





Região de Les Baux-de-Provence, França.
E lá venho eu com mais um Molinard… Esses dias andei desejando o aroma relaxante e acolhedor da lavanda, porém não queria nada vindo das colônias infantis. Lembrei-me então do Les Fleurs: Lavande, da Molinard! Perfume de poucas notas, sem grandes ambições. É lavanda.
Abre herbal, verde, adstringente. Alguns dirão que lembra desinfetante. Justo, uma vez que o cheiro da lavanda é utilizada até a exaustão por fabricantes de produtos de limpeza… E o perfume tem mesmo aquela nuance limpa, séptica.


Pesquisando um pouco mais sobre tal perfume, encontrei uma referência aos ‘vinhos botritizados‘, O que seria? O que te a ver com o perfume? Tudo. Vejam só:

BOTRITIZADO – vinho de sobremesa doce licoroso, feito com uvas botritizadas, isto é, contaminadas com o fungo Botrytis cinerea. Em poucas regiões do mundo de microclima específico como Sauternes na França, esse fungo, ao invés de destruir as uvas, perfura-lhes as cascas grãos, provocando a saída de água e concentrando o açúcar. As uvas assim contaminadas ficam com aspecto de uvas passas e/ou apodrecidas, daí o nome podridão nobre (“pourriture noble”,no francês, e “noble rot”, no inglês).
Agora entendo porque sinto nele uvas passas…
Informação retirada do site: http://www.academiadovinho.com.br/biblioteca/glossari.htm#bb
Maiores informações sobre vinhos Botritizados aqui: http://www.curitibavinhos.com.br/2012/08/podridao-nobre-vinhos-botritizados.html
Vários blogs já postaram tal filme em homenagem ao místico Shalimar, da Guerlain. Mas seria uma heresia não postá-lo aqui! Encantador, subjetivo, metafórico: as vestes brancas, as vestes negras, o barco, o Taj Mahal surgindo das águas, a urna, o desejo, a purificação. Magnífico!

O trabalho da casa Ginestet baseia-se na consolidação da administração e da produção de vinhos que possuem o emblema Ginestet tanto na França e no mundo. Desenvolveu uma série de marcas de acordo com diferentes exigências dos consumidores: Ginestet , Frances Raízes, CAP270 por Ginestet e Marquês de Chasse.
Em 2008, Ginestet apresentou as duas primeiras fragrâncias: Brotytis e Sauvignonne. Seus aromas são inspirados por alguns dos aromas utilizados nos vinhos, os aromas primários de vinhos de Bordeaux. As fragrâncias são criadas em colaboração com a prestigiada Floresence, perfumaria de Grasse. A produção começou com a seleção de três vinhos: vinho branco seco, vinho tinto e Sauternes. Esses vinhos foram enviados para um instituto enológico em Bordeaux para descobrir as moléculas primárias que são posteriormente usadas na elaboração das fragrâncias.

El Baco, por Leonardo da Vinci, posteriormente identificado por São João Batista. Fico com a primeira opção. Também chamada de ‘saturação olfativa’. Entre as principais queixas de usuários de perfumes, está o fato de não sentirmos a fragrância após algum tempo de utilização, que pode ser de minutos até horas depois de borrifar tal perfume. Ok, ok, as vezes alguns perfumes pecam pela qualidade, mas pode ser a tal acomodação olfativa.

Colhem tantas flores que nem sentem mais o aroma delas, coitadas…
Vamos entender melhor? (texto retirado do site: http://www.acquabluecosmeticos.com.br/acomoda%C3%A7%C3%A3o-olfativa.html)
Acomodação olfativa como o próprio nome indica, significa que o olfato está acomodado. Longe de ser algum tipo de doença, é um recurso de nosso corpo para nos ajudar em determinadas circunstâncias. Imagine que você trabalhe em uma fábrica de sardinha. O cheiro de peixe é intenso. Se sua percepção deste cheiro for a mesma todos os dias, provavelmente você sentirá enjoos e até mesmo dor de cabeça. Também dificilmente você terá a percepção de outros odores, uma vez que o forte cheiro de peixe se sobre põe aos outros. Por isso o nosso corpo faz uso deste recurso, de acomodar o olfato, em relação a um forte cheiro contínuo. Desta forma ele previne uma série de consequências desagradáveis. No entanto embora um funcionário antigo em uma fábrica de sardinha, não sinta mais o forte cheiro de peixe, este cheiro está presente ali, e um funcionário novo terá a percepção exata deste odor.
No caso de usuários de perfumes a acomodação olfativa surge quando usamos sempre o mesmo perfume ou quando o aroma é compreendido como ‘agressivo’ pelo nosso organismo. O olfato fica acomodado em relação ao perfume específico e talvez o usuário não perceba mais o cheiro como antes. No entanto o cheiro do perfume está presente em seu corpo, e a evidência disso está na percepção que outras pessoas tem ao seu perfume.
Você pode evitar ter acomodação olfativa por utilizar mais de um tipo de perfume, e alternar a utilização dos mesmos. Muitas pessoas utilizam um tipo de perfume para o dia e outro para noite. Durante o dia o clima é mais quente, o que favorece a utilização de perfumes mais frescos. Durante a noite o clima é mais fresco o que favorece a utilização de perfumes mais marcantes. Se você alternar a utilização de vários perfumes, terá sempre uma percepção aguçada em relação a sua fragrância.
Pois é… as vezes achamos que o perfume já se foi, não tem nada dele aí, e de repente, alguém solta algum comentário sobre ele! Aposto que todo mundo já passou por uma situação dessas. Pois é a tal da Acomodação Olfativa!

Antes de tudo, meu celular está sem bateria e estou com uma preguiça danada de tirar foto do meu. Peguei a imagem no sote da Fragrancex…
Mais uma baunilha bonita da minha querida e amada Molinard! Vanille Marine é diferente: com leve toque herbal, algo salino e aquático, abre alcoólico, mas passa rápido. Daí vem a baunilha e o caramelo para adoçar os sentidos e causar aquela sensação de conforto e gula. Tem uma leve nota herbal que acredito vir da sálvia-dos-jardins (Salvia sclarea) e não posso dizer mais, pois já vi tal planta, mas nunca senti seu aroma. Só sei que é diferente da Salvia que usamos como tempero…

Sim, ele já foi resenhado muitas vezes, mas assim mesmo darei minha opinião sobre ele. Já falei do Shalimar-pai, agora falo do Shalimar-filho!
Enfim, um perfume cor-de-rosa feito para jovens que me conquistou! Aparece como uma ‘iniciação’ para as novas gerações na perfumaria Guerlain, uma preparação para um dia conhecer (e se render) aos grandes e tradicionais perfumes da marca. É uma aproximação, é ‘meu primeiro’ Valisére Shalimar. A piada pode ter sido infame, mas o conceito é o mesmo: os primeiros contatos de uma jovem com o universo feminino adulto…
O apresentação do perfume é uma releitura do eterno, clássico, infinito Shalimar. A tonalidade rósea do líquido o torna ainda mais atraente, delicado, feminino.
Seu aroma é delicioso: Shalimar repaginado, mais moço. Os cítricos são bem marcados na saída com forte aroma de casca de limão sobre talco delicado e abaunilhado. Senti algo levemente gourmand nele: parecia a cobertura de amêndoas confeitadas ou daqueles marshmallows coloridinhos e macios, mas durou pouco. As notas florais são gentis (com destaque para a rosa, os lírios e a íris) porém presentes e possuem um discreto e feminino ‘cheiro de maquiagem’, daquele que só a Guerlain faz tão bem pra você!
Foi apresentado ao público em 2011 e o nariz responsável por ele é Thierry Wasser.
Notas de saída: neróli, bergamota, grapefruit, laranja.
Notas de coração: rosas, frésia, jacinto, lírios, íris, jasmim.
Notas de fundo: fava-tonka, baunilha.
Me surpreendo com a capacidade da Guerlain em transformar a baunilha em algo boudoir, enquanto tantas outras marcas usam a baunilha como em uma receita de bolo…
Para as que se importam com fixação, Shalimar Parfum Initial L’eau fica na pele por umas 4 a 5 horas. Depois desse período deixa um traço empoado e floral na pele, com leve nuance almiscarada, embora o almíscar não esteja em sua composição.
Taí um perfume ‘pra moça’ bem feito e com ares clássicos! Adorável!
