

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A Vanilla Bourbon vem de Madagascar, uma ilha no Oceano Índico, que é considerado o maior produtor de baunilha, produzem 1.000 toneladas de vagens por ano nas Ilhas Comoro e Ilhas Reunião. A mesma variante é cultivada na África e na Indonésia. Foi nomeada após o antigo nome da ilha da Reunião, ter se tornado Bourbon.

Em condições naturais as flores são polinizadas por insetos e beija-flores, mas em plantações é feito manualmente. Vagens verdes permanecem nos ramos de 8-9 meses e depois de colhidos são submetidos ao processo de maturação por 34 meses. Durante tal processo que se formam os cristais da chamada vanilina.

Utilizam-se a essência de baunilha, o absoluto e as resinas. A baunilha é constante nas formulações dos  perfumes orientais. É usada também para aromatizar produtos farmacêuticos e diversos alimentos (sorvetes, iogurtes, chocolate…).

Demorada, rara e absolutamente deliciosa!

Bleu Royal, Princesse Marina de Bourbon

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Cismei que precisava ter tal perfume! O intenso azul do frasco já icônico da marca me seduziu, e não deu outra, comprei!

Tem tudo para ser admirado pelos que gostam da família oriental floral! É denso, misterioso, levemente picante, os tons ambarados pronunciados. Flores noturnas encerradas em um frasco. E como combina a cor do frasco com seu aroma!

Foi criado em 2012, e sua composição é:

Notas de saída: bergamota, flor de laranjeira e maçã

Notas de coração: jasmim, violeta, lótus

Notas de fundo: sândalo, patchouli e âmbar.

Uma composição sem grandes invenções e que deu muito certo. O sândalo é pronunciado, bem como o âmbar, o patchouli aparece em alguns momentos, picante, doce, atrevido. As flores são muito bem “unidas”, um buquê opulento, rico, cremoso, quente. 

Gosto muita da linha Marina de Bourbon, preços bons, perfumes de qualidade e boa fixação!