Amigas e amigos leitores do blog, desejo a vocês um Natal iluminado e perfumado! Perfume de amor, de amizade, de esperança, de conquistas, da fé em dias melhores!
Ah sim claro, tomara que vocês ganhem muitos cheirosos de presente das pessoas queridas (das que estão presentes de corpo ou de alma)!
Ai ai, Pretty Blue, como você me faz lembrar da época adolescente, quando eu não tinha grana para comprar um Thaty e isso me fez amar você…
Me faz lembrar um amigo que já se foi e que dizia que ‘Pretty Blue’ seria um bom nome para um blues.
Me faz lembrar do dia que meu marido (na época namorado), escreveu ‘Fabio’ cima do frasquinho na revistinha da Avon de uma colega que estudava com a gente, na intenção de me agradar, pois eu havia dito que gostava.
Quanta coisa boa você me faz lembrar, Pretty Blue!
E aí essa semana fui até uma dessas lojas da Avon de pronta entrega que tem aos montes aqui no centro de SP. Fui procurar uma dessas águas pós banho mesmo, pra ver se melhora a vida nesses dias de temperatura infernal. E te reencontrei, Pretty Blue! Olha só, você trocou de roupa! Na última vez que te vi sua embalagem era outra, velho amigo!
E comprei feliz um frascão de 300ml. Se tivesse de 2 litros teria comprado.
O ruim é que você está mais fraquinho né Pretty? Aguadinho que só, mal dura na pele 1 horinha. Mas tá bom, vale o reencontro, vale a sensação de conforto que você me trás. Vale lembrar e matar a saudade.
Não sei quais as notas olfativas da colônia, mas eu arriscaria em falar de lavanda, notas herbais, notas florais e almíscar.
Há muito tempo atrás, eu e uma queridíssima amiga brigamos. Como forma de reparação, ela me deu um frasco do True Love. Nunca me esqueci.
Não faz muito tempo que me deparei com tal perfume em um desapego, e comprei baseado na lembrança de tão precioso presente vindo de uma pessoa tão especial.
E que reencontro feliz! O ‘Amor Verdadeiro’ vem em caixa branca, letras douradas e alianças entrelaçadas! Parece convite de casamento!
E é sim um perfume amoroso, terno, acolhedor. Amor puro e equilibrado, sem arroubos ciumentos, maduro!
Começa com notas lactônicas de pêssegos e damascos misturados a um primaveril cheiro ‘verde’, aquela coisa matinal, de folhas verdejantes orvalhadas.
Logo True Love vira um floral delicado com pinta ‘vintage’. Jacintos, lírios, rosas, jasmins, heliotrópio e íris. Aliás a íris e o heliotrópio formam uma dupla mimosa! Delicados que só, me fazem pensar em talco e pó-de-arroz. E as vezes em produtos de bebê.
Depois de muitas horas o reino das flores e da íris é visitado pelo sândalo cremoso e leitoso e pelas notas ambarinas e abaunilhadas adocicadas. E cada minuto que passa True Love é mais e mais acolhedor e acariciante.
Dá vontade de abraçar! Como não amar o True Love? Ele irradia amor e ternura. Aposto que o Cupido embebe suas flechas em tal perfume antes do disparo fatal…
Criado em 1994 por Sophia Grojsman, suas notas olfativas oficiais são:
Notas de saída: damasco, notas verdes, frésia, pêssego.
Notas de coração: íris, raiz de íris, jasmim, heliotrópio, lírio, rosa.
Então, adquiri o Glamour Amour (que foi uma edição limitada lançada para a campanha do Dia das Mães de 2015) na excepcional promoção da Black Friday do Boticário. Que seja assim todos os anos, promoção de verdade, variedade e entrega rápida. Parabéns Boti!
Voltando ao perfume! Glamour Amour tem uma bonita apresentação, embora a qualidade das pérolas da ‘pulseira’ que envolve o frasco seja ruim. A caixa também é bem frágil, amassa por qualquer coisa. Mais fina que caixa de remédio e estampagem de cartão de Natal barato…
Glamour Amour em um primeiro momento exala loucamente, é intenso e promete ser um perfumão! E é bom sim, de fato! Mas depois de meia hora a projeção diminui consideravelmente. No total ele durou na minha pele por umas 4 horas.
Começa com frutas madurinhas, flores frescas e uma deliciosa e inconfundível nota incensada que se faz presente o tempo todo! Encontrei aqui cítricos de sumo doce, pêssego, maracujá. O bouquet floral é fresco, luminoso. Me faz pensar em corredor de igreja/salão de festas decorado para um casamento!
Logo surge uma nuance amadeirada que torna a mirra mais adocicada e uma nota mais picante e profunda. Coisas do patchouli, esse feiticeiro!
As notas finais de Glamour Amour são mais doces, mas nada gourmands. Tem ali baunilha, almíscar, âmbar, mirra fumacenta e sândalo cremoso!
Pena que foi uma edição limitada. O Boticário tem que parar com isso! Coisa boa é pra ficar no catálogo pra sempre, Boti, vai por mim!
Notas de saída: tangerina, magnólia, pêssego, frésia, lírio e bergamota.
Notas de coração: patchouli ou oriza, lírio, rosa damascena, cedro.
Notas de fundo: baunilha, sândalo, caramelo, benjoin, âmbar e almíscar.
Aloucadosperfumes está gripada. Nariz entupido. Sendo assim, nada de resenhas novas né?
Mas não vamos deixar de falar em perfumes, nossos queridos! E ainda mais queridos quando cruzam a fronteira de outras artes. Hoje falamos da influência do movimento Art déco nos perfumes das décadas de 20 e 30, mais precisamente das propagandas de tais perfumes.
Art déco, termo que deriva da língua francesa e nasce da expressão arts décoratifs – designa uma escola de natureza internacional que marca, no período que vai de 1925 até 1939, movimentos como a decoração, a arquitetura, o design interior e o desenho industrial, bem como a moda, as artes plásticas e gráficas, além do cinema, nos quais ela tem suas fontes principais.
Esta forma de expressão começa a ganhar forma e significação a partir da Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, que tem lugar em Paris no ano de 1925. Ela está enraizada especialmente na escola conhecida como Art Nouveau, que trabalha mais com as linhas onduladas e sem simetria, baseando-se em formatos vegetais e em adornos com motivos florais. Ao contrário desta arte, porém, a Art Déco se vale de linhas retas ou esféricas, das figuras geométricas e do desenho de natureza abstrata.
Para quem acompanha a série American Horror Story, o Hotel Cortez, cenário da atual temporada, é exemplo da arquitetura e decoração do estilo.
Características principais:
– Linhas circulares ou retas estilizadas;
– Uso de formas geométricas;
– Design abstrato;
– Formas femininas e animais são as mais trabalhadas;
– Influências do construtivismo, futurismo e cubismo;
– Presença marcante na Arquitetura.
E nos perfumes? Rendeu belíssimos frascos e propagandas! Vamos ver algumas delas?
Gosto das criações da casa italiana Roberto Cavalli. Inclusive dos icônicos vestido repletos de recortes e ‘animal print’. Ok, eles tem um pé no brega, mas que mal tem? E quem não tem?
Sobre o perfume Roberto Cavalli EDT, logo que o senti na pele pensei que ele seria uma versão ‘mais light’ e simplificada do polêmico Far Away, da Avon. Sério, seríssimo! A mesma bomba floral oriental com nuances cremosas e balsâmicas!
Começa com uma nota floral cremosa-picante. E em seguida vem o ataque licoroso, intenso e cremoso. Depois de umas duas horas de uso, a flor do começo adquire um certo cheiro de maquiagem, uma tonalidade retrô. E dura até o fim, fica brevemente atalcada. Coisa bonita, viu!
As notas finais são balsâmicas! Temos baunilha bem adulta, nada gourmand. Baunilha licorosa, essa seria uma boa definição! Tem também fava tonka e um toque incensado!
Na realidade, Roberto Cavalli EDP é um perfume simples e bem executado. É exuberante, sensual e quente, e se você controlar o número de borrifadas fica até comportado. É aquilo né, coisa italiana: um pé no escandaloso, um pé na elegância, um pé na sensualidade…
Só para situar, a Brecourt é uma perfumaria de nicho francesa fundada pelo perfumista Emilie Bouge em 2010.
Consegui algumas amostrinhas de perfumes desta casa e hoje lhes falo sobre ‘O Amante’. Quando li o nome do perfume o associei a carta de tarô ‘Os Amantes’ ou ‘Os Enamorados’, mas ao sentir a fragrância e pesquisar o significado de tal arcano a associação se desfez.
E depois se refez. E vou explicar…
Começa com notas frutais e saponáceas que me fez lembrar o Ecoite Moi, da Molinard (leia aqui resenha do blog Parfumée). Sabonete fino, daqueles que vem embalados individualmente em caixas pomposas, daqueles que nossas avós ou mães deixariam por um tempo dentro do guarda-roupas para funcionar como aromatizador.
Depois de uma hora surgem frutinhas selvagens, dessas que nunca saberemos se serão doces ou azedinhas, até provar. Hmmm, agora comecei a reencontrar ‘O Amante’. E em nenhum momento tais frutinhas descambam pro lado gourmand ou pro lado juvenil-moranguinho.
Notas florais polvorosas, adocicadas e sensuais dão o ar da graça, também!
Depois de mais uma hora comecei a sentir o lactônico do pêssego e o almíscar que tem aqui uma breve sujidade, algo que o torna mais humano. Tem cheiro de pele, daquela roupa que já usamos mais de uma vez e quando tiramos do corpo, do contato com a pele morna, tem o nosso cheiro.
E neste momento ‘O Amante’ fez todo o sentido. Não precisou de arrebatadoras notas especiadas. Não precisou de gulodices culinárias para despertar o paladar e a gula!
Precisou somente lembrar que, para o apaixonado, o melhor cheiro do mundo é o da pele de seu amante…
Notas de saída: bergamota, limão, tangerina, cassis.
Notas de coração: jasmim, rosa, violeta, framboesa.
Depois de um hiato, a Mesa dos Blogs Perfumados retoma suas atividades! E desta vez, inspiradíssimos, discutiremos sobre qual seria o cheiro do Paraíso!
Aqui a coisa fica bem pessoal, pois de qual Paraíso estamos falando? Do bíblico, da viagem dos sonhos, do paraíso particular de cada um? Ou de um perfume capaz de te levar a um lugar de sonhos e prazeres, como aconteceu o perfumista Baldini, do filme ‘O Perfume’?
Então… aí eu lembrei do tempo do Orkut, quando eu fazia parte de uma comunidade chamada ‘Meu Estranho Mundinho Insano’. Um dos tópicos mais populares perguntava ‘Qual é o cheiro do seu quarto?’. E aí penso em outro tipo de paraíso, o pedaço da casa onde vivemos grandes intimidades, aquele lugar que nunca falhou em te acolher, onde você se reconhece em cada objeto. E a que cheira meu quarto? Tabaco, incenso, lençóis e cobertores usados, roupas limpas e passadas, madeira, poeira, perfumes, desinfetante, brisa noturna, refil de espantar mosquitos… Cheira Diana e cheira Fábio. E como cheira bem! Sem dúvida é um dos meus cheiros de Paraíso!
Se for falar do cheiro de um lugar paradisíaco, sempre lembrarei do cheiro de água gelada, terra, pedra e vegetação do Vale das Ostras, trilha feita na cidade de Eldorado. Cheira a dríade, cheira a fauno. Cheira a Mãe da Mata.
E não podia deixar de fora um lugar querido daqui da cidade de SP, a estação de metrô Paraíso! Cheira a fumaça, a concreto, a trilho, a poeira, a biscoito, a pessoas (bem cheirosas ou não).
Quanto a um perfume capaz de me transportar para reinos mágicos, falo de muitos da Lolita Lempicka! Feéricos! Me torno fada, ninfa, me torno sereia, feiticeira ou o que mais minha imaginação quiser!
E por que não falar de outros cheiros amados? Chuva e livros (novos e velhos). Bolo assando, casa limpa, o cheiro do travesseiro (seu e da pessoa amada), roupa de dormir, ervas frescas, banca de frutas na feira ou no mercado, gasolina… pequenos paraísos cotidianos, que nos fazem lembrar que a vida é linda e a felicidade existe…