
Moschino Funny!


Um arrasa quarteirão! Assim é a fragrância criada em 1989 por Francis Deleamont e Pierre Bethouart, inspirado na arte dos ourives parisienses.O frasco simboliza um anel de safira solitária e teve outras edições em anos posteriores chamadas de “Parfums de Joaillier”, em mais referências às jóias criadas pela casa Boucheron.
É um grande clássico da perfumaria! Opulento, grandioso, intoxicante. Adoro perfumes assim! Possuo o EDT, e já li que difere um pouco do EDP, que deve ser (ainda mais?) concentrado e poderoso.
O bouquet floral é intenso e incensado, as notas frutais sobressaem em alguns momentos e base é levemente atalcada. Um perfeito exemplar da família oriental floral.
Notas de saída: apricot, tagete, tangerina, cássia, manjericão, laranja, asafoetida (infelizmente não sei a tradução), bergamota, laranja amarga, limão.
Notas de coração: jasmim, tuberosa, ylang-ylang de Madagascar, cedro, lírio-do-vale, flor de laranjeira, gerânio, narciso.
Notas de fundo: sândalo, baunilha, âmbar, musk, benjoim, civeta, fava tonka e musgo de carvalho.
Quanta riqueza! Boucheron é um perfume festivo, sedutor, noturno. Para inebriar e confundir os sentidos dos que se submetem a ele.
Quem se encanta com Joop! Femme, BLV Notte, Trouble e outros grandes clássicos de tal família olfativa não pode deixar de experimentar!

Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, também conhecido como “O Rei do Cangaço”, não era um matuto desajeitado como muitos pensam!
O historiador Frederico Pernambucano de Melo, conta que Lampião usava o cabelo untado de brilhantina e tomava banho de perfume francês, Fleur d’Amour, da maison Roger & Gallet. A fragrância foi criada em 1904. Gostava tanto do perfume que passava também nos cavalos. Porém, algumas fontes citam que Lampião usava mesmo era Chanel nº5…
Usava lenços de seda no pescoço e apresentava um cartão de visitas com sua foto, o que só os endinheirados tinham. E andava de carro. Possuía um lendário relógio Patel Phellipe de ouro, com corrente, para ser usado no bolso e importado da Suíça. A marca Patek já era, e ainda é, uma das mais prestigiosas e caras. Desde 1902, os ricos brasileiros compravam seus Patek em 79 parcelas de 10 francos suíços, em consórcios conduzidos por uma joalheria carioca de nome Gondolo & Labouriau. Se era roubado, aí já é outra história…
Ele ainda era obcecado por luxos, novidades estrangeiras, pela própria aparência, e costumava exagerar. Fã de uísque White Horse e licor de menta francês, ia pelo sertão com botões de ouro no casaco e todo cheiroso! Sorte da Maria Bonita!
Ironicamente, exisita a tal Perfumaria Lopes, localizada na Praça Tiradentes – RJ, que em 1931 e em 1932 anunciou que pagaria 50 contos para quem prendesse o cangaceiro (http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/)!
Bom, acredito que todo mundo conheça a tradicional linha de sabonetes Francis. Sim, aqueles que vêm embrulhados num lencinho perfumado que muita gente usa pra perfumar gavetas!
Dei de cara com 2 sabonetes de edição limitada que comemoram os 40 anos da marca, e achei deliciosos! São eles: Lavandas de Grasse (com notas de lavanda, alecrim, eucalipto, rosas, muguet, baunilha e musk) e Figueiras de Sintra (com notas de de figo, folhas verdes, damasco, jasmim, ylang ylang, cedro e baunilha).

A embalagem é bem bonita, os sabonetes também tem uma aparência boa, de sabonetes de luxo mesmo. São 100% vegetais, e o preço minha gente: nem 3 reais!
Tenho usado, o cheiro é delicioso, mas não esperem a “maciez” de um sabonete com 1/.4 de creme hidratante. Ele é bem “sequinho”. Mas o cheiro que fica no banheiro todo vale a pena! Na pele dura quase 1 hora após o banho, o que é uma raridade entre sabonetes nacionais…
*Isso NÃO é um post publicitário, não ganhei sabonete, dinheiro ou pirulitos e nem pediram pra falar deles aqui, apenas achei interessante a iniciativa da empresa. E como a gente gosta de cheiros bons…
Vamos infartar? Siimmmm!
Olha só: http://www.fragrantica.com/news/Christmas-Gifts-From-Guerlain-3711.html
Quero um Ode a la Vanille A-GO-RA!
Admiro muito os perfumes da joalheria Van Cleef & Arpels. Feerie desperta o desejo mesmo sem sentir a fragrância, essa fada prateada é um convite! É lindo demais! E isso pra não falar no azul multifacetado, o típico perfume para enfeitar a penteadeira de meninas e mulheres sonhadoras.
Feerie tem cheiro do primeiro dia de férias. É fresco, doce na medida, exala magia e nos transforma instantaneamente em uma princesa Disney se preparando para um baile…
Criado em 2008 pelo perfumista Antoine Maisondieu, suas notas são:
Notas de saída: groselha negra, mandarina italiana, violeta
Notas de coração: rosa da Bulgária, jasmim egípcio
Notas de fundo: íris, vetiver
Apesar de constarem poucas frutas em sua composição, sinto como se fosse uma deliciosa salada de frutas recém cortadas e regadas com água de laranjeira e de rosas, como os doces sírios. As notas florais e frutais se entrelaçam com perfeição.
Eu esperava que tal perfume fosse mais intenso, queria uma fada mais teimosa e excêntrica, mas não tiro o brilho desta ninfa suave, etérea e perfeita como companhia em dias mais quentes.
Feerie, traduzido do francês, significa “mundo das fadas”, “fantasmagoria” ou ainda “encantamento, universo poético”.
Os astecas já utilizavam as vagens para perfumar uma bebida à base de cacau. A baunilha mexicana foi conhecida e usada na Europa desde o século XV e rapidamente foi introduzida/cultivada nas colônias.
O aroma da baunilha estimula a ambição e aumenta a atividade física e intelectual. Aumenta a disposição e combate a letargia.
A etmologia da palavra: durante a derrubada do Império Asteca, homens encontraram a planta da baunilha e a apelidaram de “vainilla”, um diminutivo de “vaina”, que quer dizer “bainha” em espanhol. Por sua vez, “vaina” vem da palavra latina “vagina”. Isso tudo por causa da forma das plantas, que precisam ser abertas e divididas para a extração dos grãos.
Todos conhecemos o cheiro e sabor de baunilha, principalmente o sintético. O extrato de baunilha natural é muito caro e sua produção é pouco lucrativa para os produtores. O cheiro da baunilha consiste em vários componentes, principalmente vanilina e piperonal (heliotropina).
Vanilla é uma espécie de orquídea. Há cerca de cem de variantes desta planta, mas apenas dois são usados na produção comercial devido ao seu sabor e aroma: planifolia (Bourbon, ou de Madagascar) e tahitiensis.
A Vanilla Bourbon vem de Madagascar, uma ilha no Oceano Índico, que é considerado o maior produtor de baunilha, produzem 1.000 toneladas de vagens por ano nas Ilhas Comoro e Ilhas Reunião. A mesma variante é cultivada na África e na Indonésia. Foi nomeada após o antigo nome da ilha da Reunião, ter se tornado Bourbon.
Em condições naturais as flores são polinizadas por insetos e beija-flores, mas em plantações é feito manualmente. Vagens verdes permanecem nos ramos de 8-9 meses e depois de colhidos são submetidos ao processo de maturação por 34 meses. Durante tal processo que se formam os cristais da chamada vanilina.
Utilizam-se a essência de baunilha, o absoluto e as resinas. A baunilha é constante nas formulações dos perfumes orientais. É usada também para aromatizar produtos farmacêuticos e diversos alimentos (sorvetes, iogurtes, chocolate…).
Demorada, rara e absolutamente deliciosa!
Cismei que precisava ter tal perfume! O intenso azul do frasco já icônico da marca me seduziu, e não deu outra, comprei!
Tem tudo para ser admirado pelos que gostam da família oriental floral! É denso, misterioso, levemente picante, os tons ambarados pronunciados. Flores noturnas encerradas em um frasco. E como combina a cor do frasco com seu aroma!
Foi criado em 2012, e sua composição é:
Notas de saída: bergamota, flor de laranjeira e maçã
Notas de coração: jasmim, violeta, lótus
Notas de fundo: sândalo, patchouli e âmbar.
Uma composição sem grandes invenções e que deu muito certo. O sândalo é pronunciado, bem como o âmbar, o patchouli aparece em alguns momentos, picante, doce, atrevido. As flores são muito bem “unidas”, um buquê opulento, rico, cremoso, quente.
Gosto muita da linha Marina de Bourbon, preços bons, perfumes de qualidade e boa fixação!