Art Collection #8, Jacomo

Antes de tudo, falo brevemente da ‘Art Collection’, lançada pelo casa Jacomo em 2010. Inclui três fragrâncias (# 02, # 08 e # 09) criadas em cooperação com os artistas Cecilia Carlstedt, Daniel Egneus e Stina Persson. Pelo que entendi os artistas foram convidados a ilustrar as embalagens dos perfumes a partir do que o cheiro de cada um deles despertasse em seus sentidos, a criatividade e a emoção deveriam nortear suas obras. Jacomo # 08 foi pintado por Daniel Egneus, inspirado pela Índia, seus contrastes e força. 

daniel egneushttp://danielegneus.com/#2374

Incrível né? A união entre duas formas de arte, dois sentidos: a visão e o olfato, um auxiliando na representação do outro.

Quanto ao perfume, ele é a tradução da imagem da Índia que tenho idealizada em minha cabeça. Seus cheiros, suas cores e sabores. Sei que posso estar equivocada, afinal, fantasiamos muito sobre locais distantes, exóticos e até mesmo místicos, como temos o hábito de considerar a Índia e outros lugares orientais.

Também, desde pequenos, na escola, aprendemos que a Índia era a terra da especiarias, das sedas, dos perfumes! Que culpa temos, então?

#8 começa com o cheiro doce e levemente adstringente do chá, Diversos chás, na realidade: temos aqui xícaras de chá preto, chá mate, masala chai. Logo as especiarias deste último sobressaem, ficam bem evidentes as notas de cardamomo, canela e gengibre.

Depois de um tempo as especiarias abrandam (mas não somem), e deixam surgir um breve cheiro leitoso, adocicado. Surgem frutas secas doces e picantes, na minha percepção tâmaras e damascos.

As notas finais são ambarinas, mas ainda repletas do cheiro agridoce e exótico dos ‘temperos’.

Mas sabe o que é curioso? Tem horas que essas especiarias não são quentes no #8 e sim refrescantes. O cardamomo volta e meia se mostra fresco, verde e leitoso! Junto com a chá então, se torna tônico e revigorante!

Mas no geral #8 é um ode ao Masala Chai. Se você, como eu, é fã do cheiro e do gosto da bebida, vá em frente!

http://www.darjeeling.cz/en/black-tea/masala-chai-indian-ayurvedic-mix-426

Perfumes Góticos – Mesa Redonda dos Blogs Perfumados

http://nacreousalchemy.blogspot.com.br/2013_02_01_archive.html

Ah, que tema agradável! Desta vez a Mesa Redonda dos Blogs Perfumados veste toalha negra, está enfeitada com pétalas de rosas e todos nós bebericamos vinho ao som de Joy Division (porque eu gosto!).

É difícil para mim, que não sou exatamente gótica – mas já andei muito com o pessoal, já frequentei muito o Madame Satã e outras casas do gênero – definir tal estilo. Vejam bem, não falo do estilo gótico artístico, que abrange a arquitetura, a literatura, música e demais manifestações. Falo do estilo de vida gótico (conhecido também como Dark). Isso mesmo, aquela galera que se veste de preto (inclusive em pleno sol), usa penteados diferentes e segundo a lenda, vai ao cemitério beber vinho tudo verdade. Mas isso pra ser bem simplista e facilitar a visualização, na verdade tal estilo de vida é bem mais complexo, cheio de leituras, sons, símbolos, ritualística.

Bom, definições do estilo de vida a parte, vamos falar de perfumes que me fazem ter pensamentos sombrios, obscuros,  reflexivos e românticos. Porque sim, no fundo todo gótico é um romântico.

Recomendo a leitura do post da Luciana, do Blog Floral e Amadeirado, antes de qualquer coisa, para deixar de seguir estereótipos e quebrar tabus.

Quais perfumes me trazem a mente a atmosfera gótica? São tantos… mas vamos enumerar alguns:

Lysval, da Girard, que cheira a rosas mortas. Me faz pensar em plenitude e finitude, e como lidar com isso… Me faz pensar  no doce e solitário Edward Mãos de Tesoura…

John Galliano EDP, de John Galliano. Perfume dramático, multifacetado, arquetípico. Carrega em si a fada, a bruxa, a viúva, a devoradora. Ficaria perfeito na misteriosa personagem de Eva Green na série Penny Dreadful, senhorita Vanessa Ives.

Patchouli Antique, Les Nereides, que transita lindamente entre o hippie-chic, o gótico, o cigano e o boudoir. Terreno, misterioso, representa a Deusa em todas nós, o ventre da terra, a Feiticeira. Penso na icônica Morgana, personagem do romance As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley.

Midnight Poison, Dior. A femme fatale, a mulher que seduz sem sequer se esforçar para tal, tamanho seu magnetismo. Ela é mística, obscura, proibida, inebriante. E glam. Elvira ‘Rainha das Trevas’, faça-se presente, deliciosa!

E para finalizar deixo uma música de uma banda que, como eu, não é exatamente gótica, mas tem lá seus momentos… The Cult, ‘Brother Wolf, Sister Moon’.

Visite as trevas dos demais blogs participantes:  O Templo dos Perfumes, Parfums et Poesie,  Perfume Bighouse, Perfume na Pele  Floral & Amadeirado


Romeu e Enigma, Charme Essência Perfumes

Hoje vamos falar de perfumes voltados ao público masculino! Já falei sobre a Charme Essência neste post e hoje vou falar um pouco do Romeu e do Enigma.

Logo ao borrifar o Enigma na pele, me veio a sensação do cheiro que fica no banheiro quando um homem asseado sai do banho: a unidade morna do vapor do chuveiro, o cheiro do sabonete, do desodorante que fora usado. Mas tem um detalhe: esse banheiro fica em uma casa de veraneio, tem uma coisa meio praiana no Enigma!

Segundo a marca, o perfume foi inspirado nas profundezas enigmáticas dos oceanos. Suas notas olfativas são listadas abaixo:

Notas de saída: alecrim, bergamota, prunella, calone.

Notas de coração: jasmim e ylang-ylang.

Notas de fundo: mirra e sândalo.

Conforme o perfume evolui na pele, fica bem marcante de mirra, picante, esfumaçada e exoticamente doce. Perfume marcante, mas sempre com ares limpos e frescos.

E o Romeu? Esse mesmo, eterno personagem de William Shakespeare, é nele que se inspira o perfume!

Aqui tive uma lembrança olfativa muito doida: lembrei de balas de goma azedinhas de cor roxa. Achei que o perfume tinha cheiro do gosto de tais balinhas, que por sua vez tinham um sabor exótico e que nunca soube bem identificar. Romeu começa com limão, sumo e casca! Tem alguma especiaria que achei ser anis estrelado e base amadeirada bem viril. Esse Romeu não teria morrido não! Raptava logo a suspirante Julieta e ai de quem ficasse na frente! Romeu cabra-macho!

Notas olfativas: limão siciliano, limão taiti, cardamomo, gerânio, sândalo, especiarias e cedro.

Os perfumes foram cedidos para resenha pela marca. Obrigado, Charme Essência!

Piu Bellodgia, Caron (2013)

Começo afirmando que infelizmente não conheço o Bellodgia de 1927, criado pelo mestre Ernest Daltroff. Mas pelo que li em outros blogs e sites especializados, o Piu Bellodgia carrega sim e com louvor, o DNA do primogênito.

‘Mais’ Bellodgia nasceu em 2013 criado por Richard Fraysse e pertence a coleção La Selection. Essa coleção foi lançada entre 2013 e 2014 e trouxe grandes perfumes da Caron com nova embalagem e ‘modernizados’, reinterpretados. Mas olha, pelo que percebi eles não perderam o ar vintage não…

Piu Bellodgia tem frasco elegante, com o nome do perfume em plaquinha de metal incrustada no vidro e pequenas bolinhas emborrachadas embaixo do frasco, algo que o fixa de forma bem segura em superfícies planas. Tampa discreta com o o logo da marca em dourado.

Começa com agradável e ultra-feminino cheiro de pomada/talco de flores. Cheiro de creme ultra-saturado dos óleos essenciais de flores como rosas, jasmins, lírios e cravos! Tem atmosfera vintage, empoada, boudoir, flertando com o rococó!

E demoram a aparecer outras notas viu? Fica um tempão a sensação de estar envolta e besuntada em uma espessa pasta feita com as flores.

Depois de quase 2 horas senti um picante e adocicado cheiro de cravo da índia, parecia que tinham aberto um potinho e jogado sobre e pele besuntada de tal pomada floral! Faz bonito, o cravo no Piu Bellodgia…

No final, aparecem notas amadeiradas e o almíscar tenro e ‘suado’. Aquela coisa de cheiro de roupa de cama pela manhã, quando acabamos de levantar depois de uma bela noite de sono. Misturou o cheiro do amaciante, do sabão em pó com o cheiro de sua pele e do seu suor, sabe? Cheiro mais acolhedor (e sensual) não há.

Perfume bem bonito, perfeito para os que gostam dos vintages, mas não querem se arriscar muito. Perfeito também para se iniciar nos mistérios da Caron.

Noras de saída: rosas, jasmim, lírio do vale, cravo (flor).

Notas de coração: cravo (especiaria), canela.

Notas de fundo: cedro, almíscar, sândalo.

Imagens: http://www.cafleurebon.com/cafleurebon-clove-in-perfumery-sweet-and-spicy-10-best-clove-fragrance-draw/

Tuberosa do Egito, Phebo

Quando falei da colônia Limão Siciliano, deixei clara minha admiração pela Phebo/Granado e contei um pouco da história da marca. Anteriormente usei o sabonete (maravilhoso) Tuberosa do Egito e sempre ‘uso’ as colônias tester da  prateleira da perfumaria aqui perto do trabalho. Cara de pau né?

Acho todos os frascos da linha Mediterrâneo muito bonitos, com seus rótulos ricamente ilustrados! Li em algum lugar sobre a arte das embalagens, mas como não tenho a fonte não vou estender o assunto.

Tuberosa do Egito começa com uma profusão de jasmins e tuberosas bem naturais, como se de repente eu estivesse abraçada a um farto e fresco ramalhete de tais flores. Rapidamente a tuberosa sobressai e adquire um aspecto emborrachado, ‘chicletado’, plastificado! Gosto dessa faceta da tuberosa. E é aqui que ele lembra o Truth or Dare.  

Em seguida vai surgindo um cheiro que nos é familiar: cheiro de batom, de pó compacto, de maquiagem de farmácia! Daqueles com cheiro bem característico e preço acessível, dos que cobiçamos nas penteadeiras de nossas mães e avós quando jovenzinhas!

Mais pra frente surge um nota empoada de rosa e um breve tom almiscarado que torna a colônia mais ‘macia’. Porém, na maior parte do tempo senti esse cheiro ‘vintage’, nostálgico e por que não dizer, um pouco antiquado.

Adorável cheiro de penteadeira, tem o Tuberosa do Egito!

Notas de saída: tangerina, bergamota e notas florais.

Notas de coração: rosa, tuberosa, jasmin sambac.

Notas de fundo: âmbar, patchouli e almíscar.

Fame, Lady Gaga

Duas coisas: leiam aqui a fantástica resenha feita pela Vanessa Anjos, do Perfume na Pele. A outra coisa é que não sou fã da Lady Gaga, embora sua excentricidade (midiática ou não) me agrade. Tenho um amigo que diz que Gaga é uma mistura de Madonna com Marilyn Manson, por isso é impossível passar incólume a ela… Mas vou falar do perfume em si, e não do que ele pode representar para seus fãs.

Eis o que é dito sobre o Fame no site da Sephora:

A fragrância foi desenvolvida sob o aspecto de três acordes principais: sombrio, sensual e claro. O acorde sombrio foi inspirado na beladona, ou erva-moura mortal, possuída pelas belezas assombradas desde o século XVIII. Desta escuridão, a fragrância se envolve num acorde sensual de riqueza, com a fusão das gotas de mel, açafrão e néctar de damasco. E por fim, o claro acorde sussurra magnificência. O rica camada floral de tiger orchid e jasmim Sambac personificam a beleza atemporal. Os acordes trabalham juntos para criar uma fragrância de elementos floral e frutado, com o ingrediente estrela inspirado por beladona, nivelando toda a fragrância e fornecendo a Fame sua assinatura como fragrância.

E ainda tem toda a polêmica do que foi dito pela cantora antes do lançamento do perfume: que ele teria cheiro de sangue e sêmen. Tem que o líquido é preto e magicamente fica transparente no contato com a pele! Aí entra a Feiticeira falando: ‘isso não é feitiçaria, é tecnologia’ (lembram dessa, amigos que nasceram nos anos 80/90?).

Tem que o frasco lembra muito as criações do Thierry Mugler. Tem as propagandas com o apelo fetichista do vinil, tem as alucinações liliputinianas  (Milo Manara e sua obra Gullivera mandam beijos, Gaga)!

  

Diz-se ainda que a fragrância não respeita a estrutura piramidal típica dos perfumes por causa da chamada tecnologia de push-pull“, através da qual os ingredientes são misturados para realçar diferentes aspectos de cada nota ao mesmo tempo, sem qualquer hierarquia.

E como se tudo isso não bastasse, o perfume tem notas de beladona, gente! A planta de frutos negros, simplesmente uma das plantas mais tóxicas encontradas no hemisfério oriental! A planta da bruxas!!!

E nem vou comentar sobre o vídeo de divulgação do perfume (que tem 5 minutos e quarenta segundos), que mais parece um filminho de terror surrealista… Quem quiser pode ver aqui.

Enfim, tudo isso para dizer que o perfume promete muito e entrega menos. Por tudo que foi citado até agora, eu estava esperando uma ‘lenda lendária’ no mundo da perfumaria!

Na minha pele Fame começa gritante e escandaloso. Parece licor de cassis misturado com compota de ameixas. Doce, xaroposo, viscoso, artificial. E olha que gosto de perfumes doces, mas Fame soa quase agressivo. Logo aparece o mel, que por incrível que pareça, abranda as notas frutais e torna a doçura de Fame mais agradável. Mas ainda assim com cheiro de xarope, de licor.

Em um segundo momento Fame ‘para de gritar’ e mostra aqui e acolá umas notas florais exóticas, são orquídeas e jasmins! Quem já foi em uma exposição de orquídeas vai se lembrar do cheiro doce-plástico-erótico que elas exalam!

Mas acho que todo o encanto de Fame está na bonita combinação de incenso e mel que volta e meia aparecem e fazem a gente grudar o nariz na pele. E em outras horas juro que senti cheiro de suco de uva!

Sobre o cheiro da beladona, o único contato que tive com a mística planta foi através de uma pomada preta chamada Ictiol, usada para combater furúnculos. Então, nada posso dizer sobre tal olor no perfume…

Fame está longe de ser um perfume ruim e ainda mais longe se ser tudo que a mítica criada em torno dele prometeu.

Acho que é um perfeito produto da cultura pop…

Boisé Vanille, Montale

Mais uma das amostras luxuosas da amiga Andréa Faria! Essa menina é chique que só, viu?

Boisé Vanille é incrível, multifacetado, perfeitamente compartilhável. Começa com uma agradável e aconchegante mistura de lavanda e cítricos, porém imersos em uma atmosfera boozy que me faz pensar em conhaque.

Logo aparece uma nuvem amanteigada de íris com baunilha e pitadas suaves de pimenta. Ela é tão perfeitamente andrógina! Essa íris transita entre os gêneros de forma confortável, sem pertencer a nenhum. Tem um pouco de cheiro de talco, de barbearia, de roupa de cama…

Ainda tem momentos que faz pensar em algo medicinal, um xarope ou tônico! Suas notas finais são doces (e ainda polvorosa e medicinal), coisas da mistura de fava-tonka, íris e baunilha. Ainda tem um patchouli achocolatado e uma madeira balsâmica adocicada e morna.

Boisé Vanille é viscoso! me faz pensar em bebidas, xaropes, seivas – tudo de aspecto cremoso. E ainda me trouxe uma outra sensação: o de algo comestível que faz ‘amarrar’ um pouco a língua. Já experimentou jatobá? O cheiro dele me faz pensar na sensação de comer jatobá (pouco lembro do gosto, mas lembro bem da sensação da sua polpa na boca).

A baunilha muitas vezes sai de foco, torna-se coadjuvante. tem aspecto melífluo, alcoólico. É sim doce, mas longe de ser gourmand ou cheirar a pudim.

Que resenha doida não?

Notas olfativas: limão, bergamota, lavanda, gerânio, cedro, íris, patchouli, fava-tonka, baunilha, pimenta.

Le Petite Fleur d’Amour, Paris Elysees

PE2K15 PetiteFleurDamour CPMais um lançamento da Paris Elysees aqui no blog, o Le Petite Fleur d’Amour!

A embalagem e o vidro seguem a mesma linha dos perfumes anteriormente resenhados, o Blanche o d’or. Para simplificar, vou chamá-lo somente de Amour, tudo bem?

E um perfume elegante, delicado e está super na moda! Acho que sua inspiração olfativa foi o 212 VIP Rosé, da Carolina Herrera, pois eles de fato se parecem muito!

Mas aqui estamos falando do Amour.

Ele inicia com a sensação efervescente, e borbulhante de um vinho frisante. Agora imagina que nessa taça tenha um monte de frutas picadinhas, entre elas, cerejas, nectarinas, framboesas, uvas, peras… Hmmm, encheu a boa de água né, aposto!

Depois aparece um nota floral delicada que eu achei ser peônia. Termina com notas almiscaradas (aqui, o almíscar limpo e confortável do amaciante, do sabão em pó) e madeiras claras e adocicadas.

Na minha pele permaneceu por umas 4 horas, o que já é uma boa durabilidade. Perfeito para uso diário, pois não é exuberante ou daqueles que perigam agredir o olfato alheio.

Desejei passar o dia perfumada e fresca, carregando para cima e pra baixo uma taça de champagne em mãos… que luxúria, já pensou?

Perfumes comerciais e contratipos: o tratamento jurídico das atividades criativas – Dissertação de Mestrado de Sergio Mitsuo VIlela

Muito se fala dos contratipos e em sua ‘legalidade’. É de fato permitido reproduzir um perfume já aclamado e com isso obter lucros?

Na dissertação de mestrado de Sergio Mitsuo Vilela tal questão é discutida do ponto de vista jurídico: “A presente dissertação, requisito para obtenção do título de mestre em direito internacional, no programa de pós graduação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (Universidade de São Paulo), através de um estudo de caso (contratipos), constata a insuficiência da sistemática tradicional de propriedade intelectual para a tutela das atividades criativas.”

Links para a leitura:

http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2135/tde-07012011-164012/pt-br.php (link do final da página)

http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=2&cad=rja&uact=8&ved=0CCUQFjABahUKEwiimv2m75bGAhXDodsKHeCSALE&url=http%3A%2F%2Fwww.teses.usp.br%2Fteses%2Fdisponiveis%2F2%2F2135%2Ftde-07012011-164012%2Fpublico%2FSergio_Mitsuo_Vilela_Dissertacao_Mestrado.pdf&ei=2nqBVaLFOcPD7gbgpYKICw&usg=AFQjCNEaB_wZiOBr7AayMT-8iM9sUSjdGQ&bvm=bv.96041959,d.b2w (o link apresenta duas opções: abrir com Adobe ou download)

Boa leitura!